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Regurgitação, vômito ou refluxo?
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Regurgitação, vômito ou refluxo?

Regurgitação, vômito ou refluxo?

29/08/2012
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Saiba qual é a diferença entre eles e como tratar cada um

Como pediatra, vejo sempre as mães preocupadas em saber se seu filho está regurgitando ou vomitando, ou ainda fazem àquela pergunta: “será que não é refluxo?”. Realmente parece ser tudo igual e por mais que o pediatra insista nas diferenças, elas não são óbvias para quem não é profissional da saúde.

Mas como podemos diferenciar? É fácil, o vômito é quando a criança expulsa o conteúdo gástrico fazendo força, é uma atividade reflexa e que conta com a participação dos músculos, que muitas vezes é acompanhada de náuseas, sudorese e mal estar. Quem já vomitou sabe do que estamos falando. A regurgitação do recém-nascido (ou refluxo fisiológico) é a expulsão do conteúdo gástrico sem haver participação dos músculos e sem sintomas, em geral, por aumento da pressão no abdômen.

Sabe-se que 67% das crianças que mamam aos 4 meses de idade, apresentam mais de uma regurgitação por dia. A frequência diminui ao longo do primeiro ano de vida chegando a 5% com 1 ano de vida.. Quando a regurgitação persiste após esta idade, o paciente deve ser avaliado por especialista, principalmente para descartar o diagnóstico de anormalidades anatômicas, como má rotação e obstrução gástrica. É importante dizer que crianças que regurgitam não têm dificuldade de ganho pondero-estatural e é considerado um evento benigno com evolução natural, ao contrário dos vômitos que geralmente estão associados a alguma patologia.

Já o refluxo esofágico da criança que mama é um evento que necessita acompanhamento pelo pediatra ou em casos mais graves do gastroenterologista pediátrico. Pode ser devido a muitas causas, sendo as mais comuns a alergia à proteína do leite de vaca e infecções. As principais manifestações clínicas da doença do refluxo gastroesofágico no lactente são:

1- Regurgitações e vômitos;
2- Dificuldade para mamar;
3- Aumento na frequência de eructações e soluços;
4- Náuseas;
5- Choro excessivo, irritabilidade, dificuldade para dormir;
6- Déficit de ganho de peso e/ou crescimento;
7- Apnéia e síndrome da quase morte súbita;
8- Rouquidão e estridor (guincho no final da inspiração);
9- Sibilância (chiado no peito).

Os tratamentos vão ser diferentes e devem ser orientados pelo médico, para certificar que o diagnóstico está correto. No vômito, além de sintomáticos antieméticos (remédios que aliviam as náuseas, enjoos e vômitos), precisamos tratar a causa, geralmente uma infecção gastrointestinal ou urinária. A regurgitação é tratada com dietas e posição elevada da cabeceira do berço, e em alguns casos com medicação apropriada. O refluxo precisa ser bem avaliado e diagnosticada a causa para o tratamento específico.

Em caso de dúvida, converse com seu pediatra.

Por Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: temas de pediatria – professor Dr. Mauro Batista

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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