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O inigualável sabor da vitória
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O inigualável sabor da vitória

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07/10/2013
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Eis uma receita memorável com um gostinho de muitas saudades

panqueca de abobora 2

Vai parecer piada, mas mal voltei para dar a notícia de que estou grávida e já venho aqui dizer que terei que dar uma sumidinha de novo. O motivo não poderia ser outro: é possível que, ao lerem estas linhas, o pequeno David já esteja nos meus braços. E como quem tem filhos pequenos sabe que é uma loucura no começo, vou tirar uma curta licença até que tudo esteja mais ajeitado para que eu possa voltar à cozinha com calma. Mas não devo demorar muito.  Quando menos esperarem, estarei de volta na blogosfera!

Até lá, dessa vez para outubro resolvi inovar deixando (só um pouquinho) de lado o Dia das Crianças e pular para o Halloween, feriado que me traz lembranças muito boas, apesar de nada terem a ver com infância – não com a minha, pelo menos.

Anos atrás, eu tive que fazer uma cirurgia ortopédica delicada por conta de uma condição genética rara, e minha médica daqui (tia Patrícia, pessoa tão especial e querida, que me cuida desde criança – e de tantas outras crianças aí no Hospital Infantil Sabará também), me mandou para um amigo dela em Baltimore, especialista em casos como o meu. Lá, eu morei por uns meses em uma casa de apoio criada pelo próprio médico em questão, onde conheci pessoas e fiz amigos que até hoje são uma parte muito importante na minha vida.

E, sempre que chega essa época, eu me lembro não da dor insuportável e das noites mal dormidas, ou do fato de ter passado o aniversário do primeiro ano de casamento numa cadeira de rodas com um bebê pequenininho que não entendia nada do que estava acontecendo e um marido exausto que tinha que estar lá numa situação quase impossível…  Me lembro das pessoas rindo e se divertindo nas duas festas de Halloween que a gente fez na casa, do Tomás se divertindo com um monte de mini-abóboras que fizeram pra ele, das manhãs que eu acordava bem e ia fazer panquecas na cozinha comunitária e distribuía pra quem estava lá na sala de TV. Me lembro do senso de cooperação da Hackeman-Patz, da força monumental das crianças (a casa era da unidade de pediatria/ortopedia avançada) que estavam comigo, e das mães e famílias que os acompanhavam. Me lembro com saudades e não com pesar para uma época difícil e dolorosa.

Reencontrei meus tão queridos amigos há pouquíssimo tempo, todos fora da cadeira de rodas, e tinha que comemorar essa época tentando reproduzir a magnífica panqueca de abóbora que fiz lá com uma mistura mágica da Williams-Sonoma. Pra ser sincera, minha versão não está tão boa quanto à original, mas um dia eu ainda chego lá.

Mães (e pais) que estão com um filho com a perspectiva de passar o Dia das Crianças no Hospital, eu dedico essa receita a vocês.

Panquecas de Abóbora

Rende um monte

panqueca de abobora

Ingredientes:

–      ½ purê de abóbora

–      1 xícara de leite

–      1 ovo

–      1 xícara de farinha de trigo

–      ¼ xícara de açúcar demerara

–      2 colheres (chá) de fermento em pó

–      ½ colher (chá) de canela em pó

–      ½ colher (chá) de gengibre em pó

–      ½ colher (chá) de sal

–      pitada de noz moscada

–      pitada de cravo em pó

Modo de preparo:

Coloque todos os ingredientes num liquidificador e bata tudo até que esteja homogêneo. Alternativamente, coloque tudo em um recipiente e mexa com uma espátula vigorosamente até que a mistura esteja homogênea.

Esquente uma chapa ou frigideira e pincele com óleo. Quando estiver bem quente, despeje um pouco de massa e espere crescer e borbulhar, até que as bordas estejam firmes. Vire e cozinhe a panqueca até que esteja pronta.

Lá em Baltimore, eu gostava dela com xarope de bordo, mas aqui é difícil de achar um realmente bom com preço acessível.  Então, sirva sem nada, com manteiga, mel ou mesmo com a calda de caramelo do mês passado. Sua imaginação é o limite.

assinatura-beatriz

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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