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Flashbacks da Infância

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01/06/2012
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Às vezes, achamos que nossos filhos sentem o mesmo que nós, mas as coisas não são bem assim…

Ser mãe é viver constantemente tendo flashbacks da própria infância.

Eu fico lembrando das brincadeiras, quem eram os meus amiguinhos, vejo minhas fotos pequena e choro de rir com o espetáculo que era a moda para roupas e cabelos nos anos 80, mas não é só isso.

Como mãe, fico revendo as atitudes e comportamentos da minha mãe e pensando o que eu faria ou não com os meus filhos. Por exemplo, diante daquele comunicado de “pediculose”, ou piolhos, para os íntimos, rezei muito para que já existisse algo mais tecnológico, moderno e agradável para matar esses bichos do que passar vinagre nos cabelos.

Sim, a minha mãe passava vinagre e pente fino no meu cabelo quando eu tinha piolho.

Eu morria de vergonha e de medo que alguém sentisse aquele cheiro tão característico na minha cabeça, deduzisse que eu estava com piolho e me fizesse alvo de “bullying” (algo que não existia nesses termos nos bons e velhos anos 80 e 90…).

Sim, eu passava uns perfumes por cima do vinagre e ia para a escola me achando espertona e cheirosa. Mas devia ficar uma confusão de cheiros que, meu Deus! Eca! Talvez até pior do que vinagre puro.

Mas, parando de falar dos piolhos, que eram apenas um exemplo, vou revelar uma coisinha aqui: ninguém consegue fugir das próprias mães. Nem dos padrões de criação delas. E nem daquelas coisas que a gente jurou jamais fazer igual.

A minha mãezinha é muito friorenta. Muito, muito mesmo. O padrão de frio dela não é parâmetro para ninguém, nem mesmo para quem habita esse país tropical.

Manuzinha tinha quase 6 meses, era dezembro, a chegada do tal do verão nesse país tropical e eu precisava sair para fazer umas compras de Natal. Recrutei a minha mãe para ficar com a netinha. Ao chegar em casa, encontro a Manu de casaco, sapatinho e luvinha, tudo de lã! Só de ver a cena, começo a suar e a minha mãe já dá início a explicação de que agasalhou bem a minha filha, pois ELA estava com frio.

Pois bem, nesses últimos dias em São Paulo, temos tido um tempo esquisito. Às vezes, faz frio, daí um calorão na hora do almoço. Já resolvi sair de malha e bota e me senti cafona e com calor. Enfim, tempo indefinido e instável. Mas, na dúvida, resolvi agasalhar beeem os meus filhos. Só que eles têm se mostrado calorentos. E têm me feito ver que não devo agasalhá-los de acordo com o MEU frio. Não é porque o meu pé é gelado, coisa que me irrita, me gela a alma e me faz dormir de meias até no verão, que eles têm as mesmas condições de temperatura nos dois membrinhos inferiores.

Os três têm ido dormir de meinhas todas as noites. Antes de me deitar, entro no quarto para cobri-los e dar um beijinho de “boa noite”, infalivelmente encontro três pares de meia ao avesso jogados no chão, ao lado de cada uma das 3 caminhas.

Será que nem assim a gente aprende?

Originalmente postado em: Mamãe tá Ocupada

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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