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A participação dos pais nos cuidados do bebê na UTI
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A participação dos pais nos cuidados do bebê na UTI

A participação dos pais nos cuidados do bebê na UTI

02/10/2012
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Ninguém está livre de ter um filho em uma UTI. Crianças também sofrem doenças graves, fazem cirurgias complexas ou nascem prematuras. Qual é o papel dos pais nessa hora de estresse?

Durante os primeiros dias na UTI Neonatal e/ou Pediátrica, você pode se sentir como os passageiros que estão em um passeio que nunca foi planejado. Ao redor, será notada a presença de enfermeiros que prestam todos os cuidados para o seu bebê, como operar bombas complicadas, fornecer medicamentos, trocar as fraldas, envolvê-lo em cobertores, entre outras atividades. Muitos pais se perguntam como podem ajudar os profissionais da área em momentos como esse, pois dá a sensação de que, mesmo presentes, não fazem nada a favor do bebê.

Conheça a UTI do Hospital Infantil Sabará

Ao se familiarizar com a rotina dos enfermeiros no hospital, você começará a perceber novas necessidades do bebê e os cuidados que devem ser tomados no dia a dia. Trocar a fralda, medir a temperatura, cobri-lo para mantê-lo aquecido, trocar a roupa e dar banho são todas as tarefas que serão aprendidas na estadia na UTI. É importante que os enfermeiros responsáveis saibam quando você estiver preparado para começar a aprender essa série de cuidados para atender as necessidades da criança sem acompanhamento.

Alguns pais não se sentem confortáveis em pedir para participar dos cuidados com o bebê, por achar que estão atrapalhando o trabalho da enfermagem. Lembre-se: você é pai ou mãe e ele irá para casa nos seus braços e não do profissional do hospital.

Tenha certeza de que a maioria dos enfermeiros no Hospital Infantil Sabará estarão ansiosos para ajudá-lo a se tornar “expert” com relação aos cuidados do bebê. Saiba que, às vezes, a participação mais importante é simplesmente estar presente.

Seja interessado e pergunte sobre a programação do bebê. Os pais podem ficar durante 24 horas nas nossas UTIs, embora seja recomendado que eles fiquem um período separados da criança, principalmente se tiverem outros filhos. Em uma permanência longa, o estresse é muito grande e algumas horas longe do bebê podem ser muito boas para a saúde dos adultos.

A presença dos pais é bem-vinda. Porém, durante procedimentos mais sérios, como retirar sangue, fazer punção de veias, colocar cateteres centrais de inserção periférica ou intubação, pode ser solicitado que os pais se retirem. Se for desejo deles permanecerem no decorrer do procedimento, os médicos e enfermeiros responsáveis devem estar cientes da decisão. 

Se você sentir a sensação de desmaio, náuseas ou o emocional aturdi-lo, informe um membro da equipe da UTI para que você receba o apoio e o socorro que precisa.

O nível de conforto das UTIs e a autorização dos pais em permanecerem com o bebê e participarem de procedimentos médicos variam de hospital para hospital. Leia o Estatuto da Criança e do Adolescente para saber os direitos que você possui e procure respeitar as normas de cada serviço. Elas existem para a segurança dos pacientes.

Procure ter uma maior familiaridade com as palavras e conceitos escutados nas passagens de plantão e em torno da UTI. Isso irá ajudá-lo a se sentir mais por dentro do que acontece no entorno do bebê. Conhecimento é poder.

Uma dica é conversar com outros pais que passaram pela experiência da UTI (aqui é onde os pais “veteranos” podem ser extremamente úteis). Se você gosta de informações detalhadas, pergunte à enfermeira ou médico e solicite materiais escritos que explicam o que acontece no decorrer da sua permanência no hospital.

Ao usar a internet para obter informações, tenha em mente que qualquer pessoa pode publicar ideias e suposições e nem todas são verdadeiras. Peça recomendações de sites para um membro da equipe que cuida da saúde do bebê.

Em nossa UTI, os pais têm banheiro privativo em cada quarto, acesso à internet Wi-Fi e algum material de leitura que explica como funciona o hospital. Além disso, há uma equipe multidisciplinar disposta a ajudar e informar a família e o paciente.

Leia também: UTI ou CTI em pediatria

Fonte: Políticas da UTI do Hospital Infantil Sabará; Newborn Intensive Care: What Every Parent Needs to Know, 3rd Edition (Copyright © 2009 American Academy of Pediatrics)

Atualizado em 2 de abril de 2024

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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mensagem enviada

  • Ana Caroline P. Peres disse:

    Acho importante facilitar o vínculo entre mãe-pai-bebê, e é vital na situação de UTI neo, muitas vezes o bebê só pode ser tocado, não segurado ainda e é importante que os pais possam falar, e até cantar para o bebê, se fazerem presentes e a equipe possibilitar e sustentar esse encontro, ajudando-os. Realizei especialização nessa área e fiquei feliz de ter lido esse post!! Parabéns!!

  • monica disse:

    Quando uma bebe está internado e necessario o hospital pedir autorizacao para fazer procedimentos?

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