Participantes do Prêmio Melhores ONGs 2024 movimentaram R$ 2,9 bilhões de reais em 2023
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Participantes do Prêmio Melhores ONGs 2024 movimentaram R$ 2,9 bilhões de reais em 2023

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Pesquisa apresenta para quem e onde os recursos das ONGs estão alocados

As receitas de uma organização da sociedade civil são essenciais para efetivação da sua missão. É por meio dos recursos financeiros captados que as ONGs transformam seus propósitos em ações concretas, garantindo tanto a realização de seus projetos quanto a manutenção de suas operações diárias. O Prêmio Melhores ONGs reconhece instituições que demonstram boas práticas em aspectos como planejamento, gestão, prestação de contas e responsabilidade financeira. Mais do que um reconhecimento, a premiação atua como um incentivo para que as entidades aprimorem sua estrutura interna e façam o melhor uso dos recursos disponíveis.

O Instituto Pensi, por meio do Departamento de Pesquisa em Filantropia e Ciências Sociais, em parceria com a Fundação Dom Cabral, foi responsável pela pesquisa da oitava edição do Prêmio Melhores ONGs, em que foram registradas 752 inscrições de organizações da sociedade civil de diferentes portes e de todas as regiões do Brasil. Este levantamento analisa os dados de receita de 737 dessas organizações, que apresentaram informações sobre suas receitas durante o processo de avaliação. Como o Prêmio se refere ao ano anterior, os dados financeiros considerados correspondem ao exercício de 2023.

Entre os dados analisados estão: a movimentação da receita, o público-alvo e o campo de atuação para distribuição de projetos.

Ao longo do ano de 2023, os inscritos movimentaram um total R$ 2,90 bilhões em receitas, sendo a maior concentração entre ONGs de médio porte (receitas entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões) e de pequeno porte (receitas de até R$ 500 mil), que juntas representam 55% do total analisado. As organizações com receitas superiores a R$ 10 milhões (135) correspondem a 18% dos participantes da edição 2024 do Prêmio.

Com diversos campos de atuação, as ONGs se dedicam a uma ampla variedade de temáticas sociais, como cultura, educação, esporte, meio ambiente e desenvolvimento local.

“Olhar para os campos é essencial para compreender as prioridades dos participantes e os caminhos escolhidos pelas organizações para promover mudanças na sociedade”, explica Noboiuki Costa, pesquisador Instituto Pensi.

Os três primeiros campos de atuação - assistência social, educação e saúde - contabilizam, juntos, cerca de R$ 1,9 bilhão de receitas, ou dois terços do valor total (66%), quando consideradas as organizações que os indicaram como foco principal. Somando as receitas das organizações da sociedade civil que declararam ter crianças e adolescentes como público-alvo, obtém-se o valor de R$ 1,029 bilhões, o que corresponde a 35% do total analisado. Nas cinco categorias com maior volume de investimento, quatro estão relacionadas a um tipo de vulnerabilidade – seja econômica, social ou de saúde – ocupando mais de 62% das receitas.

A pesquisa revelou os aspectos positivos e negativos da população geral de ONGs no Brasil, evidenciando que o terceiro setor, como expressão do capital social, é um reflexo do país e possui grande potencial de transformação.

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Comunicação PENSI

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