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Prevalência dos Transtornos do Espectro do Autismo
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Prevalência dos Transtornos do Espectro do Autismo

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19/11/2012
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Estudos esboçam os motivos dos quais os casos de autismo cresce entre as crianças

autismo

No dia 30 de março de 2012, o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) publicou novos dados que mostrou que 1 entre 88 crianças – ou 1,13% das crianças norte-americanas – foram diagnosticadas com Transtornos do Espectro do Autismo. Isso representa um aumento de 23% nos últimos dois anos.

A Academia Americana de Pediatria (AAP) entende que os pais querem respostas sobre a causa do autismo.

Parte desse aumento pode ser devido à forma como as crianças são diagnosticadas e tratadas em suas comunidades. Também pode haver um aumento real na incidência. Para entender mais, a comunidade científica deve acelerar a pesquisa para entender o que coloca os pequenos em risco para essa doença.

A ciência tem mostrado que há um claro componente genético para TEA. Os cientistas também estudam muitas das mudanças em nosso ambiente ao longo das últimas duas décadas e que podem interagir com genes para aumentar o risco de uma pessoa desenvolver sintomas de autismo. Grandes estudos epidemiológicos, tais como National Children’s Study, financiado pelo National Institutes of Health, serão capazes de controlar como as crianças são expostas e a probabilidade de desenvolver o autismo, o que dará algumas pistas valiosas.

Uma exposição que tem sido extensivamente estudada são as vacinas. A AAP quer tranquilizar os pais sobre todos os sinais que mostram não haver ligação entre vacinas e autismo. Muitos estudos têm olhado para isso e nenhum encontrou uma relação. Os pais que têm dúvidas sobre as vacinas devem ser encorajados a falar com o pediatra do seu filho, que poderá fornecer informações cientificamente validadas sobre as imunizações.

No Brasil, a realidade é outra. Enquanto a AAP recomenda que os pediatras façam triagem para Transtornos do Espectro do Autismo entre 18 e 24 meses, nós não temos ferramentas ou testes como esses adaptados às nossas crianças. Temos muito a fazer para realizar os diagnósticos ou apresentar nossas estatísticas de modo confiável, pois existe uma série de questionamentos em relação aos diagnósticos americanos, que possuem um percentual muito grande dessas doenças em comparação à Europa e a Ásia.

Os americanos retrucam e dizem que a doença existe, porém, é mal diagnosticada.

Por Dr José Luiz Setubal

Fonte: The Centers for Disease Control & Prevention (CDC) (Published new data on March 30, 2012: Autism).

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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