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dois adolescentes sorrindo encostados em uma parede branca

Assunto controverso, a prevenção de gravidez parece ser tabu entre os pais

O presidente Jair Bolsonaro acaba de sancionar a Lei nº 13.798 que institui a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez entre adolescentes.

Proposta pela ex-senadora Marisa Serrano, a iniciativa tem como objetivo disseminar informações de teor educativo e métodos preventivos, contribuindo assim para a redução da gravidez precoce no Brasil. A medida passa a vigorar no Art. 8º-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e será celebrada anualmente na semana que incluir o dia 1º de fevereiro.

Para comemorar esta importante medida, nós da Fundação José Luiz Egydio Setúbal (FJLES) nos juntamos a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e estaremos publicando textos sobre o assunto durante esta semana.

A abordagem é difícil para a maioria das famílias e a gravidez entre adolescentes é um fato comum.

Mesmo adolescentes que necessitariam de mais informações sobre anticoncepção, como aquelas que fazem uso de medicação que podem causar defeitos genéticos, ou que têm doenças que podem colocar sua vida em risco ou mesmo pais de crianças com necessidades especiais ou autistas, raramente abordam o tema com seus pediatras ou ginecologistas.

As estatísticas nacionais americanas mostram que mais de 35% dos adolescentes são sexualmente ativos. Apesar disso, de acordo com um novo estudo, apenas 29% das mulheres com mais de 14 anos que fazem uso de medicamentos conhecidos por causar defeitos de nascimento também foram encaminhadas para uso de medicamento de anticoncepção.

No estudo, “Provisão de anticoncepcionais para mulheres adolescentes com Prescrição de medicações teratogênicas”, pesquisadores analisaram registros em um grande centro médico pediátrico no meio oeste americano entre 2008 e 2012. Os medicamentos mais comumente prescritos conhecidos por causar defeitos de nascimento são aquelas voltadas para acne e outras doenças da pele, enxaquecas, ansiedade, convulsões e hipertensão.

Os autores do estudo observaram que profissionais de cuidados primários pediatras e especialistas precisam ter certeza que os adolescentes em situação de risco recebam cuidados de saúde reprodutiva e aconselhamento sobre comportamentos sexuais responsáveis, quer na sua própria prática ou fazendo referência a um fornecedor que possa atender à necessidade.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Leia mais posts sobre gravidez entre adolescentes no blog do Hospital Infantil Sabará:

Fonte:  Pediatrics, January 2016

CONTRACEPTIVE PROVISION TO ADOLESCENT FEMALES PRESCRIBED TERATOGENIC MEDICATIONS

Stephani L. Stancil, Melissa Miller, Holley Briggs, Daryl Lynch, Kathy Goggin, Gregory Kearns

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Dr. José Luiz Setúbal
Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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