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Artigos

Anestesia e Crianças: O dia do procedimento

A Academia Americana de Pediatria (AAP) responde a perguntas de pais sobre a preparação para a anestesia.

Meu filho pode comer, beber, ou tomar o remédio no dia da anestesia?

Exceto para situações de emergência, o estômago de seu filho deve estar vazio quando a anestesia é iniciada. Isso ajuda a evitar o vômito, que poderia ocasionar a entrada de ácido ou conteúdo do estômago nos pulmões. Antes da anestesia do seu filho, é importante verificar com o seu cirurgião ou anestesista sobre diretrizes específicas para o seu filho. Aqui estão recomendações gerais.

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Dr. José Luiz Setúbal
Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

O que é Urgência e Emergência?

urgencia

Urgência e emergência são dois termos usados na área médica e que podem gerar confusão. Por consequência, muitas pessoas acabam reclamando quando vão ao Pronto-Socorro, principalmente nas épocas dos picos sazonais de outono e primavera.

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Instituto Pensi
O Instituto Pensi é o braço de ensino, pesquisa e projetos sociais da Fundação José Luiz Egydio Setúbal enquanto o Hospital Infantil Sabará é seu braço de assistência médica.

Como o celular pode ajudar na saúde?

celular

No mundo conectado da atualidade, é raro encontrar alguém que não tenha um telefone celular hoje em dia. Dizem os números que no Brasil existem 280 milhões (dezembro 2014) celulares para uma população de pouco mais de 200 milhões.

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Instituto Pensi
O Instituto Pensi é o braço de ensino, pesquisa e projetos sociais da Fundação José Luiz Egydio Setúbal enquanto o Hospital Infantil Sabará é seu braço de assistência médica.

Traumatismo Craniano Abusivo causa lesões ao longo da vida

traumatismo craniano

 

Quando ouvimos falar de violência doméstica e de abusos sobre crianças, pensamos sempre nas populações mais carentes e menos informada. Infelizmente isto não é a realidade. Tanto no Brasil, onde sou testemunha de casos semanais atendidos no Hospital Infantil Sabará (um hospital da rede de medicina suplementar que atende pacientes de classe média e alta da cidade de São Paulo) como nos EUA, Europa, Ásia etc como se pode ler nos jornais e ver no noticiário de TV quase que diariamente.

Milhares de crianças e bebês sofrem traumatismo craniano cada ano devido à agitação de bebês ou abuso físico devido à violência infantil. Muitas vítimas morrem, enquanto as outras crianças ficam deficientes para a vida. Em artigo da revista Pediatrics de dezembro de 2014 quantificou o grau dessas lesões pelo cálculo dos anos de vida perdidos por morte prematura, além dos anos de vida produtiva perdidos por sobreviventes devido à deficiência e menor qualidade de vida.

Para o estudo, ” Disability-Adjusted Life-Year Burden of Abusive Head Trauma at Ages 0–4″, os pesquisadores utilizaram dados de mortalidade para calcular que 334 crianças morreram em 2009 devido a traumatismo craniano abusivo.

Para avaliar o nível de deficiência entre os sobreviventes de traumatismo craniano abusivo, pesquisadores entrevistaram os cuidadores ou pediatras de 170 crianças feridas para aprender como as lesões afetaram o funcionamento neurológico das crianças. Os pesquisadores descobriram traumatismo craniano abusivo deixou 57 por cento das crianças cegas ou parcialmente cegas, com outro que exige 5 por cento cirurgia ocular. Gravidade dos ferimentos foi leve em 15,9 por cento dos casos; moderada em 13,5 por cento dos casos, e grave em 70,6 por cento dos casos. Vinte e três por cento das crianças necessário um tubo de alimentação. Usando uma fórmula para explicar perdido a esperança de vida e os anos vividos com incapacidade, os autores do estudo concluem que, em 2009, a carga de traumatismo craniano abusivo em os EUA era 69.925 anos de vida ajustados por incapacidade.

Os autores do estudo concluem que o traumatismo craniano abusivo é debilitante. Mais da metade dos sobreviventes gravemente feridos morrerão antes de 21 anos de idade, e aqueles que sobrevivem a uma lesão grave têm uma redução de 55 por cento na saúde relacionados com qualidade de vida. Mesmo uma lesão abusiva traumatismo craniano leve provoca deficiência que excede a de uma queimadura grave.

Como se vê, a realidade colocada em números é muito dura.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Article Pediatrics dec -2014

Disability-Adjusted Life-Year Burden of Abusive Head Trauma at Ages 0–4

 

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para a atenção médica e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

 




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O Instituto Pensi é o braço de ensino, pesquisa e projetos sociais da Fundação José Luiz Egydio Setúbal enquanto o Hospital Infantil Sabará é seu braço de assistência médica.

Aprendendo sobre adolescentes assistindo filmes atuais

filme

Nos últimos dias fui ver dois bons filmes e que aconselho para pais de adolescentes. A minha curiosidade por um deles foi alimentada quando meu filho caçula já na faculdade me falou para ver o filme “Boyhood”, pois era o filme que ele mais se identificou na vida dele.

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Eczema em crianças

eczema

A dermatite atópica está entre as doenças mais comuns da primeira infância, e seus sintomas acabam por importunar tanto as crianças quanto suas famílias.

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A cada 8 minutos, uma criança toma medicação errada

medicação

Erros de medicação envolvendo crianças representam um problema de saúde pública que ocorrem com frequência, mas pesquisas anteriores têm lutado para descrever completamente o escopo do problema. Mais de 200 mil casos fora do hospital de erros de medicação são relatados nos EUA por ano, e cerca de 30% destes casos envolvem crianças menores de 6 anos de idade.

De acordo com um estudo publicado na edição de novembro 2014 da Pediatrics, a maioria dos erros de medicação envolvidos líquidos formulações (81,9%), seguido de comprimidos / cápsulas / comprimidos (14,9%).

O número e a taxa de erros de medicação aumentaram com a diminuição da idade, sendo que as crianças menores de 1 ano de idade são responsáveis por por mais de um quarto dos episódios. A ingestão foi responsável por 96,2% de eventos, e 27% de todos os erros foram atribuídos a tomar inadvertidamente ou sendo dada medicação mais do que uma vez. Durante o período de estudo de 11 anos, erros com medicação para tosse e resfriado diminuiu significativamente, enquanto que a taxa de outras medicações aumentou para todas as idades. A maioria dos casos (94,1%) não necessitaram de tratamento médico, mas 25 crianças morreram como resultado de erros de medicação fora do hospital.

Os autores do estudo concluem que estes erros de medicação representa um grande problema de saúde pública, e são necessários esforços suplementares, usando estratégias comprovadas para evitar esses eventos. De acordo com os autores do estudo, a embalagem do produto tem de ser redesenhada para fornecer dispositivos de dosagem e instruções precisas, e uma melhor rotulagem para aumentar a visibilidade para os pais.

Este é mais um dos muitos artigos que eu já escrevi sobre este assunto, e nossa função e salientar a importância de consultar um pediatra antes de dar qualquer medicação para seu filho. Quando for dar, prestar atenção na dose, no horário e como dar este remédio. Evite a automedicação e mantenha as medicações fora do alcance das crianças.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: Article: “Out-of-Hospital Medication Errors Among Young Children in the United States, 2002–2012” Pediatrics nov. 2014

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o atendimento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.




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Governança e modelo idealizado de gestão do Hospital Sabará

governança

A Fundação José Luiz Egydio Setúbal respeita as regras de governança recomendadas pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) para Fundações. Por isso,  mantem uma Diretoria Executiva, um Diretor e um Conselho Superior.

A Diretoria é formada por um Presidente e por um Diretor Administrativo, que são escolhidos pelo instituidor ou por sua família, e tem a função de controlar as administrações do Hospital Infantil Sabará e do Instituto Pensi.

Conselho Superior – O Conselho Superior é composto por até 11 membros (Metade externos e metade representando a família do instituidor). Dos membros, um é o Presidente e outro Vice-Presidente, eleitos na forma do disposto no regimento interno para cumprir mandato de seis anos, que por sua vez não é coincidente e permite a renovação parcial dos mandatos de seus membros a cada três anos.

Os membros do Conselho Superior serão escolhidos pelo instituidor da Fundação José Luiz Egydio Setúbal. No caso de renúncia, impedimento ou falecimento do instituidor, suas atribuições serão exercidas pelos seus filhos. Desta forma, cada um escolherá um membro do Conselho Superior para as vagas remanescentes. A escolha será feita por consenso entre os mesmos.

 

Diretoria

Presidente: José Luiz Egydio Setúbal

Diretora: Sandra Regina Mutarelli Setúbal

 

Conselho Superior

Presidente: José Luiz Egydio Setúbal

Vice- presidente: Milton Luís Monteiro

Membros

Alfredo Setúbal

Beatriz de Mattos Setúbal

Gabriel de Mattos Setúbal

Olavo Egydio Mutarelli Setúbal

Henri Penchas

Luís Arnaldo Szultan

Frederico Octávio Sabatel Bourroul

 

Modelo de Gestão

A Fundação José Luiz Egydio Setúbal foi instituída pensando em sua perenidade. Parte do patrimônio instituidor foi o Hospital Infantil Sabará, que no modelo idealizado é o gerador de recursos financeiros para a Fundação.

Estes recursos devem, a critério do Conselho Superior, ser depositados em um Fundo Patrimonial.  Deste valor, uma porcentagem será alocada para o Instituto Pensi realizar a missão da Fundação, ou seja gerar conhecimento em saúde infantil por meio de pesquisas, além de  divulgar e disseminar conhecimento por meio de redes sociais, ensino e educação. Deve também realizar projetos sociais além de capacitar voluntários para trabalhar em organizações de saúde.

 




Instituto Pensi
O Instituto Pensi é o braço de ensino, pesquisa e projetos sociais da Fundação José Luiz Egydio Setúbal enquanto o Hospital Infantil Sabará é seu braço de assistência médica.

Congresso do Sabará

Durante  três  dias reunimos mais de 1500 pessoas no Congresso Sabará de Especialidades Médicas para discutir assuntos pertinentes à saúde infantil.

O Hospital Sabará juntamente com o Instituto Pensi, cumprindo a missão de sua Fundação Mantenedora, realizam a cada dois anos um grande congresso de especialidades pediátricas para se discutir com profissionais renomados de todo o Brasil e de fora o que nós fazemos no hospital e nas pesquisas em comparação o que há de mais moderno e atual no Mundo.

Nestes três dias podemos conversar com representantes do Ministério da Saúde, da Secretária de Saúde do Estado de São Paulo, da prefeitura de SP, de órgão fomentadores de pesquisa, e com profissionais de saúde de várias universidades da cidade de São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná, Canadá, Estados Unidos, Espanha, Argentina, Costa Rica. Trocamos experiências com grandes hospitais de São Paulo e do Brasil.

Não discutimos só assuntos de especialidades médicas, mas também demos voz aos trabalhos das enfermeiras, fisioterapeutas, psicólogas, serviço de voluntariado e humanização, farmácia, pesquisa clínica, sociedade de pediatria de São Paulo, e à Rede Nacional da Primeira Infância, que em um evento paralelo pode discutir sobre o Brincar e a Violência sobre as crianças.

Contamos na abertura e no evento da RNPI com a presença da primeira Dama da cidade, Dra. Ana Estela Haddad, responsável do programa “São Paulo Carinhosa” que realiza ações na primeira infância. Nesta ocasião pudemos ver a colocação de Pontos e Contrapontos sobre “Consumismo Infantil”, realizados pelo professor Lino de Macedo e a Dra. Ekatine Karageorgiads do Instituto Alana. Finalizando a abertura os presentes puderam apreciar uma bela apresentação das crianças do Projeto Social do Coral Bacarelli.

Ficamos muito felizes com os resultados alcançados, pois sabemos que todo este conhecimento adquirido por nós e pelas outras instituições e profissionais, poderão melhorar a vida de muitas crianças no Brasil inteiro.

Parabéns ao Instituto PENSI e ao Hospital Sabará por mais esta realização e por cumprirem tão brilhantemente seu papel de agente de transformação social.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal




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Desapego é a palavra da moda. Mas o apego é fundamental.

 

apego-desapego-bebes

 

“Não existe essa coisa chamada bebê”, famosa frase de Donald Winnicott, pediatra e psicanalista inglês (1896-1971), resume que não há uma criança sem uma mãe (que não necessariamente é a figura feminina, nem a que deu à luz). Um bebê é incapaz de sobreviver sozinho, é um ser receptor em todos os aspectos, totalmente dependente. A qualidade dos cuidados dispensados ainda na primeira infância é fundamental não só para sua garantia de vida, mas para todo o seu desenvolvimento. Sua história será uma conseqüência de como foi tratado desde o início, pois disso dependerá toda a sua visão de mundo e dos outros, o que influenciará diretamente a maneira como ele se relacionará com as pessoas e o meio, ao longo de sua existência. Apenas alimentar, prover as necessidades básicas fisiológicas não é suficiente, há um “que” a mais a lhe ser dedicado. É o carinho, o aconchego, a segurança. Essa ligação emocional, conjunto de toda essa relação, é o apego, uma das peças mais importantes no relacionamento pais e filhos.

Quando há apego entre as pessoas, elas procuram interagir e ficar próximas umas das outras. Vem daí a expressão popular de que alguém é “apegado” a outro. Pais demonstram apego reagindo afetivamente às necessidades do bebê, a seus gestos, acariciando-o, estando próximos, mantendo olhar vigilante. E nas crianças, o percebemos pelos seus comportamentos. Na busca de proximidade, querer se aproximar, acompanhar e permanecer no colo, bem como pela manutenção de contato, agarrando-se a pessoa, resistindo a sair de perto.

Mary Ainsworth, psicóloga do desenvolvimento americana, percebeu que praticamente todas as crianças desenvolvem apego especial com as pessoas que delas cuidam, mas que se sentem mais seguras em seu apego do que outras e classificou-o em dois tipos básicos: seguro e inseguro. O primeiro proporciona conforto e confiança e é evidenciado primeiramente pelas tentativas da criança ficar próxima da pessoa familiar e em seguida pela disposição da criança de realizar explorações, pois sentindo-se amparada está mais propensa a aventurar-se em suas descobertas. Já o segundo caracteriza-se pelo temor, ansiedade, irritação ou indiferença em relação ao cuidador, não demonstrando confiança suficiente em explorar o ambiente. Ela desenvolveu um procedimento para mensurar o apego, chamada Situação Estranha, que baseia-se na observação do bebê em relação ao cuidador em condições difíceis. As reações indicam a motivação para estar junto a ele, bem como se a presença deste fornece confiança para que o bebê aventure-se mais. Essa observação dá-se com relação à exploração de brinquedos – aquele que demonstra apego seguro brinca tranquilo na presença do cuidador, à reação ao afastamento deste adulto – um choro alto, uma pausa no brincar ou um olhar preocupado pode demonstrar que o bebê sente falta do cuidador e apresenta então apego seguro, e à reação à volta do cuidador – uma resposta de boas vindas quando ele volta é indício de uma criança seguramente apegada. São observações simples e corriqueiras de serem feitas, mas que podem indicar aspectos importantes.

A qualidade do apego está relacionada à fatores como: sensibilidade dos cuidadores às necessidades gerais da criança, a responsividade a seus sinais específicos, e, acima de tudo à interação entre a criança e seu cuidador. Quanto maior a sincronia nas interações iniciais mais propensão ao desenvolvimento do apego seguro, ideal.

O padrão de apego de uma criança pode ser uma previsão do desenvolvimento social e da personalidade dela nos anos futuros. É importante ressaltar que o apego é também influenciado pelo contexto ampliado da família, como os demais membros que a compõem, bem como a natureza do relacionamento conjugal e o contexto social em geral. Pode se modificar ao longo da vida, bem como seus efeitos no longo prazo, mas, sem dúvida os hábitos e atitudes desenvolvidos nas primeiras relações sociais têm influencia durante toda a vida.

Fonte: BERGER, Kathleen Stassen. O Desenvolvimento da Pessoa – Da Infância à Terceira Idade. Rio de Janeiro; LTC Editora, 2003

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