Instituto Pensi lança Policy Paper sobre COP30, clima e infância
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Instituto Pensi lança Policy Paper sobre COP30, clima e infância

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O Instituto Pensi, por meio do Laboratório de Estratégia, Governança e Filantropia para Transições Sustentáveis, acaba de lançar o Policy Paper “COP30 e Infância: rotas de ação para o Brasil após Belém. O que a COP30 entrega e poderá entregar para crianças no Brasil”, sob coordenação geral da pesquisadora Claudia Cheron König.

A publicação foi construída por uma equipe multidisciplinar, articulando governança e políticas públicas, relações internacionais e saúde coletiva, com contribuições do campo do direito e uma parceria essencial com a saúde da infância, a partir da participação da Dra. Daniella Bomfim, diretora técnica do Sabará Hospital Infantil.

Realizada em Belém, a COP30 foi apresentada como a COP da implementação, com a expectativa de transformar compromissos internacionais em ações práticas. Entre os principais avanços está a adoção do Belém Health Action Plan, um plano internacional dedicado à adaptação climática do setor de saúde. Embora represente um marco relevante, o documento ainda não posiciona a criança como eixo estruturante das políticas de adaptação.

É a partir dessa lacuna que o Policy Paper se estrutura, respondendo a uma pergunta central: como traduzir as decisões da COP30, especialmente o Belém Health Action Plan, em instrumentos concretos de política pública no Brasil, capazes de operar no território e de tratar a criança como sujeito prioritário das ações de adaptação climática e de proteção em saúde.

Criança no centro da adaptação climática

A publicação destaca que, no contexto brasileiro, desigualdades sociais e territoriais amplificam os impactos das mudanças climáticas sobre a infância. Ondas de calor, enchentes, poluição do ar, insegurança alimentar e expansão de doenças sensíveis ao clima afetam de forma desproporcional crianças que vivem em territórios vulnerabilizados.

Com base na abordagem One Health, que integra saúde humana, animal e ambiental, o documento propõe uma visão sistêmica e intersetorial, conectando governança e coordenação federativa, infraestrutura urbana com foco no ambiente escolar, educação climática e monitoramento de desfechos em saúde infantil, com atenção especial para aquilo que é implementável no cotidiano de estados e municípios

O Policy Paper organiza cinco rotas de ação complementares para orientar a implementação no Brasil:

  1. Governança integrada e federalismo climático orientado à infância
  2. Infraestrutura urbana protetiva com foco no ambiente escolar
  3. Educação climática e saúde
  4. Vigilância, indicadores e aprendizagem adaptativa
  5. Financiamento e articulação multissetorial com participação da filantropia

Da arquitetura internacional à implementação territorial

A publicação reforça que a arquitetura institucional construída na COP30 somente se torna efetiva quando traduzida em instrumentos concretos, como planos, programas, investimentos e rotinas de monitoramento capazes de operar no território.

Além de propor ações voltadas à infraestrutura escolar e à educação climática, o documento apresenta indicadores de implementação e de desfechos em saúde infantil, oferecendo subsídios técnicos para gestores públicos nos níveis federal, estadual e municipal, organizações da sociedade civil e atores da filantropia.

Na conclusão, os pesquisadores destacam que a COP30 oferece uma arquitetura institucional promissora, mas sua efetividade depende de coordenação federativa, financiamento adequado, produção de conhecimento aplicado e mobilização da sociedade civil.

Mais do que uma agenda setorial, a proteção da infância diante da crise climática deve se consolidar como eixo estruturante das estratégias de adaptação, justiça climática e sustentabilidade de longo prazo.

Acesse o Policy Paper clicando aqui!

ou pelo link: bit.ly/cop30-infancia

Equipe Multidiscipinar

A publicação contou com a participação de:

Claudia Cheron König, doutora em Economia das Organizações pela Universidade de São Paulo e pesquisadora principal do Instituto Pensi

Renan Rosolem Machado, advogado e mestrando em gestão e inovação pela Universidade de São Paulo

Bruno Valim Magalhães, internacionalista e doutorando em Saúde Coletiva pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Laura Rodrigues Gonçales, mestre em Direito Internacional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Integrou painel de especialistas sobre equidade intergeracional em sessão do Conselho Acadêmico do Sistema das Nações Unidas, organizado pela Global Youth Coalition (2025).

Daniella Bomfim, mestre em ciências da saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com foco em virologia e doenças respiratórias. MBA pela FGV em Gestão em Saúde. Diretora Técnica do Sabará Hospital Infantil.

Comunicação PENSI

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