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Gabriela_Malzyner_Nutrição_e_Afeto_19_05_2017

Muitas vezes nos perguntamos o porquê as questões alimentares ganham tamanha repercussão na vida cotidiana de cada família. Pais, mães, avós, professores e cuidadores passam muito tempo tentando encontrar o melhor alimento possível para as crianças, a melhor forma delas se alimentarem etc.

Nesse panorama, não podemos esquecer, que o primeiro alimento humano – o leite materno- quando ofertado carrega consigo não apenas os nutrientes necessários para o desenvolvimento físico do bebe, mas também, vem acompanhado de carinho, amor, afeto, desejo, investimento, olhar, atenção e cuidados primordiais. Podemos afirmar, que o humano não sobrevive sem esse a mais que o leite carrega. Se estivéssemos apenas interessados em nutrir, aquele bebê a nossa frente não sobreviveria.

Instauramos assim uma marca na relação com o outro que nos cuida. É assim que se funda o aparelho psíquico na criança, ou seja, em cada um de nós. A marca do alimento, que não carrega em si somente a possibilidade de saciar a fome,  é o que nos permite viver.

Os poetas cantam de forma bela: “Agente não quer só comida, agente quer comida diversão e arte…”. A cada encontro com o outro e com o alimento, o que surge como traço de memória (memórias que ficam marcadas na nossa mente, mas que não temos necessariamente consciência delas) é esse primeiro momento inaugural da vida humana. Então quando nos perguntamos qual o melhor alimento, qual a forma certa de dar de comer, qual é o modelo que devemos adotar em nossas casas, não podemos perder de vista que comida, não é só comida, ela é afeto, compartilhamento e relação.

O primeiro alimento não nutri apenas, mas sim alimenta o humano de humanidade.

Gabriela Malzyner
Psicóloga do Centro de dificuldades alimentares do Pensi- Sabará Hospital Infantil. Psicóloga e Mestre em psicologia clínica pela Puc-Sp. Psicanalista pelo instituto Sedes Sapientiae, Membro efetivo da Ceppan, Professora do curso de formação em psicanálise do Cep-Sp.

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