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Os primeiros seis meses dos bebês e seus pais
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Os primeiros seis meses dos bebês e seus pais

Os primeiros seis meses dos bebês e seus pais

01/07/2016
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O site https://www.zerotothree.org/, como sugere seu nome, é dedicado aos três primeiros anos de vida das crianças, seus pais e cuidadores. É  reconhecido pela Associação Americana de Pediatria. “Mentes saludables desde el comienzo” são um conjunto de matérias (livro, vídeos, folhetos, podcasts) que produziram. A seguir faço um resumo do folheto sobre os primeiros seis meses de vida.

 

O que um bebê pode fazer nos primeiros seis meses? Ele aprende a conhecer pessoas queridas, isto é, que cuidam e se importam com ele. Mostra pelo olhar ou movimentos de braços e pernas que reconhece seus rostos, vozes e cheiro. Confia nelas, quando é consolado por estar triste, faminto ou com dores. Faz sons, expressões faciais e movimentos do corpo para comunicar como se sente, quando está com sono, fome, feliz ou incômodo. Igualmente, sabe mostrar quando quer brincar e necessita de descanso. Quanto ao uso do corpo, pode agarrar objetos e com três meses pode pegá-los com as mãos. Faminto, pode mover a cabeça para que sua boca esteja mais próxima do peito da mamãe.

Mas, não basta aos pais serem bons observadores de seu filho e ficarem felizes com seus sucessos e prazeres, apesar de todas as suas limitações em uma vida que apenas começa. Além disso, eles podem podem fazer muitas coisas em favor dele.

O que você pode fazer?

Fale com seu bebê. Pode parecer estranho sugerir que os pais falem com um bebê tão novinho. Mas, isso é muito importante para ele, mesmo que não entenda o significado das palavras. Falar com ele é uma forma de comunicação, que faz com que se sinta querido e conectado com os pais. Ao escutá-los falando com ele, muitos estímulos são apresentados ao mesmo tempo. Cheiro, tom e altura da voz, expressões do rosto, proximidade física, diferentes modos de se relacionar com ele, todas essas manifestações têm um grande efeito sobre a criança. É bom que os pais, tal como o narrador de uma partida de futebol, relatem para o bebê o que estão fazendo com ele e o que sentem. É bom que lhes contem histórias, cantem músicas, façam palhaçadas, ou seja, usem a fala como recurso de comunicação ou contato com seu filho. Aprender a falar e querer fazer isso a partir do primeiro ou segundo ano de vida supõe que o bebê tenha tido a felicidade de que seus pais, avós ou adultos tenham sido falantes o mais mais possível com ele em seu primeiro ano de vida e, mesmo, já nos primeiros seis meses. Considerem, por outro lado, que objetos e crianças pequenas não falam com o bebê. Se um adulto não fizer isso, quem o fará?  

Segure seu bebê nos braços. A pele é o maior órgão do nosso corpo. Ela delimita o que está dentro e fora dele. Além disso, sensibiliza o bebê para responder aos estímulos que o ambiente lhe oferece (sons, cheiros, temperatura, cor, textura, etc.). Igualmente, comunica carinho, proteção e cuidado. Por isso, abrace o bebê, toque sua pele de muitos e diferentes modos. Console-o, quando chora. Faça com que ele se sinta seguro, salvo e querido. O presente do bebê e o futuro do mundo irão ser gratos a você.

Observe seu bebê para aprender seus sinais. Como ele chora quando está com fome, cansado, manhoso ou irritado? Como expressa essas situações com os olhos, o corpo e os gestos? Como sorri ou expressa alegria? Como responde ou reage às formas de comunicação de seus pais?

Como você responde aos seus sinais?

Dê ao seu bebê objetos que possa pegar e sustentar. Preensão e sucção são reflexos importantes e primitivos na vida do bebê. Sugar ou mamar, pegar objetos ou os próprios dedos são experiências fundamentais. Deixe-o tocar objetos de diferentes formas e texturas. Ponha um brinquedo suspenso no teto do berço e permita que ele possa buscar tocá-lo com as mãos ou os pés.

Observe o bebê para saber o que faz com seu corpo e o que aprende com essa experiência. No começo da vida crianças gostam de mexer e tocar as diferentes partes de seu corpo. Olham suas mãos, chupam os dedos dos pés ou das mãos, viram-se e reviram-se na cama. Tais experiências são fundamentais para que o bebê comece a integrar sensorialmente as diferentes partes de seu corpo, partes que precisam, pouco a pouco, se organizar como um todo.

Lino de Macedo

Lino de Macedo

Professor Doutor Lino de MacedoAssessor de psicologia e educação do Instituto Pensi e Hospital Infantil Sabará

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