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A cafeína afeta diferentemente meninos e meninas
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A cafeína afeta diferentemente meninos e meninas

A cafeína afeta diferentemente meninos e meninas

05/08/2014
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O consumo de cafeína por crianças e adolescentes tem aumentado nos últimos anos, principalmente devido aos refrigerantes e bebidas energéticas. Isto já foi tema de vários posts neste blog (veja abaixo).

Pesquisas anteriores demonstraram que a cafeína aumenta a pressão arterial e diminui a frequência cardíaca em crianças, adolescentes e adultos. Mas as perguntas permanecem, visto que o impacto desta substância muda após a puberdade. Neste interessante estudo da revista Pediatrics, examina-se que os estágios de desenvolvimento mudam a forma como a cafeína afeta crianças e adolescentes.

Os pesquisadores descobriram que, antes da puberdade, a cafeína afeta meninos e meninas da mesma maneira. No entanto, após a puberdade, as diferenças de gênero se sobressaem. A pesquisa sugere que as meninas experimentam diferentes alterações de frequência cardíaca e pressão arterial e também se podem observar algumas diferenças durante seus ciclos menstruais.

Os autores ainda estudam para determinar se as diferenças de gênero nas respostas cardiovasculares à cafeína estão relacionadas a fatores fisiológicos, tais como hormônios, ou fatores psicossociais, como a diferença de padrões de uso da substância.

De qualquer maneira, é preciso mostrar aos jovens os perigos da alta ingestão de cafeína, principalmente se associado ao álcool ou outros estimulantes.

Leia também: Falando de cafeína mais uma vez

Leia também: Crianças não devem consumir bebidas energéticas e esportivas

Leia também: Carnaval, álcool e energéticos

Fonte: Cardiovascular Responses to Caffeine by Gender and Pubertal Stage pediatrics – jun 2014

Atualizado em 18 de junho de 2024

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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