PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
A preocupação com relação às concussões
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
A preocupação com relação às concussões

A preocupação com relação às concussões

11/08/2012
  538   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

Pessoas de todas as idades podem bater com violência a cabeça, o que acontece, especialmente, em práticas esportivas

A concussão é uma lesão que impede o funcionamento normal do cérebro de forma temporária ou permanente. Os traumas são normalmente causados por um golpe ou choque na cabeça. Todos nós já vimos um jogador de futebol que, após um trauma na região, fica atordoado ou desmaia. Sem contar os lutadores de artes marciais que costumam sofrer quando esse problema ocorre.

Quando estes traumas acontecem?

Os traumas podem acontecer na prática de qualquer esporte. Em alguns, o incidente é mais decorrente, como no caso do futebol americano e do rugby, pois ambas as práticas geram colisão corpo a corpo e necessitam do uso de capacetes que garantem a proteção dos jogadores. O impasse também é comum em outras atividades, cujo contato corporal não exige o uso de proteção, como no basquete, na luta livre e no lacrosse.

Esse quadro também pode ocorrer a partir da colisão com o solo, com uma parede, com um poste, com uma bola que foi lançada, com uma cabeçada ou com um chute. Muitas concussões também acontecem longe do ambiente esportivo. Uma criança ao andar de bicicleta ou skate, por exemplo, pode cair e bater a cabeça na rua ou em algum obstáculo.

Os sintomas

Os sintomas normalmente acontecem logo após o impacto, mas podem demorar horas ou dias para aparecerem. Atletas que tiveram concussões podem relatar que se sentem bem, antes do cérebro estar totalmente recuperado do choque.

Dentre os sintomas principais das concussões estão a dor de cabeça, as náuseas, a tontura ou os vômitos, os problemas de equilíbrio, a visão dupla ou embaçada, a sensibilidade à luz e ao ruído, a confusão mental, entre outros.

O que fazer se você suspeitar de uma concussão?

Todas as concussões são graves. Os atletas que possuem suspeita depois de uma colisão, não devem voltar a jogar até que um médico seja consultado. O profissional fará o diagnóstico da concussão, determinará a necessidade de quaisquer exames especializados, como uma tomografia computadorizada, ressonância magnética ou testes neuropsicológicos, e decidirá se não há problemas para retomar a prática esportiva.

Voltar a praticar esportes após a concussão é um risco que pode gerar um novo impacto ou, até mesmo, a morte. Um atleta com histórico familiar com relação a esse tipo de ocorrência pode ser mais suscetível à lesão que o esportista que não possui tendência a sofrer do problema.

Ninguém sabe quantos choques são necessários antes de um dano permanente ocorrer. Concussões repetidas é motivo de grande preocupação. O médico precisa saber sobre todos os históricos anteriores, inclusive, aqueles que ocorreram sem ter relação à prática de esportes. Dessa forma, o especialista fará recomendações apropriadas sobre quando o paciente voltará a jogar e a possibilidade de participar de futuros eventos esportivos.

Tratamento

O melhor tratamento para uma concussão é o descanso completo de toda a atividade física e mental. As crianças devem ser monitorizadas com frequência, mas não há necessidade de acordá-las durante o sono. A música alta, o computador e a televisão devem ser limitados. Ao comparecer à escola será preciso orientar os docentes, pois os pequenos precisam ser dispensados da aula de ginástica.

Qualquer piora dos sintomas de concussão ou mudanças de comportamento (por exemplo, agitação, tontura, desorientação) devem ser comunicados de imediato ao médico.

Voltando à atividade física

O tempo de recuperação após a concussão é variável de indivíduo para indivíduo, pois se trata da gravidade do choque e o histórico anterior ao incidente. Um atleta pode se sentir melhor e querer voltar a jogar antes do cérebro estar completamente recuperado. O retorno para a prática de atividades físicas só ocorrerá se o médico afirmar que não há problemas. O plano gradual de cuidados pós-acidente deve ser progressivo e individualizado.

Ter um preparador físico envolvido no acompanhamento do plano gradual pode ser muito útil. É importante prestar muita atenção à piora dos sintomas, como o aumento da dor de cabeça, das náuseas ou da tontura. Qualquer sintoma de concussão que surgir devido ao esforço do paciente é um indicador de que o trauma não foi curado. Apurar o estado do choque para permitir o retorno às atividades deve ser feito pelo médico.

Prevenção

Nem todas as concussões podem ser evitadas, mas é possível tomar certos cuidados para o problema não acontecer. Capacetes devem ser usados em esportes de contato ou em atividades mais rotineiras como andar de moto, bicicleta, skate e praticar snowboard.

Os atletas devem receber instruções técnicas e seguir às regras que lhes forem solicitadas. O mais importante é que o esportista precisa compreender como é crucial avisar ao treinador, o preparador físico ou algum parente se aconteceu um trauma ou se tem os sintomas de concussão. Mesmo que isso signifique parar de jogar de imediato. Nunca ignore um ferimento na cabeça, não importa quão pequeno ele seja.

Por: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Cuidados com os jovens Atleta Handouts educação do paciente (Copyright © 2010 American Academy of Pediatrics)

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade