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Aqui em casa, as crianças têm horário para tudo: almoçar, jantar, tomar lanchinho, dormir, tomar banho e tudo o mais que envolve a rotina deles. No entanto, há uma coisa que vive fugindo da rotina. Ou melhor, que não se tem rotina ou controle nenhum: a leitura. Toda hora é hora! Ouvem historinhas sempre que querem. Muitas vezes, eles mesmos contam (do jeitinho fofo deles!) um para o outro.

Vejam só: Manuela completará 4 anos em Junho, Joaquim e Pedro são gêmeos que farão 3 anos em Agosto. Os livros sempre fizeram parte das vidinhas deles, estando expostos, disponíveis e acessíveis desde que nasceram.

Considero importante manter uma “bibliotequinha” no quarto da criança, estejam os livros em estantes, caixas ou em qualquer outra disposição possível. Com a minha experiência, percebi, no entanto, que nem todos os livros devem estar à disposição. Ou seja, eles devem se adequar à idade das crianças.

Um bebê, quando começa a se interessar pelos livrinhos e tenta manuseá-los não tem condição de “ler” com o cuidado que livro exige e merece, ele pode (e vai!) rasgar as páginas e levá-las à boca. Então, nessa fase, o ideal são os aqueles de plástico ou os de páginas grossas.

Um parênteses necessário para os livros de plástico: super, super úteis e recomendados para os momentos de banho. Servem tanto para o relaxamento delicioso que o banho oferece, proporciona maior interação entre mãe/pai e criança, pode acalmar e distrair aqueles que ainda não são muito fãs do banho e, o melhor de tudo, une o banho à leitura. Porque não mesmo quando ainda se é pequeno?

Também tenho alguns livrinhos na copa do meu apartamento, exclusivos para a hora da comida. Nesse caso, escolho alguns de plástico, pois vai cair alguma comidinha e sujar, nada que um paninho molhado não resolva. Mas separo os de menor tamanho, para não ocupar tanto espaço no cadeirão e “competir” com a comida. Nos dias de hoje, em que a televisão parece ser a solução para tudo, contar história durante as refeições é muito mais enriquecedor do que ligar a TV no Discovery Kids!

De tempos em tempos, dou uma “geral” nos livros. Separo para doações aqueles pelos quais eles não se interessam mais e que já passaram da idade. Outra coisa muito importante que eu faço com (muita!) freqüência é consertar os livros com um durex básico.
Infelizmente, não tem jeito, por mais que a gente se esforce e ensine os cuidados com os livros, sempre tem um rasgadinho ou outro.
Acredito que isso acontece por dois motivos simples: o primeiro diz respeito ao manusear o livro. É necessária uma coordenação motora fina e desenvolvida para mudar as páginas adequadamente e isso só vem com tempo e o “treino”.

O segundo é um fato característico da infância: a criança se descobre capaz de rasgar e “picar” as coisas e, para o nosso desespero, acha isso uma delícia! Tudo bem, mas não com os livros, certo?! Se perceber que esse é o caso, basta oferecer revistas velhas e jornais lidos e eles vão se deliciar por algum tempo.

A experiência da maternidade também me ensinou que há tipos de livros para as diferentes idades. Tem aqueles que você aperta botõezinhos e fazem barulhos de bichinhos, de meios de transportes variados, tocam musiquinhas e tal. Tem os chamados livros “pop ups”, com milhares de portinhas, janelinhas e outras coisas para a criança abrir, identificar, reconhecer e encontrar objetos e personagens.

Tanto os livrinhos “barulhentos”, quanto os de “abrir” são absolutamente fascinantes no que são capazes de ensinar aos nossos filhos. Acredito que vale a pena investir, ensinar e incentivar esse tipo de leitura. Os temas e assuntos são bastante variados e vão, certamente, ampliar muitíssimo o repertório da criança, despertando o seu interesse para tudo o que lhe for apresentado.

Há também os livros de histórias curtas e simples, mas que se baseiam principalmente na repetição. Um exemplo é o “Bruxa, Bruxa, venha à minha festa” da Brinque Book. Trata de uma menina que pede que todos os seres assustadores compareçam a sua festa: bruxa, gato, espantalho, coruja, árvore, duende, dragão, pirata, tubarão, cobra, unicórnio, fantasma, babuíno, lobo e Chapeuzinho Vermelho. Os diálogos são sempre idênticos, mudando apenas o “convidado” em questão. Nesse caso específico, a criança aprende rapidamente a reproduzir a história inteirinha e, de quebra, conhece com a maior facilidade os novos personagens que a história nos traz.

O próximo tipo são as histórias propriamente ditas e o objetivo é partir de enredos simples e curtos, para os mais complexos e longos. Mas, para isso, deve-se respeitar a idade em questão, o tempo de concentração e atenção que a criança apresenta e a capacidade de compreensão das histórias.

São comuns também aqueles livros que eu chamaria de “auto-ajuda” infantil. Calma, calma, explico: historinhas sobre a chegada do irmãozinho, sobre não usar mais fralda ou chupeta e todas essas questões do dia-a-dia das crianças, que envolvem fases de crescimento, nem sempre tão simples de serem superadas.

Acredito nesse tipo de leitura, as crianças são movidas por exemplos e modelos e quando se encantam por um personagem de alguma história, podem muito bem se identificar com ele e atingir algo novo e maravilhoso no sentido de superar medos, por exemplo.  Esse é um pouco do jeito que a leitura entra na minha família e participa da rotina dos meus filhos. Não se deve ter regras. Talvez objetivos e intenções.

Se o seu filho te pede diariamente para contar uma história antes de dormir, escuta tudo, prestando a maior atenção, participando e interagindo da história, com os olhinhos arregalados e brilhantes, o caminho é esse mesmo! Objetivo conquistado!

Instituto Pensi
O Instituto Pensi é o braço de ensino, pesquisa e projetos sociais da Fundação José Luiz Egydio Setúbal enquanto o Hospital Infantil Sabará é seu braço de assistência médica.

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