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Enxoval: a saga continua
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Enxoval: a saga continua

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19/08/2011
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Fazer enxoval de filho, especialmente do primeiro, é uma arte! E requer um certo “conhecimento técnico”, coisa que eu, na primeira gravidez, não tinha. Daí, você ouve um monte de sugestões das mais variadas pessoas, pega milhaaaares de listas de enxovais, entra em mil quinhentas e quarenta e duas lojas de bebês e, pronto! Fica perdidinha.

Não sabe mais o que é útil, fútil, o que usa mais, o que não dura nada, qual tamanho comprar… Ainda tem o quarto, os enjoos, a escolha da maternidade, os enjoos, o enfeite da porta da maternidade, os enjoos, a mala da maternidade, os enjoos, a sua roupa que não te serve mais, os enjoos, acessórios do tipo chupeta, mamadeira, banheirinha, babá eletrônica e muitos, muitos enjoos.

Acabei de ter flashbacks e de me sentir ex-tre-ma-men-te enjoada, mas calma! Vamos por partes. Quero contar um pouco de como foi comigo e o que eu aprendi, continuando o papo que você pode conferir neste post.

Aceitar sugestões é sempre legal, porém a “moda para bebês” mudou muito desde os tempos das nossas avós, tanto na questão “fashion” propriamente, quanto nos quesitos praticidade e modernidade. Portanto, é provável que a sua avó não saiba colocar certinho uma fralda descartável (lembra que ela se matava para lavar, passar e dobrar as de pano?), mas pode ser que saiba fazer lindas mantinhas de tricô. Abuse dela!

Mantinhas de tricô lindas e fofas, que carregam não apenas o carinho da vovozinha que a confeccionou, são raras e caras no mercado. Os tecidos hoje em dia são todos sintéticos, quentinhos e antialérgicos, eu sei, mas não há nada que se compare à mantinha da vovó. A avó do meu marido, por exemplo, quis dar uma dessas para as crianças e foi em uma loja tradicional de enxoval. A informação recebida foi de que as senhorinhas que faziam tricô já haviam falecido, dá para acreditar?

Voltando às sugestões. Acho que é importante você saber bem quem é que está te dando os tais conselhos. É uma pessoa que foi mãe recentemente? Ótimo! Ela tem o gosto parecido com o seu? Melhor ainda! E o bolso, também? Ma-ra-vi-lha! Pode carregar esse tesouro junto e se jogar nas compras.

Os meus filhos ganharam muitas, muitas coisas, mas a maioria eram roupinhas mais arrumadinhas, não para uso diário. Ganham roupas assim até hoje e eu não reclamo nem um pouco, adoro. É uma delícia a gente arrumar e exibir o filho recém-nascido em roupinhas lindasmaravilhosas, mas não é nada prático ou barato.

Todo mundo sabe que roupa de criança custa caro. Nada de mito. Custa muito caro e dura pouco, não só em questão de tamanho, mas de quantas vezes ela é usada, afinal, você não leva a sua filha recém-nascida em festas com vestidos e macacõezinhos cheios de babados e frufrus todos os dias. Portanto, cuidado antes de estourar o orçamento com essas coisas. Melhor pensar antes e avaliar a real necessidade.

Daí, inevitavelmente, entramos na questão dos conjuntinhos de maternidade. Tem um mais lindo e mais caro do que o outro, mas eu super concordo que os nossos bebês não devem receber visitas na maternidade de moletom! Mas você não precisa ter oito conjuntos, como algumas maternidades podem pedir, ou seja, mais do que dois por dia, só para “garantir”.

A Manu teve um enxoval de princesa, uma mala de maternidade que certamente pagaria excesso de bagagem em qualquer companhia aérea e me fez o favor de nascer com icterícia, passando TODOS os dias na maternidade no banho de luz de fralda. Paguei excesso à toa.

Então, você chega em casa e a brincadeira começa. Mamadas e trocas sem fim, muita roupa suja o dia inteiro, para não entrar em detalhes da sujeira. Nessa hora, deve entrar a praticidade. Roupinhas de malha e de algodão, muitos bodies e macacões, sempre com botõezinhos de pressão, facilita e agiliza que é uma beleza, fora que não fica “esgarçando” a roupa de tanto abrir e fechar os botões.

Agora, vou defender um ponto aqui. Na segunda gravidez, dos meninos, fugi de camisetas, malhas e casaquinhos. Essas peças são lindas, tem uma mais bonitinha e engraçadinha do que a outra, mas quando se trata de um bebê pequeno, camiseta sobe e deixa a barriga de fora, casaquinho e malha também, fora que você tem que ficar puxando e arrumando o tempo todo.

Os bodies e os macacões podem ser encontrados em tantos modelos e tecidos, mais quentinhos ou fresquinhos, com estampas fofas, mais arrumadinhos, para todas as ocasiões. Mas isso é uma questão prática que eu resolvi adotar, sem precisar perder o charme.

Da segunda vez também evitei gastar dinheiro com sapatinhos, ganhei vários, mas não gastei, não. Gente é uma besteira, por mais fofos que eles possam ser… Ficar espremendo o pezinho molinho do filho num sapato fofo chega a ser uma sacanagem, tenho pena! O bebê só vive deitado no berço, no carrinho, nos colos todos, precisa realmente? Eu sei que é duro resistir e eu descobri uma solução legal.

Existem milhares de meias fofas, para as meninas então… Com estampas que imitam sapatos, sapatilhas, dá para se esbaldar nisso, comprar uma de cada modelo, economizar horrores, não espremer o pé do filho e, ainda assim, deixá-lo sempre bonitinho.

Vale a pena investir em babadores. Assim, você preserva a roupa de baixo, sabe? É bem mais fácil trocar e lavar 18 babadores por dia, do que 18 roupinhas babadinhas e azedinhas. As lojas também não têm economizado na fofura para os modelos de babadores.

O post já ficou enorme e eu fico aqui me lembrando de tantas outras coisas… Mas, só para não esquecer, eu tinha falado em roupinhas de malha e de algodão, né?! Mas, vejam bem, essas roupas vão ser lavadas muitas e muitas vezes. Aqui a economia pode sair caro. Você pode encontrar um conjuntinho de body e calça com um preço in-crí-vel, mas vai lá ver que incrível que ele ficou depois da primeira lavada. Melhor investir na qualidade do tecido!

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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mensagem enviada

  • Lia Raicher disse:

    Nossa, parece a tradução da minha realidade, exceto pelo que fato que só tenho meninos… O primeiro, as roupas eram lavadas na mão, ficavam em molho quente, e o sapato era essencial… O segundo, percebemos inclusive, que o excesso de sapato pode deixar o pé “chato”, e que roupa para engatinhar e encardir não precisam ser lavadas à mão e ficar de molho… manta com vira, também, irritam os bebes e dão mais trabalho para as mães. O importante pra criar uma criança é deixá-la à vontade para viver!

  • andrea disse:

    poxa esse post me ajudou vastante pois estou me sentindo meio perdida mesmo as vezes entro nas lojas e as vendedoras ficam mostrando isso e aquilo me pergutam se vou quererm e eu com a cara mais lerda do mundo digo : “num sei vou cer ” queria muito saber exatamente o que comprar quero que todos vejam meu filho sempre arrumadinho e se estiver em casa arrumadinho e bem fresquinho , ja cuidei de tantos filhos de amigas que me pediam um favor e sempre me dava bem até dava palpites , mas no meu … parece que nunca vi um bebê na minha vida !kkk tomara que tudo dê certo …

  • cristiana disse:

    Boa,noite!;nossa adorei suas dicas estou esperando meu primeiro filho mas me sinto meio que perdida.,ainda nao comprei nada estou com 15semanas!

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