PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
O mito sobre a vacinação contra o HPV
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
O mito sobre a vacinação contra o HPV

O mito sobre a vacinação contra o HPV

03/01/2013
  510   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

Ao contrário do que se pensa, a prevenção de DSTs não leva ao aumento da atividade sexual

vacinação contra o HPV

A vacina de HPV está no mercado há alguns anos e, sempre que recomendo esta vacina para meninas de 12 anos, pais e mães questionam se isto não é um incentivo ao início de atividade sexual precoce. Na revista Pediatrics de novembro de 2012, saiu um interessante artigo que mostra que não há razão para esse temor.

Em 2006, o Centro dos EUA para Controle de Doenças (CDC), por meio de seu Comitê Consultivo em Práticas de Imunização, recomendou que todas as meninas entre 11 e 12 anos recebessem a vacina contra o papilomavírus humano (HPV). A Academia Americana de Pediatria, assim como a Brasileira e a Paulista, também recomendam a vacina contra HPV para meninos e meninas em idades de 11 a 12.

As cepas de HPV são os vírus mais comuns entre os que são sexualmente transmissíveis e provoca um grande número de câncer na boca, garganta, colo do útero e órgãos genitais.

No estudo A atividade sexual relacionada com os resultados após a vacinação Papilomavírus Humano, a vacinação contra o HPV para as meninas nas idades recomendadas não foi associada com marcadores de aumento de atividade sexual, medidos da seguinte forma:

1. Gravidez;

2. Infecções de doenças sexualmente transmissíveis;

3. Aconselhamento contraceptivo por até três anos após a vacinação.

Embora o início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros sejam fatores de risco para a infecção pelo HPV, os autores do estudo afirmam que essas descobertas são as primeiras a validarem pesquisas onde os jovens dizem que não pretendem modificar os comportamentos sexuais após vacinação contra o HPV.

Portanto cabe aos pais, familiares e educadores darem as informações e os valores aos seus filhos, além, é claro, de vacinar contra todas as doenças transmissíveis, sexualmente ou não, pois é a forma de prevenção mais segura para uma vida saudável.

Por Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Sexual Activity-Related Outcomes after Human Papillomavirus Vaccination of 11- to 12-Year-Olds November 2012

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade