PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
Ser voluntário na internação
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
Ser voluntário na internação

Ser voluntário na internação

09/04/2013
  449   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

Confira o relato de uma das voluntárias do Hospital Sabará

voluntária

No início, temos receio de como será a nossa interação com a criança. Como voluntários, surgem as perguntas: “O que conversar com uma criança?”, “Como perceber que a criança não quer mais brincar?”, “Será que vou conseguir fazer com que ela se divirta?”, entre outros questionamentos. Afinal, não existe uma receita ou protocolo de “como divertir uma criança”.

Porém, cada um desenvolve um jeito próprio de agir com as crianças no decorrer no tempo. Cada uma age de uma forma diferente independente da idade. Cada uma tem um jeito único de brincar, pintar e possuem atividades preferidas muito bem estabelecidas. Muitas vezes, uma criança de 5 anos gosta de assistir “Violetta” e consegue pintar “sem sair de linha”, enquanto outra de 9 anos gosta de assistir “Dora a Aventureira” e não se importa em pintar “fora de linha”. Por isso, quando entramos em um quarto, devemos manter a mente aberta para as surpresas que podem nos aguardar e não deixar as brincadeiras pré-estabelecidas apenas julgadas pela idade ou sexo. Afinal, ser voluntário da internação é ser surpreendido toda vez em que se abre uma porta.

A propósito, citei anteriormente “Violetta” e “Dora a Aventureira”, porque um voluntário da internação simplesmente se torna expert em desenhos e séries infantis. Violetta, Boa Sorte Charlie!, Backyardigans, Disney Junior, Dora a Aventureira, Bob Esponja, Os Pinguins de Madagascar, Ben10, Monster High, O Clube das Winks, Jessie e Carrossel, são apenas alguns exemplos do que um voluntário da internação acaba absorvendo no decorrer dos meses.

Além de descobrirmos o que as crianças gostam e não gostam, também desenvolvemos habilidades como brincar, pintar e conversar. Conversar sobre a escola, os amigos, os irmãos, as brincadeiras favoritas, os bichos de estimação e o período de internação fazem com que a criança revele alegrias e angústias. Isso também nos proporciona o melhor conhecimento e o ganho da confiança dela. Dessa forma, nos tornamos pessoas mais próximas de sua realidade, não apenas um adulto que “trabalha de brincar” no hospital, que apareceu de repente e logo partirá novamente.

Enfim, nós, voluntários da internação, temos alguns instrumentos que, quando usados, podem transferir uma criança de um quarto hospitalar com médicos, enfermeiros e procedimentos, para um quarto comum em um lugar qualquer com um amigo com alguns anos a mais do que os habituais.

Escrito por: Aline Ap. de Souza

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

mensagem enviada

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade