
Novo relatório “Duas Infâncias, Um Direito” evidencia impacto do acolhimento especializado para meninas mães no Brasil
35 —Estudo do Instituto Pensi e da Associação Beneficente Santa Fé defende reconhecimento nacional do modelo da Casa Vovó Ilza como política pública de proteção integral
Desenvolvido pela nossa instituição em parceria com a Associação Beneficente Santa Fé, o relatório “Duas Infâncias, Um Direito: evidências sobre o acolhimento especializado de meninas mães na Casa Vovó Ilza” apresenta achados sobre os impactos positivos do acolhimento especializado para adolescentes grávidas ou mães em situação de vulnerabilidade social.
O estudo reúne relatos, análises e recomendações estratégicas voltadas à formulação de políticas públicas de proteção integral. A publicação foi coordenada pela nossa pesquisadora Dra. Claudia Cheron König, do Laboratório de Estratégia, Governança e Filantropia para Transições Sustentáveis com pesquisa de campo e análise antropológica da Dra. Suliane Cardoso.
A pesquisa qualitativa ouviu jovens mulheres que passaram pela Casa Vovó Ilza, serviço de acolhimento institucional pioneiro no Brasil, voltado exclusivamente às adolescentes gestantes ou mães acompanhadas de seus filhos.
O modelo de atendimento da Casa Vovó Ilza, vinculada à Associação Beneficente Santa Fé, no município de São Paulo, oferece moradia segura, suporte psicossocial, acompanhamento de saúde, incentivo à formação escolar e profissional, além de apoio à maternagem e preparação para a vida adulta.
Os depoimentos coletados durante a pesquisa revelam como o acolhimento especializado contribui para romper ciclos de violência, institucionalização e exclusão social.
Entre os resultados observados estão o fortalecimento dos vínculos entre mãe e bebê, incentivo à escolarização, desenvolvimento da autonomia, apoio emocional e acompanhamento contínuo após o desligamento institucional.
O estudo também evidencia desafios persistentes enfrentados por meninas mães no Brasil, como o preconceito, a ausência de políticas públicas específicas, a fragilidade das ações de pós-desacolhimento e a falta de reconhecimento legal desse modelo especializado no Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
O relatório ainda reforça que adolescentes mães devem ser reconhecidas como sujeitos de direitos e que políticas públicas voltadas à proteção integral precisam considerar suas especificidades e contextos de vida.

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