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Cirurgia de estrabismo no Sabará
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Cirurgia de estrabismo no Sabará

Cirurgia de estrabismo no Sabará

22/07/2020
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Hospital participa de projeto social para operar crianças de forma gratuita

Olhos cruzados ou vesgos: estes são os nomes pelos quais a doença estrabismo é conhecida. Os pais costumam notar que os olhos de seus recém-nascidos parecem se cruzar no olhar de vez em quando. Nos primeiros seis meses de vida, isso pode ser normal. Para começar, olhar para algo que o cérebro tem que saber para onde apontar os olhos. Por volta da quarta semana de vida o recém-nascido começar a fixar o olhar em um ponto, mas poderá falhar algumas vezes e parecer com o olhar um pouco cruzado. Porém, isso não deve persistir.

A maior parte do desenvolvimento visual ocorre no cérebro, não nos próprios olhos. Um dos maiores desafios para o cérebro em desenvolvimento é coordenar os sinais visuais de um lado para o outro. Os sinais nervosos dos olhos viajam através dos nervos ópticos e se dividem em ambos os lados do cérebro. Para entender esses sinais, os dois lados do cérebro precisam cooperar, comparando informações e coordenando o movimento dos olhos na direção desejada.

Até os dois meses de idade, você pode notar que seu bebê seguirá seu rosto ou um brinquedo um pouco, e então o perderá ao cruzar de um lado para o outro. Por dois meses, no entanto, ele deve ser capaz de rastrear da direita para a esquerda e vice-versa.

O próximo grande marco visual ocorre aos seis meses de idade. A essa altura, os dois lados do cérebro estão em boas relações um com o outro. A prevalência de estrabismo na população já estudada no Brasil foi, em média, de 1,4%, com distribuição semelhante em todos os municípios avaliados, e este número concorda com os números mundiais sobre a frequência de heterotropia em crianças, que varia de 0,12% a 2,7%.

Mesmo com a triagem em consultório pediátrico, no entanto, nem sempre percebemos um olho que tende a se desviar. Os desvios ocorrem com maior frequência quando a criança está cansada. Se você perceber que sua criança de 6 meses ou mais tem um olho que nem sempre tem a mesma aparência do parceiro, avise o médico.

É fundamental que um oftalmologista examine a criança. O que algumas pessoas chamam de olho preguiçoso (ambliopia) pode ser um sinal de que um olho não enxerga tão claramente quanto o outro. Somente um profissional poderá diagnosticar o estrabismo infantil, olhos cruzados ou vesgos.

Quando o cérebro é forçado a fazer uma imagem a partir de duas entradas muito diferentes, começa a ignorar os sinais do pior olho. Com o tempo, esse processo se torna irreversível, levando à cegueira parcial no olho mais fraco. Na maioria dos casos, você deve resolver o problema antes que a criança complete 3 anos para garantir que ele cresça com a percepção normal de profundidade.

Os tratamentos para a ambliopia variam com base na causa e gravidade da condição. Algumas crianças exigem óculos ou adesivos que forçam o cérebro a prestar atenção aos sinais do olho mais fraco. Outras crianças precisam de cirurgia para encurtar ou alongar certos músculos que controlam o movimento dos olhos.

Parceria

A Fundação José Luiz Egydio Setúbal acaba de firmar uma parceria com o Instituto Strabos, (https://institutostrabos.org.br/), uma organização social que tem a finalidade de atender a população de baixa renda, por meio de consultas, tratamento e promoção de cirurgias gratuitas; formação profissional, cursos e produção científica. Neste primeiro momento serão 26 cirurgias beneficentes de estrabismo em crianças no Sabará Hospital Infantil nos meses de julho a agosto.

“Foi por meio do Instituto Strabos que eu consegui agendar a cirurgia do meu filho. Os exames no Hospital foram rápidos e os profissionais que nos atenderam nos trataram com muita atenção e carinho: médicos, enfermeiros… até as nutricionistas explicaram tudo direitinho”, afirma Cleudiana Moraes, mãe do pequeno Jheynisson Nicolas, de oito anos, operado no dia 18 de julho. O pós-cirúrgico do Jheynisson foi excelente, ele não sentiu dor alguma. “Logo que acordou, sentiu apenas um incômodo e está se recuperando super bem”, destaca a mãe.

Segundo Maithe Vieira da Silva, mãe do Erick, de sete anos, ter a possibilidade de fazer a cirurgia no seu filho é evitar que ele seja visto de forma diferente, protegendo-o da maldade do mundo. Ela fala ainda que as consultas médicas e de enfermagem realizadas pela Telemedicina foram uma facilidade incrível. “O atendimento dos profissionais foi tão bom que não parecia uma consulta a distância. A imagem e o som eram ótimos e tanto eu quanto meu marido ficamos muito seguros”, afirma Maithe.

Uma das únicas meninas à espera da cirurgia, Kimberly Eduarda estava muito tranquila na companhia dos pais Aline e Carlos. “A iniciativa do Instituto Strabos em parceria com o Sabará Hospital Infantil nos deu muita alegria e gostaríamos de agradecer. O atendimento do Hospital foi muito atencioso e a consulta por Telemedicina é muito moderna e de muita qualidade”, destaca Aline.

Saiba mais sobre isso no blog do Sabará Hospital Infantil:

Olhinho do bebê

Cuidando dos olhos do seu filho

Cor dos olhos dos recém-nascidos

Cuidados dos olhos das crianças: como evitar lesões oculares

Fontes:

Academia Americana de Pediatria (Copyright © 2016)

Os olhos do seu filho (Copyright © 2011 Academia Americana de Pediatria, Atualizado em 05/2016) Adaptado do texto de  David L. Hill, MD, FAAP

Pai para pai: Parenting Like a Pro (Copyright © Academia Americana de Pediatria 2012)

Arq Bras Oftalmol. 2012;75(2):92-6]

Estrabismo: detecção em uma amostra populacional e fatores demográficos associados

Augusto Tomimatsu Shimauti1, Leonardo de Toledo Pesci1, Roberta Lilian Fernandez de Sousa1, Carlos Roberto Padovani2, Silvana Artioli Schellini

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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