Catapora não é doença “do bem”
Saúde

Catapora não é doença “do bem”

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Do início da primavera, em setembro, até a chegada do verão, no mês dezembro, a varicela, popularmente chamada de catapora, tem um pico sazonal que se observa todos os anos. O aumento do número de casos nessa época não tem uma razão específica, mas a incidência da doença cresce de forma relevante. Para se ter uma ideia, no Hospital Infantil Sabará observou-se que, nos últimos três anos, o número médio de crianças com a doença aumentou em mais de 650% quando comparado o primeiro trimestre do ano com os meses de setembro, outubro e novembro. Desta forma, os pais devem ficar atentos, já que a catapora é altamente contagiosa. Fique alerta para algumas orientações sobre a doença: Sintomas: a varicela tem como primeiro sintoma comum a febre. No dia seguinte, há o surgimento das primeiras manchas na pele, que evoluem para uma mancha elevada e depois para bolhas com líquido. Na fase final da doença, as bolhas começam o processo de cicatrização com uma “crosta” seca. Um alerta importantíssimo para as famílias é que o risco de transmissão da catapora só acaba quando todas as lesões de pele estão na fase da crosta. Vacinação: a vacina da catapora faz parte do calendário nacional de imunização e, portanto, está disponível na rede pública para as crianças a partir de 15 meses de idade, como parte da vacina tetraviral (SCR-V). Tratamento: uma vez diagnosticada a doença, o tratamento da catapora se dá por meio de recomendações médicas que aliviam os sintomas durante o ciclo da doença. Os pais devem seguir as instruções do pediatra e, dentre elas, está a restrição ao uso do ácido acetilsalicílico (AAS) Catapora não é doença “do bem”: assim como outras doenças comuns na infância, a catapora pode evoluir para a forma grave, mesmo em crianças saudáveis. Por isso, aquele velho costume de incentivar o contágio entre irmãos ou outros membros da família não é uma prática recomendada. Evitar contato: a criança não vacinada que teve contato com outra criança com catapora ou com suspeita da doença, não deve ir à escola, a shoppings e parques com o objetivo de evitar maior contágio, pois a doença começa a ser transmitida dois dias antes do aparecimento dos primeiros sintomas. Se uma criança tiver contato com outra pessoa infectada, os pais podem recorrer à vacina em até 72 horas, o que reduz em 75% a chance de desenvolver a doença. Leia também: Vacinas que protegem o seu filho Por Dr. Francisco Ivanildo de Oliveira, médico infectologista do Hospital Infantil Sabará. As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais. Atualizado em 22 de agosto de 2024
Comunicação PENSI

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