O tratamento não-operatório para a apendicite
Saúde

O tratamento não-operatório para a apendicite

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Quando ouvimos a palavra apendicite, logo a associamos a uma cirurgia. A razão disso é que a cirurgia tem sido o pilar do tratamento para apendicite aguda, mas uma nova pesquisa mostra que os antibióticos sem a remoção cirúrgica do apêndice podem ser um tratamento eficaz para crianças e adultos, de acordo com um artigo publicado na Pediatrics de março de 2017. O artigo “Efficacy and Safety of Nonoperative Treatment for Acute Appendicitis: A Meta-analysis” revisou a literatura existente publicada nos últimos 10 anos, que incluiu 10 estudos relatando 413 crianças que receberam tratamento não-operatório em vez de uma apendicectomia. Nenhum estudo relatou preocupação de segurança ou eventos adversos específicos relacionados ao tratamento não-cirúrgico, embora a taxa de apendicite recorrente tenha sido de 14%. Os autores encontram uma falta de evidência robusta comparando o tratamento não-operatório com a cirurgia, mas concluem que os dados suportam a pesquisa futura. Os autores recomendam que o tratamento não-cirúrgico para a apendicite não complicada seja reservado para aqueles que participam em estudos de pesquisa cuidadosamente projetados, de preferência como grandes ensaios randomizados. Como se pode ver, a medicina está sempre a procura de novos tratamentos seguros, por esta razão fazemos pesquisas clínicas controladas, sempre na busca de evidência que o tratamento proposto funciona. O Hospital Sabará participa de muitas pesquisas clínicas em busca de novos medicamentos e tratamentos, faz isso através do Instituto PENSI (Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil). https://www.youtube.com/watch?v=cm1Kb5Z4LwA Saiba mais sobre pesquisas clínicas aqui. Fonte: Pediatrics, February 2017 Efficacy and Safety of Nonoperative Treatment for Acute Appendicitis: A Meta-analysis Roxani Georgiou, Simon Eaton, Michael P. Stanton, Agostino Pierro, Nigel J. Hall As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais. Atualizado em 17 de outubro de 2024
Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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