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A polêmica coleira para criança

Me lembro da minha primeira viagem para a Disney e do horror causado em mim, ainda uma criança, pelas tais coleirinhas que os pais prendiam nos filhos e saiam conhecendo os parques temáticos. Pelo menos 20 anos se passaram e me vejo acompanhando toda a polêmicas das coleirinhas, hoje chamadas de “mochilinhas”. Elas ficam presas nas costas das crianças, podem ser de bichinhos e delas saem o elástico que os pais seguram.

Sempre quis, sonhei e me imaginei com uma família grande, vários filhos, escadinha mesmo, circulando mundo afora. Os muitos filhos em escadinha eu já tenho, mas circular por aí, não é fácil, não. Eles não saem mais em carrinhos de bebês, vão andando sozinhos de mãozinhas dadas. Mas, eu não tenho 3 mãos, infelizmente. Nem que eu tivesse, resolveria, afinal como faz para pegar a carteira dentro da bolsa e pagar o sorvete? E depois como abre os picolés de cada um deles? E se alguém sai correndo para ver alguma coisa muito interessante? (Criança é um serzinho curioso que só vendo…). E se alguém se perde numa multidão de aeroporto?

A mochilinha me parece uma solução possível. Eu preciso sempre da companhia de alguém se quiser ir tomar sorvete na padaria da esquina com os meus 3 filhos. Ás vezes, eu posso não ter a companhia. Ás vezes, eu posso não querer a companhia de ninguém, só deles 3. Mochilinha neles??? Ou ficamos em casa morrendo de vontade de tomar sorvete?

Os pontos negativos levantados por alguns psicólogos não me convencem de que a mochilinha é um mal negócio. Também sou psicóloga e não acho que é esse acessório que vai causar males à criança por distanciá-la dos pais ou por não ensiná-la limites entre o que é certo e errado. Tudo isso se ensina em muitas outras situações cotidianas, contato com os filhos é dia-a-dia  e o que tem uma base sólida e bem estruturada na questão da educação não será “destruído” com o uso da tal mochilinha.

Ou você acha que deixar um bebê numa cadeirinha vibratória enquanto você lê os seus emails, por exemplo, é muito diferente? E carregar o filho num canguru nas costas para ter as mãos livres pode? Eu não tenho as mochilinhas, mas quando encontrar, compro logo três, feliz da vida e saio sozinha por aí desfilando com os meus filhos.

Instituto Pensi
O Instituto Pensi é o braço de ensino, pesquisa e projetos sociais da Fundação José Luiz Egydio Setúbal enquanto o Hospital Infantil Sabará é seu braço de assistência médica.

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