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Dia das crianças: cuidados ao escolher o presente
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Dia das crianças: cuidados ao escolher o presente

Dia das crianças: cuidados ao escolher o presente

12/10/2011
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O brinquedo deve atender a princípios básicos de segurança e ajudar a estimular o desenvolvimento do pequeno em cada fase em específico.

Os pais devem ficar atentos na hora de escolher os brinquedos para presentear os pequenos no Dia das Crianças. O primeiro passo, de acordo com os pediatras, é ver se o objeto almejado está de acordo com a idade da criança e apresenta o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), o que significa que ele já foi testado e representa menos riscos. Mesmo assim é essencial que um adulto supervisione a brincadeiras dos pequenos. Muitos brinquedos, principalmente aqueles “piratas” comprados nos camelôs sem avaliações de órgãos competentes, podem apresentar peças pequenas e perigosas que podem ser ingeridas, gerar sufocamentos e até levar à morte em casos mais graves. Não são raros esses tipos de acidentes nas emergências dos hospitais.

 

De acordo com dados do Ministério da Saúde, os acidentes domésticos representam a principal causa de morte em crianças e adolescentes, entre 1 e 14 anos, somente no Brasil. Cerca de 6 mil crianças morrem e 140 mil são hospitalizadas devido a acidentes desse tipo, sendo que 90% deles poderiam ser evitados.

Curiosas, as crianças costumam colocar as peças pequenas dos brinquedos na boca, nariz e ouvido. Além disso, é possível encontrar em exames moedas, colheres de tamanho reduzido e aquelas baterias bem pequenas de brinquedos. As últimas, aliás, representam um perigo à parte, pois podem ser altamente tóxicas quando ingeridas.

A maioria das vítimas de aspiração de corpo estranho são lactentes e crianças nos primeiros anos de vida. Estatísticas mostram que 84% dos casos ocorrem até os três anos de idade. Os meninos são mais propensos do que as meninas (2:1). Na maioria das vezes, o corpo estranho é deglutido e vai para o sistema digestivo, podendo ser eliminado nas fezes. Em alguns casos, é necessário algum procedimento para retirada do objeto. Se o corpo estranho for para as vias respiratórias, o quadro pode ser mais grave.

Cerca de metade dos casos é diagnosticado em até 24h após o acidente, entretanto, na outra metade não ocorre a observação de evento e o diagnóstico do problema é feito dias ou até semanas após o acidente, quando a criança passa a apresentar sintomas progressivamente mais intensos e até pneumonia.

Se notar que a criança engoliu ou aspirou algo que não deve, você deverá procurar assistência médica o quanto antes. Evite tentar retirar o objeto se não estiver visível.

De acordo com a pediatra Fátima Rodrigues Fernandes, gerente médica do Pronto-Socorro do Hospital Infantil Sabará, esses acidentes podem resultar em vômitos, paradas respiratórias e obstruções intestinais graves. “Remover esses objetos da boquinha das crianças, nariz ou orelhas pode tornar a situação ainda mais séria, pois esses objetos podem sair do lugar. Se forem aspirados para os brônquios, um quadro de insuficiência respiratória não é incomum. Recentemente um garoto morreu asfixiado com um chiclete em Belo Horizonte”, esclarece.

Em caso de asfixias, é muito importante que os pais ou responsáveis chamem um serviço de emergência, Existem manobras que podem salvar os pequenos quando engasgam, mas só devem ser realizadas por pessoas treinadas e se a criança estiver consciente. Em bebês menores de 1 ano, o ideal é colocá-los de costas no colo e dar golpes firmes em direção à cabeça, com a palma da mão na região do meio das costas.

Em crianças mais velhas ou adultos, a manobra de Heimlich é aplicada de outro modo. Consiste na realização de compressão abdominal, abraçando o paciente maior de 4 anos pelas costas, e em lactentes, colocados em decúbito ventral, pressionando-se a região posterior do tórax, deve ser transmitida aos pais nas situações em que deva ser aplicada.

A pessoa ao aplicar a manobra deverá posicionar-se atrás da vítima, fechar o punho e posicioná-lo com o polegar para dentro entre o umbigo e o osso esterno. Com a outra mão, deverá segurar o seu punho e puxar ambas as mãos em sua direção, com um rápido empurrão para cima e para dentro a partir dos cotovelos. Deve-se comprimir a parte superior do abdomen contra a base dos pulmões, para expulsar o ar que ainda resta e forçar a eliminação do bloqueio. É essencial repetir-se a manobra de cinco a oito vezes. Cada empurrão deve ser vigoroso o suficiente para deslocar o bloqueio.

Essa manobra reduziu a incidência de acidentes fatais, visto que medidas tomadas diante desses acidentes, como a tentativa de retirada do objeto com os dedos e a respiração boca-a-boca, podem tornar uma obstrução parcial em total, sendo, portanto, contra-indicadas.

Detalhes que fazem a diferença

Na hora de escolher os brinquedos, vale a pena ficar de olho em alguns detalhes:

– A aspiração de produtos não-alimentares é menos freqüente e requer diferentes medidas preventivas, pois envolvem também crianças maiores. Deve-se ter, inicialmente, o cuidado com o ambiente onde a criança mais permanece, evitando-se pequenos objetos jogados pelo chão ou em outros lugares ao alcance da mesma, tais como pregos, parafusos, tampas de canetas e similares;

– Deve-se selecionar os brinquedos segundo a idade; para crianças mais novas, por exemplo, aqueles que não contenham partes pequenas removíveis. Vale lembrar que alguns brinquedos determinantes do acidente não pertencem à própria criança, mas a irmãos mais velhos e por eles deixados ao seu alcance.

“No Brasil, é ainda incipiente a atenção dispensada pela indústria e pelas autoridades e instituições de saúde à prevenção de acidentes por aspiração de corpos estranhos”, opina a Dra. Fátima Fernandes. Seria indispensável que o Ministério da Saúde e as Secretarias de Estados e Municipais estabelecessem campanhas educativas que atingissem toda a população. Entidades de caráter científico, como escolas de medicina, associações de classe e sociedades científicas, deveriam contribuir, paralelamente ou de forma integrada com órgãos públicos, para realização das campanhas preventivas aqui preconizadas.

 

Por Fatima Rodrigues Fernandes

 

 

 

 

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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