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A polêmica em torno da circuncisão
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A polêmica em torno da circuncisão

A polêmica em torno da circuncisão

11/12/2012
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Independente dos benefícios, a tomada de decisão deve partir dos pais com o auxilio de um médico

conselho do doutor

Novas evidências científicas mostraram os benefícios de saúde do recém-nascido do sexo masculino submetidos à circuncisão. Porém, eles não são grandes o suficiente para fazer do procedimento recomendado para todos os meninos recém-nascidos. De acordo com uma declaração política atualizada publicada pela Academia Americana de Pediatria (AAP), a decisão por optar pela circuncisão deve ser deixada para os pais, em consulta com o médico da criança.

Desde a última política, foi publicado que a pesquisa científica mostrou benefícios mais claros de saúde para o procedimento que já havia sido demonstrada. De acordo com uma revisão sistemática e crítica da literatura científica, os benefícios para a saúde da circuncisão incluem menores riscos de adquirir o HIV, herpes genital, vírus do papiloma humano e sífilis. A circuncisão também diminui o risco de câncer de pênis durante toda a vida, de câncer cervical em parceiros sexuais e infecções do trato urinário, no primeiro ano de vida.

Os pais têm o direito de informação médica precisa e não tendenciosa sobre a circuncisão. Eles devem pesar essa informação médica no contexto de suas próprias crenças religiosas, éticas e culturais. No final das contas, na grande maioria dos casos, a decisão será deles.

Os benefícios médicos por si só não podem superar outras considerações para as famílias. Os dados mostram que o procedimento é mais seguro e oferece mais benefícios de saúde se realizada durante o período de recém-nascido. A política AAP recomenda a circuncisão infantil que deve ser realizada por profissionais treinados e competentes por meio de técnicas estéreis e de gestão eficaz da dor.

Os pais que estão considerando a circuncisão do recém-nascido devem perguntar ao médico sobre os benefícios e os riscos do procedimento, e discutir quem vai realizar a circuncisão.

Por Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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mensagem enviada

  • Silvia Jorge disse:

    Acho essa ideia muito boa, tive duas meninas a 28 anos atrás, tenho dois netinhos, leve-os ao posto de saúde em sua primeira consulta e foi me dito que não era pra fazer nada de puxar a pelinha em volta de seu órgão genital, agora depois de 5 anos, vão ter que fazer uma cirurgia pra romper a pele, queria muito que o médico que me disse que não precisava, tivesse que fazer a retirada no seu próprio órgão genital depois de crescidinho, quem sabe olharia com mais carinho as necessidades dos seres humanos menos favorecidos, pobres e que dependem deles dos postos de saúde e hospitais públicos!!!

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