Simpósio de Fisioterapia Pediátrica reforça integração, inovação e cuidado sensível no ambiente hospitalar 
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Simpósio de Fisioterapia Pediátrica reforça integração, inovação e cuidado sensível no ambiente hospitalar 

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Evento reuniu especialistas para discutir práticas fisioterapêuticas em crianças hospitalizadas, com foco em reabilitação, multidisciplinaridade e novas tecnologias. 

O Simpósio de Fisioterapia Pediátrica, realizado no dia 29 de novembro no Centro de Treinamento Sabará (CTS), reuniu profissionais, estudantes e residentes para um dia de debates e apresentações dedicadas ao cuidado infantil em ambiente hospitalar. A programação contemplou diferentes abordagens da fisioterapia pediátrica, das intervenções em terapia intensiva às estratégias de reabilitação motora e uso de tecnologias imersivas, reforçando a importância de uma atuação integrada, humanizada e atualizada. 

Ao longo do encontro, especialistas destacaram a necessidade de enxergar a criança como protagonista do processo terapêutico, valorizando aspectos físicos, emocionais e sociais que influenciam diretamente sua evolução durante a internação e no retorno ao convívio familiar. 

A complexidade do cuidado fisioterapêutico no ambiente hospitalar 

A primeira parte da programação trouxe reflexões profundas sobre a atuação do fisioterapeuta em unidades pediátricas, especialmente em situações que envolvem ventilação mecânica e suporte intensivo. Os palestrantes ilustraram, com exemplos práticos, como a intervenção fisioterapêutica contribui para a estabilidade clínica e para o conforto da criança em cenários de maior complexidade, exigindo tomada de decisão rápida e embasada. 

Outro ponto ressaltado foi o papel das tecnologias de suporte, como a ECMO, e de que maneira a fisioterapia se adapta a novos protocolos e dispositivos para garantir um cuidado eficiente e seguro. O debate reforçou que a evolução constante da área demanda atualização permanente, mas também sensibilidade no manejo clínico de cada paciente, respeitando seus limites e necessidades específicas. 

Caroline Queiroz & Cássia Lima .jpgCaroline Queiroz & Cássia Lima 

Caminhos da reabilitação: da internação ao retorno para casa 

A segunda etapa do simpósio abordou as estratégias de reabilitação motora no contexto hospitalar, destacando a importância da intervenção precoce e estruturada. Foram apresentadas experiências que mostram como avanços motores, mesmo pequenos, impactam positivamente a recuperação global da criança e influenciam diretamente o tempo de internação. 

Também ganhou destaque o processo de transição do hospital para o lar, etapa que exige orientação cuidadosa da família e continuidade no acompanhamento terapêutico. Os especialistas reforçaram que o trabalho da fisioterapia não se limita à alta: ele se estende para promover autonomia, prevenir regressões e facilitar a adaptação da criança ao ambiente domiciliar. 

 

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Francielly Buriti 

O valor da multidisciplinaridade e da comunicação no cuidado infantil 

A terceira mesa destacou como a integração entre diferentes áreas da saúde amplia a qualidade do cuidado pediátrico. Nesse contexto, a atuação do Child Life foi citada como um importante apoio na mediação entre equipes, crianças e famílias, ajudando a reduzir ansiedade e tornar procedimentos mais compreensíveis. Os exemplos apresentados mostraram como essa presença contribui para um ambiente mais acolhedor e seguro. 

Também foram discutidos aspectos emocionais e comportamentais que emergem durante a internação, reforçando a importância de estratégias lúdicas, escuta ativa e comunicação adaptada. O diálogo entre as equipes evidenciou que, quando fisioterapia, Child Life e demais especialidades atuam de forma integrada, o cuidado se torna mais humano, participativo e centrado nas necessidades reais da criança. 

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 Livia Fernandes 

A inovação como aliada no tratamento e na experiência da criança hospitalizada 

Encerrando a programação, a última mesa explorou o uso da realidade virtual como ferramenta terapêutica na fisioterapia pediátrica. Os palestrantes apresentaram experiências que mostraram maior engajamento, motivação e redução da ansiedade das crianças durante as sessões, evidenciando o potencial da tecnologia como complemento às práticas tradicionais. 

Além das discussões, os participantes puderam experimentar na prática a realidade virtual, conhecendo de perto como os recursos imersivos são aplicados no ambiente hospitalar e de que forma contribuem para tornar o tratamento mais lúdico e menos invasivo. O painel reforçou o papel da inovação quando integrada a práticas seguras e centradas no paciente, ampliando possibilidades de cuidado e fortalecendo o bem-estar infantil. 

Assim o evento terminou reforçando a importância de uma fisioterapia pediátrica integrada e humanizada. As trocas entre profissionais e as demonstrações práticas mostraram que a combinação entre técnica, sensibilidade e inovação fortalece o cuidado e contribui diretamente para a recuperação e o bem-estar das crianças hospitalizadas. 

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Marcela Quinete & Soraia Libório 

Comunicação PENSI

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