PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
O que significa e o caso da bailarina sem mãe
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
O que significa e o caso da bailarina sem mãe

O que significa e o caso da bailarina sem mãe

14/03/2014
  302   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

musica-criança

Isaac é curioso.

E como toda criança da sua idade – aquelas cujas mães são agraciadas e abençoadas – estendeu a fase dos porquês o tanto que pôde. E não só isso, esticou e fez um upgrade. Agora ele pergunta “o que significa”.

Vá lá, mamãe aqui merece um descanso e uma variação na perguntaria. Tanto pergunta e tanto exige respostas que agora o cuidado com o que se fala, se ouve e até se pensa é mais que redobrado aqui em casa. Ouviu na TV, de alguém, no rádio, na sala de espera, do vizinho, parentes e qualquer ser que emita som ele vem:

 – Mamãããããe, o que significa?

 E as músicas.

Parte ótima é que a tal fase chegou no dia em que CDs da Adriana Partimpim, Pato Fu e Palavra Cantada voltaram a viver no meu carro. Mas Isaac não se satisfaz com pequena explicação. Espera refrão e pergunta de novo. Nesses dias ouvíamos a Ciranda da bailarina:

 – Mamããããe, o que significa essa música?

– Você lembra como é a bailarina? Toda limpinha, rosinha, retinha, arrumadinha?

– Lembo.

– A música mostra isso filho. Que a bailarina parece ser tão perfeita que não tem tudo o que todo mundo tem.

– Ela não fica doente? Ela não tem calcinha furada? Ela não tomou vacina? Ela não vai no parque? Ela não come?

E conforme foi pensando foi tendo os olhos cada vez mais arregalados. Diante disso me dei o direito:

 – Mas é uma música Isaac. Ela só que mostrar que toda a beleza da bailarina faz a gente pensar que ela é só bailarina e não menina. Mas toda bailarina é menina/mulher também. E toma vacina, corre, brinca, fica doente.

 – Aaaaaaaa….

 E pensou mais um pouco.

 – E ela não tem mãe?

 Logo, todo ser humano encardido, doente e desnutrido tem mãe? E seres perfeitos não precisam dela? Fico cá eu com meus botões.

Pois filhote rapidinho mudou o foco e quis saber o que significam as letras coloridas estampadas num muro qualquer da rua.

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade