Medicamentos para TDAH e o sono das crianças
Saúde

Medicamentos para TDAH e o sono das crianças

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Especialistas discordam sobre se os estimulantes comumente prescritos para déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) podem afetar o sono das crianças. Resultados de uma meta-análise (uma análise de vários trabalhos científicos sobre um determinado assunto) publicada em dezembro de 2015 na revista Pediatrics, no entanto, sugerem que os medicamentos podem reduzir a quantidade e a qualidade do sono para muitas das cerca de 3, 5 milhões de crianças norte-americanas que tomam medicamentos para tratamento do TDAH. Os pesquisadores analisaram ​​os dados de nove estudos anteriores que avaliaram um total de 246 crianças e que, individualmente, apresentaram conclusões contraditórias. Alguns estudos concluíram que os estimulantes causam insônia, enquanto outros sugeriram que os medicamentos podem melhorar o sono, reduzindo o comportamento resistente ao sono. O novo estudo concluiu que medicamentos estimulantes levaram a uma maior latência de sono, piora de qualidade e menor duração do sono. Em geral, os jovens referiam que tinham sono de pior qualidade sob o uso de medicamentos estimulantes. É recomendável que os pediatras, cuidadosamente, monitorem problemas de sono e ajustem o tratamento, para promover o sono ideal. Os pais podem ajudar as crianças a dormirem, incentivando rotinas noturnas, tais como histórias de ninar, banhos quentes e atividades relaxantes. Leia também: TDAH e a criança, como lidar? Fonte: Pediatrics. Dezembro 2015 “Stimulant Medications and Sleep for Youth with ADHD: A Meta-analysis” As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais. Atualizado em 16 de setembro de 2024
Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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