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O inigualável sabor de infância
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O inigualável sabor de infância

O inigualável sabor de infância

01/10/2012
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Resgatar essas lembranças dá um colorido diferente à vida


Uma das memórias mais vivas que eu tenho de quando era criança envolve meu irmão, meus pais e eu na casa do meu avô em Águas da Prata, uma cidadezinha minúscula perto da divisa com Minas Gerais. Juntava um monte de primos, a gente nadava na cachoeira, andava a cavalo, construía pipas para empinar na Pedra Balão e fazia piquenique, íamos para Poços de Calda pegar o bondinho, voltávamos à praça principal para andar de charretinha de cabra e depois tomávamos sorvete sempre na mesma barraquinha.

Mas não qualquer sorvete: era um sanduíche de sorvete! Sabe daqueles que são dois biscoitos (no caso era tipo wafer) com um recheio bem generoso de sorvete no centro? Delícia!

Anos atrás, quando já estava grávida, fomos eu e meu marido com um casal de amigos para Águas da Prata e, após uma empreitada noturna numa cidade próxima em busca de um adaptador para o cabo do videogame (longa história), cruzamos um lugar que vendia o fatídico sanduíche de sorvete. Vocês nem imaginam a minha felicidade quando segurei nas mãos novamente aquele pacotinho, tão brega quanto eu me lembrava. Mas na hora que eu mordi… Que decepção! Não tinha a mágica de quando eu era criança.

Se o sorvete que eu tomava mais de 20 anos atrás era mesmo aquela maravilha ou não, eu realmente não sei. Talvez, hoje eu tenha minhas dúvidas quanto a isso. Muitas vezes a memória afetiva em relação ao momento é mais forte que a lembrança dos sabores, e isso tudo fica muito misturado. Eu acho que por isso que quando comemos algo com gosto de infância tende a ser tão bom, é o tempero perfeito.

Mas o que eu quero dizer com isso basicamente é: não posso viver num mundo em que meu filho não possa comer um sanduíche de sorvete mágico – justo ele que faz tudo por um sorvetinho.

Nada melhor, então, do que introduzi-lo nessa futura lembrança lúdica no Dia das Crianças! Dá para fazer com antecedência e deixar no freezer, colocar em uma bolsinha térmica no dia e fazer um belo piquenique no feriado, cheio de brincadeiras e coisas gostosas. E, como o sanduíche de sorvete quem faz sou eu, não tem perigo de acontecer o mesmo que houve comigo, ele sempre terá esse gostinho de infância garantido. É o presente perfeito.

Sanduíche de Sorvete

Rende cerca de 8 sanduíches, dependendo do tamanho da assadeira e do cortador que você escolher.

Ingredientes:

Para o recheio:

–      1 litro de sorvete de sua preferência.

Para o biscoito:

–      120g de manteiga em temperatura ambiente;

–      1 ¼ xícara de açúcar mascavo;

–      1 gema;

–      ½ colher (chá) de essência de baunilha;

–      2 xícaras de farinha de trigo;

–      ¼ xícara de farinha de arroz;

–      ¾ colher (chá) de bicarbonato de sódio;

–      ¾ colher (chá) de sal;

–      ½ xícara de cacau em pó (não pode ser alcalinizado);

–      ¼ xícara de café pronto.

Modo de preparo:

Em uma tigela de batedeira, coloque a manteiga com o açúcar e bata em velocidade alta até que esteja cremoso. Adicione a gema e a baunilha e continue a bater os ingredientes.

Em uma vasilha, coloque as farinhas, o bicarbonato de sódio, sal e o cacau em pó. Misture bem.

Abaixe a velocidade da batedeira e adicione a mistura de farinha em três partes, intercalando com o café. Bata até que tudo esteja incorporado.

Faça uma bola com a massa, envolva-a em plástico filme e leve à geladeira por pelo menos 1 hora. Enquanto espera, prepare o sorvete.

Forre uma assadeira com papel manteiga no fundo. Eu usei uma de aproximadamente 27 cm x 19 cm, que era a que cabia no meu freezer. Você pode escolher a que melhor se encaixa no seu, apenas tenha em mente que, quanto menor ela for, mais gordinho vai ser o recheio – o que não tem problema nenhum!

Tire o sorvete do freezer, coloque-o em uma tigela de batedeira e ligue em velocidade bem baixa só para amolecê-lo um pouco. Trabalhando rápido, despeje o sorvete na assadeira preparada e nivele com uma espátula. Retorne o sorvete para o freezer e deixe lá por várias horas, até que esteja bem firme novamente.

Unte 2 assadeiras.

Quando a massa estiver pronta, retire da geladeira e abra a massa do biscoito em uma superfície levemente afarinhada, até que fique com aproximadamente meio centímetro de espessura. Corte a massa como desejar – eu usei cortadores redondos de 6 cm e 7,5 cm para usar melhor o tamanho da minha forma, mas você pode usar algum do tamanho ou formato que tiver ou usar uma faca para fazer biscoitos quadrados (nesse caso, use régua ou o sanduíche não vai funcionar).

Tente não abrir a massa mais do que 3 vezes ou ela começará a ficar ressecada e quebradiça. Use o que sobrar para fazer bolinhas e assar separadamente (esses podem ir direto ao forno).

Transfira os biscoitos para assadeiras e coloque no freezer por 15 minutos. Leve ao forno e asse por 8 minutos ou até que a massa não esteja mais reluzente. Cuidado para não assar demais ou mais tarde você terá problemas para morder o seu sorvete.

Deixe os biscoitos esfriarem, coloque-os em um tupperware e deixe-os na geladeira até o momento que for montar os sanduíches.

Para montá-los, retire o sorvete do freezer, desenforme-o em uma superfície limpa e, com o mesmo cortador que escolheu para os biscoitos, corte o sorvete. Coloque um pedaço dele entre dois biscoitos e pressione levemente para grudar um no outro. Guarde no freezer até a hora de servir.

Ufa! É trabalhoso, mas vale cada segundo, acredite. Além do que, se achar ruim fazer tudo de uma vez, faça a massa do biscoito e arrume o sorvete na assadeira em um dia, no outro asse os biscoitos, corte e monte os sorvetes. Ou faça uma coisa em cada dia – dobrando a receita pra durar mais no freezer todo esse trabalho, claro.

Mas e vocês, tem algum sabor de infância perdido a ser resgatado?

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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