Diagnóstico de autismo: entenda os níveis e os fatores de risco!
Saúde

Diagnóstico de autismo: entenda os níveis e os fatores de risco!

125
Uma das perguntas mais comuns feitas após um diagnóstico de autismo é: o que causou esse distúrbio? Sabemos que não existe uma causa exata do diagnóstico de autismo. Pesquisas sugerem que o autismo se desenvolve a partir de uma combinação de influências genéticas e não genéticas, ou ambientais. Essas influências parecem aumentar o risco de uma criança desenvolvê-lo. No entanto, é importante ter em mente que um risco aumentado não é o mesmo que saber o que causa. Por exemplo, algumas alterações genéticas associadas ao autismo também podem ser encontradas em pessoas que não têm o distúrbio. Da mesma forma, nem todos expostos a um fator de risco ambiental para o autismo desenvolverão o distúrbio. As informações a seguir não são destinadas a prevenir, diagnosticar ou tratar o autismo e não devem substituir a consulta médica por um profissional de saúde qualificado.

Fatores de risco genético do diagnóstico de autismo

A pesquisa nos diz que o autismo tende a funcionar em famílias. Alterações em determinados genes aumentam o risco de uma criança desenvolver autismo. Se um pai carrega uma ou mais dessas alterações genéticas, elas podem ser passadas para uma criança (mesmo que o pai não tenha autismo). Outras vezes, essas mudanças genéticas surgem espontaneamente em um embrião. Mais uma vez, a maioria dessas alterações genéticas não causam autismo por si mesmas. Elas simplesmente aumentam o risco para o distúrbio.

Fatores de risco ambiental do autismo

A pesquisa também mostra que certas influências ambientais podem aumentar ou reduzir o risco de autismo em pessoas geneticamente predispostas. É importante ressaltar que o aumento ou a diminuição do risco parece ser pequeno para qualquer um desses fatores de risco.

Risco aumentado:

1- Idade dos pais avançada (pai ou mãe); 2- Gravidez e complicações no parto (por exemplo, prematuridade extrema[ antes de 26 semanas] , baixo peso ao nascer, gravidezes múltiplas[ gêmeos, trigêmeos, etc.] ); 3- Gravidezes com menos de um ano de intervalo;

Risco diminuído:

1- Vitaminas pré-natais contendo ácido fólico, antes e durante a gravidez;

Nenhum efeito no risco:

1- Vacinas. Cada família tem uma experiência única com um diagnóstico de autismo e, para alguns, corresponde à época de vacinação de seus filhos. Os cientistas realizaram extensas pesquisas nas últimas duas décadas para determinar se existe alguma ligação entre a vacinação infantil e o autismo. Os resultados desta pesquisa são claros: as vacinas não causam autismo. Saiba mais sobre este assunto no blog do Hospital Infantil Sabará: Fonte: https://www.autismspeaks.org As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais. Atualizado em 17 de dezembro de 2024
Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

#autismo #tea #diagnóstico de autismo