PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
Por que barco não afunda?
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
Por que barco não afunda?

Por que barco não afunda?

23/10/2014
  2890   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

O carro afunda, o avião afunda, até a gente afunda se não souber nadar, então por que o barco não afunda? Pois é, se ainda tem tanto adulto que não compreende isso direito, como é que as crianças vão entender? É cada pergunta de pegar mamães e papais desprevenidos, mas, na verdade, essa questão é mais simples do que parece.

Você pode começar pensando na bolinha de gude, tão pequenininha, tão menor do que o barco e não flutua que nem ele, muito pelo contrário, vai direto para o fundo, rapidinho. E uma bolota de massinha, será que afunda também? Coloque-a em um copo d’água e veja só o que acontece: para o fundo, igual a bola de gude.

Mas e se a gente achatar ela igual a um barquinho? Ups, flutuou… E se agora a gente colocar a bolinha de gude dentro do barco de massinha? Ela afundou um pouquinho, mas… Continua flutuando! Por que será?

Tanto a bolinha de gude quanto a bolota de massinha afundam porque são mais pesadas do que a água que estaria no lugar que elas ocupam. Mas quando a bolota vira um barquinho de massinha ela se torna mais leve do que a água que estaria naquele lugar – e ainda consegue carregar a bolinha de gude.

Assim, quando você coloca o barquinho na água, o volume deslocado provocauma reação em contrário. Há muitos e muitos anos um italiano chamado Arquimedes descobriu que se o peso do barco for igual a essa pressão, que ele deu o nome de empuxo, o barco não vai afundar: ele se equilibra pela própria força da pressão que recebe da água.

O formato do barco também ajuda um bocado a manter o equilíbrio e a compensar essa pressão, por isso, quando ele está na água, vazio, você pode reparar que grande parte do casco fica para o lado de fora da água – e conforme vai recebendo peso, como as bolinhas de gude, o casco vai afundando.

Se tiver peso demais em cima do barco, aí não tem jeito, o peso não vai ficar igual à pressão, ou seja, ao empuxo, e o barquinho vai acabar afundando. Por isso é preciso distribuir direitinho o peso, como aqueles navios de carga que a gente vê no porto, cheio de containers – mas só até um determinado limite.

A flutuação também vai depender do meio, porque nem toda água é igual. A água salgada é mais densa e ajuda a flutuar mais do que a água doce, aquelas dos rios e lagoas – e da piscina também. Os sais dissolvidos que existem na água do mar ajudam o barquinho a flutuar, como se ajudassem a segurá-lo em cima d’água.

É só um pouquinho, cerca de 3% a mais que a água doce, mas isso já faz diferença. Isso é o que chamamos de a densidade da água. Quanto mais densa a água, quanto mais salgada, no caso do mar, maior a sua flutuabilidade, ou seja, mais fácil o barquinho flutuar – e carregar bolinhas de gude.

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade