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Vacinas que protegem o seu filho
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Vacinas que protegem o seu filho

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16/05/2011
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As vacinas são fundamentais e, nas últimas décadas, ajudaram a reduzir muito a incidência de determinadas doenças no Brasil e no mundo. Conheça abaixo algumas das principais doenças que podem ser prevenidas com a imunização.

Difteria (tríplice)

A difteria é causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae. A infecção pode se espalhar facilmente através de espirros e tosse. No entanto, graças à utilização generalizada das vacinas contra difteria (parte da coqueluche, tétano e difteria combinação-acelular [DTPa]), há poucos casos da difteria no Brasil.

Sinais e sintomas: a difteria pode provocar uma febre baixa, dor de garganta e calafrios alguns dias após a infecção pela bactéria. Uma coriza, fadiga e uma membrana grossa e cinzenta que cobre a garganta pode ser vista. Se não for tratada precocemente, a infecção pode espalhar toxina por todo o corpo e causar problemas muito graves, incluindo dificuldade para engolir, paralisia e insuficiência cardíaca e ou respiratória.

O que você pode fazer: a difteria deve ser tratada imediatamente com uma antitoxina contra a toxina diftérica. Seu pediatra também irá prescrever antibióticos em combinação com a antitoxina.

Qual é o prognóstico: sem tratamento imediato e adequado, algumas pessoas com difteria morrem da doença, o que é muito raro nos dias de hoje.

 

Coqueluche ou Tosse Comprida (tríplice)

Cerca de 4.000 novos casos de coqueluche ocorrem nos Estados Unidos a cada ano. Isso é significativamente inferior aos 200.000 casos notificados ao Centers for Disease Control and Prevention, em 1940, antes da grande disponibilidade das vacinas contra coqueluche. A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis, que afeta as vias aéreas superiores. Suspeita-se que a coqueluche é mais comum do que pensamos, em especial nos adolescentes, por isso a vacinação continua sendo importante.

Sinais e sintomas: uma tosse severa, seca, violenta e rápida é o sintoma mais comum da tosse comprida. As secreções respiratórias que são expelidas durante estes episódios de tosse podem espalhar a doença para outras pessoas. Quando uma criança desenvolve a coqueluche, ela tem surtos de tosse, que resultam em falta de ar. Depois de uma crise de tosse, respira profundamente. Este padrão de respiração muitas vezes faz um som (estridor) quando para a tosse e a criança respira, para ser seguido pela próxima crise de tosse. Uma vez que a criança for infectada com a bactéria da coqueluche, os sintomas podem ocorrer de 7 a 10 dias depois, embora este período de incubação possa durar de 6 a 21 dias.

Quando chamar o pediatra: contacte o seu médico em caso de sintomas como uma tosse que piora, tornando-se mais violenta e frequente ou escurecimento das pontas dos dedos e lábios (cianose) durante a tosse. Pode ocorrer vômito no final de um espasmo de tosse. A criança também pode ficar extremamente cansada ​​da tosse severa e pode ter dificuldade para comer e beber.

 

Tétano (tríplice)

O tétano, também conhecido como trismo (que vem do bloqueio ou o aperto dos músculos ao redor da mandíbula, o que impede uma criança de abrir a boca ou engolir), é uma infecção grave e potencialmente fatal causada por uma toxina feita pela bactéria Clostridium tetani. Este germe está presente no solo e pode contaminar uma ferida. Na verdade, qualquer ferida aberta ou cortada, não importa quão pequena, é um local passível de infecção do tétano. No entanto, uma infecção é mais provável de ocorrer em perfurações profundas e aquelas contaminadas com a sujeira do solo ou fezes.

Uma criança que é ferida por uma ferramenta de jardim suja pode desenvolver tétano se não tiver recebido as vacinas adequadas. Um recém-nascido pode adquirir a infecção se o cordão umbilical fica contaminado. O tétano não é contagioso e não pode ser transmitido de pessoa para pessoa. Por causa da imunização, o tétano é raro nos dias de hoje. Há apenas alguns casos a cada ano, geralmente em pessoas não imunizadas ou com a imunização incompleta.

Sinais e sintomas: os sintomas geralmente se desenvolvem gradualmente nas primeiras 1 a 2 semanas após a contaminação. A criança afetada tem espasmos dos músculos da mandíbula, dor de cabeça e irritabilidade. Em seguida, ela sente aperto muscular, dor e espasmos que se espalham para outras partes do corpo, incluindo pescoço, ombros e costas, com intensidade crescente. A doença é fatal em alguns casos.

O que você pode fazer: se a criança tiver uma ferida que pode ter sido contaminada com o solo, entre em contato com o pediatra o mais rápido possível, especialmente se você não tiver certeza de que as vacinas foram tomadas. O sucesso do tratamento é possível se a doença for diagnosticada rapidamente. Seu filho vai ser hospitalizado imediatamente e, provavelmente, colocado numa unidade de cuidados intensivos.

 

Haemophilus influenzae tipo b (hemófilos)

O Haemophilus influenzae b (Hib) é uma bactéria que causava doenças graves e que agora são evitadas graças às vacinas. Apesar do nome, essas bactérias não são responsáveis ​​pela gripe ou influenza, que são causadas por um vírus. Infecções bacterianas causadas por Hib são geralmente transmitidas por espirros e tosse e causam doenças como: meningite; epiglotite (inchaço da epiglote na parte posterior da garganta); alguns casos de pneumonia e infecções do ouvido.

Sinais e sintomas: os sintomas da Hib dependem da doença específica que provoca. Por exemplo: a meningite é uma inflamação e inchaço dos tecidos que cobrem o cérebro e a medula espinhal. Até as vacinas se tornarem disponíveis, a Hib era a causa mais comum de meningite bacteriana no mundo. Ela ocorre mais frequentemente em crianças entre as idades de 6 meses e 5 anos. Os sintomas incluem febre, diminuição do apetite, irritabilidade, convulsões, choro, sonolência excessiva e vômitos. Em crianças maiores de 2 anos, pode haver sintomas adicionais, como dor de cabeça, rigidez no pescoço e dores nas costas.

A epiglotite é uma inflamação na garganta rara, mas grave, que afeta a epiglote e ocorre mais frequentemente em crianças de 2 a 4 anos de idade. Os primeiros sintomas geralmente são dor de garganta severa e febre, com temperatura superior a 38°C, seguido de estridor (som que aparece durante a respiração). Como a epiglote fica inchada, pode ficar difícil de engolir e pode bloquear a respiração normal. A rapidez do tratamento normalmente pode impedir isso.

Outras infecções Hib: esta bactéria causa infecção nas articulações (artrite), ossos (osteomielite), na pele do rosto (bochechas ou ao redor do olho), pulmões (pneumonia) e até mesmo no coração (pericardite). Sinais de infecções nestas áreas incluem febre, inchaço, dor e vermelhidão, juntamente com uma drástica diminuição da energia e atividade.

Quando chamar o pediatra: como o tratamento oportuno é importante para infecções Hib, contacte o seu pediatra imediatamente se você observar que seu filho tem algum dos sintomas descritos.

 

Sarampo (Tríplice Viral)

O sarampo já foi uma doença comum entre crianças pré-escolares e escolares. Isto já não é verdade. Crianças e adultos podem ter a infecção, mas em números muito menores do que no passado. Desde que as vacinas contra o sarampo ficaram disponíveis na década de 60, tem havido declínio do número de casos da doença. O sarampo é causado por um vírus que pode se espalhar facilmente através do ar quando uma pessoa infectada espirra ou tosse e alguém por perto inala as gotículas infectadas. Ele também pode ser transmitido por contato direto com fluidos do nariz ou da boca de uma pessoa infectada.

Sinais e sintomas: antes da aprovação da vacina contra o sarampo, as epidemias ocorriam normalmente durante o final do inverno e primavera. Quando uma criança é exposta e infectada com o vírus, os sintomas só começam a aparecer depois de 8 a 12 dias (período de incubação). As crianças infectadas já começam a ser contagiosas 1 a 2 dias antes que os primeiros sintomas surjam. Depois de 3 a 5 dias,  aparecem as erupções. Este período contagioso continua durante 4 dias após o aparecimento das erupções.

Antes do aparecimento da erupção cutânea, as crianças com sarampo desenvolvem sintomas como tosse, coriza nasal, febre e inflamação ocular (conjuntivite). Estes sintomas tendem a piorar durante os primeiros 3 dias da doença. Depois, o exantema vai finalmente tornar-se visível, inicialmente como pequenos inchaços vermelhos que formam manchas maiores. A erupção começa geralmente na face e no pescoço e depois se espalha para o tronco, braços e pernas. Tem a duração de 5 a 8 dias antes de começar a ir embora. As crianças com sarampo podem desenvolver outros sintomas, incluindo infecção no ouvido, pneumonia, crupe e diarreia.

O que você pode fazer: se o seu filho tiver contraído o sarampo, procure mantê-lo em casa, longe da escola ou creche, principalmente daqueles que ainda nã0 receberam as vacinas contra a doença.

Quando chamar o pediatra: se o seu filho apresentar sintomas comumente associados com o sarampo, entre em contato com o pediatra imediatamente.

Saiba mais sobre o sarampo

 

Caxumba (Tríplice Viral)

Se você cresceu antes da disponibilização das vacinas contra caxumba, pode se lembrar da experiência com a doença, especialmente os desconfortáveis ​​inchaços no lado de uma ou ambas as faces. Estas glândulas salivares inchadas são os sinais mais característicos da caxumba, que é causada por um vírus e geralmente transmitida através de gotículas de tosse. Ela ocorre mais frequentemente em crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, mas as vacinas a transformaram em uma infecção rara.

Sinais e sintomas: na maioria das vezes, a caxumba afeta as glândulas parótidas, que estão localizadas entre o queixo e a orelha. Além do inchaço, a região pode tornar-se dolorosa quando tocada ou durante a mastigação, especialmente quando consumir alimentos que estimulam a liberação de sucos salivares ou beber suco de laranja ou outros sucos que são ácidos. Outros sintomas podem incluir: febre com duração de 3 a 5 dias; dor de cabeça; náuseas e vômitos; fraqueza e diminuição do apetite; inchaço e dor nas articulações (em meninos, dos testículos). Uma criança com caxumba estará contagiosa 2 dias antes do inchaço começar e o período de contágio vai continuar por cerca de 5 dias. É interessante notar que aproximadamente um terço das pessoas infectadas com caxumba não mostram evidentes inchaços. Recomenda-se manter a criança com caxumba longe da escola nove dias depois que o inchaço da glândula começou.

O que você pode fazer: certifique-se de que a criança fique em repouso. Prefira uma alimentação leve, alimentos não-cítricos e que podem ser facilmente mastigados e engolidos. Incentive-a a beber líquidos para evitar a desidratação.

Quando chamar o pediatra: informe ao seu médico se a condição do seu filho piorar, principalmente se ele desenvolve dor abdominal, mostra fraqueza intensa, ou (para meninos) seus testículos tornam-se dolorosos.

 

Rubéola (Tríplice Viral)

Rubéola é uma doença que se tornou rara no Brasil graças às vacinas, disponibilizadas no final de 1960. A rubéola é causada por um vírus e ocorre com mais frequência no inverno e na primavera. A doença é transmitida através do contato íntimo ou pelo ar. Pessoas com a doença são contagiosas vários dias antes do início dos sintomas e o período de contágio dura entre 5 a 7 dias após os sintomas aparecerem.

Sinais e sintomas: as crianças com rubéola tem uma febre baixa, entre 37,5°C e 38,5°C, juntamente com uma erupção cutânea rosada e inchada, glândulas sensíveis na parte de trás do pescoço ou atrás das orelhas. O aparecimento da erupção cutânea pode variar, mas geralmente começa no rosto. Em seguida, se espalha para o pescoço, tronco, braços e pernas e desaparece do rosto. Os adolescentes podem ter dores nas articulações. Esses sintomas se desenvolvem cerca de 14 a 21 dias após a infecção.

O que você pode fazer: verifique se a pessoa doente está confortável, ofereça água e incentive repouso, se estiver se sentindo cansado. As crianças com rubéola não devem frequentar a escola por 7 dias após o aparecimento da erupção.

Quando chamar o pediatra: se seu filho tiver sintomas associados à rubéola, como uma erupção cutânea e febre, procure o pediatra. No entanto, como os sintomas da rubéola podem ser leves em crianças, os pais podem não perceber que seu filho tem a infecção. Cerca de 25% a 50% das crianças que foram infectadas com rubéola não apresentam sintomas.

 

Catapora (varicela)

A varicela (também conhecida como catapora) é uma doença comum na infância. É geralmente leve, mas pode ser grave. Ela causa uma erupção cutânea, prurido, febre e cansaço. Pode levar à infecção grave de pele, cicatrizes, pneumonia, danos cerebrais e até morte. O vírus da varicela pode ser transmitido de pessoa para pessoa através do ar ou pelo contato com o fluido das bolhas da catapora. Uma pessoa que tenha tido varicela pode apresentar uma erupção cutânea dolorosa chamada Herpes Zoster anos mais tarde. As vacinas contra o vírus foram disponibilizadas nos anos 80.

 

Rotavírus

Vários vírus podem ser responsáveis ​​por gastroenterite viral, uma infecção intestinal que causa vômitos e diarreia. Os surtos podem ocorrer em creches ou após a ingestão de alimentos contaminados. Os rotavírus são a causa mais comum de diarreia grave em crianças menores de 2 anos. Na verdade, praticamente todas as crianças foram infectadas com este vírus até os 3 anos de idade. Com as vacinas, estes casos estão diminuindo rapidamente.

Sinais e sintomas: na maioria dos casos, a doença não é grave, mas as crianças podem se sentir muito doentes, com diarreia aquosa, vômitos, febre e dor abdominal. Estes sintomas se iniciam de 1 a 2 dias após a exposição ao vírus e geralmente duram de 3 a 8 dias. Em casos graves, a criança pode ficar desidratada por causa da diarreia prolongada ou grave, especialmente quando acompanhada de vômitos. Sinais de desidratação incluem: sede; menos urina; boca seca; menos lágrimas; perda de peso; irritabilidade; olhos afundados; ritmo cardíaco e respiratório acelerados. Nestes casos, procure um hospital rapidamente.

O que você pode fazer: estas doenças virais se resolvem por conta própria com o tempo e sem qualquer tratamento específico. Deixe seu filho descansar e tomar mais líquidos. É importante que os fluidos contenham sal, pois os sais são perdidos na diarreia. Em casos graves, fluidos intravenosos podem ser necessários.

 

Infecções Meningocócicas

Neisseria meningitidis é um tipo de bactéria que pode causar infecções graves e ameaçadoras, como meningococcemia e meningite. Estas infecções são frequentemente transmitidas através de espirros, tosse, compartilhamento de copos ou utensílios e contato físico. Há dois tipos de vacinas meningocócicas: ACWY protege contra os sorogrupos que causam a maioria das doenças meningocócicas (sorogrupos A, C, W e Y), e as vacinas meningocócicas B, causadas pela bactéria meningococo do tipo B.

Sinais e sintomas: os sinais e sintomas da meningococcemia são febre, dores, perda de apetite e desenvolvimento de uma erupção, que começa com pequenos pontos vermelhos e progride para grandes hematomas. Dentro de horas, uma criança pode estar com uma infecção grave e choque séptico com falência de órgãos. Sinais e sintomas da meningite meningocócica são semelhantes aos da meningite causada por outras bactérias, com febre, diminuição do apetite, irritabilidade, sonolência excessiva, vômitos, dor de cabeça, rigidez do pescoço e dores nas costas.

Quando chamar o pediatra: contacte o seu pediatra imediatamente se observar algum dos sintomas acima descritos.

 

Infecções Pneumocócicas

Pneumococo (Streptococcus pneumoniae) é um tipo de bactéria que pode causar infecções, algumas graves, em muitas partes do corpo. O pneumococo é responsável por muitos casos de: infecção na medula espinhal (meningite); infecção no pulmão (pneumonia); infecção da corrente sanguínea (bacteremia); infecção nas articulações (artrite); infecção no ouvido (otite média); infecção das membranas dos seios da face (sinusite); infecção no olho (conjuntivite). Estas infecções são frequentemente transmitidas através de espirros, tosse ou mãos contaminadas, por exemplo.

Sinais e sintomas: os sinais e sintomas das infecções pneumocócicas dependem do local da infecção. Sinais e sintomas típicos da meningite são febre, dor de cabeça, letargia, vômitos, convulsões e rigidez da nuca. Por pneumonia, febre, tosse e dificuldade em respirar. De bacteremia, febre e menos energia. Para infecções de ouvido, febre e dor de ouvido. E para a sinusite, febre e dor no rosto.

As infecções pneumocócicas podem ser graves e podem representar riscos para a saúde em crianças muito jovens, cujos sistemas imunológicos ainda estão em desenvolvimento. Algumas destas doenças podem ser fatais.

Quando procurar o pediatra: as vacinas para pneumococo previnem as infecções mais graves e invasivas, e nestes casos procure um pediatra assim que notar os sintomas acima.

 

Poliomielite

A poliomielite foi uma das mais temidas doenças infecciosas. Muitos ficavam preocupados em deixar as crianças nadarem em piscinas públicas ou ficar juntos no cinema porque tinham medo que seus filhos pudessem se tornar as próximas vítimas da poliomielite. Depois que as vacinas tornaram-se amplamente disponíveis, o mundo viu um declínio dramático desta doença.

A poliomielite é causada por um vírus que afeta bebês e crianças com mais frequência do que outras faixas etárias. É transmitida através do contato pessoa-pessoa e pode produzir paralisia dos músculos. Alguns casos são leves, mas outros são graves, deixando as pessoas com deficiência física para o resto de suas vidas.

Sinais e sintomas: a doença pode prejudicar e paralisar os braços e pernas. Ela causa a morte em algumas pessoas, quando os músculos envolvidos na respiração ficam paralisados. Os sintomas podem começar com uma febre baixa e dor de garganta, começando de 6 a 20 dias após a exposição ao vírus da poliomielite. Algumas crianças também podem apresentar dor ou rigidez nas costas, pescoço e pernas.

O período mais contagioso para a poliomielite é de 7 a 10 dias antes do aparecimento dos sintomas. E pode continuar por mais 7 a 10 dias após o início dos sintomas. Não existe tratamento para a pólio. Algumas crianças se recuperaram totalmente, mas outros ficam deficientes para a vida toda ou podem até morrer da doença. Para proteger seu filho da pólio, certifique-se de que ele está devidamente imunizado contra a doença.

Leia também: Poliomielite, será que ela voltará a nos aterrorizar?

 

Hepatite A

Hepatite significa inflamação do fígado. Esta inflamação pode ser causada por uma grande variedade de toxinas, drogas e doenças metabólicas, assim como a infecção. Há pelo menos cinco vírus da hepatite e há vacinas disponíveis para as hepatites A e B.

A hepatite A é contraída quando uma criança ingere alimentos ou bebidas cuja água está contaminada com o vírus ou tem o contato próximo com uma pessoa que está infectada. A hepatite A está presente nas fezes antes mesmo de desenvolver a doença. A infecção pode ser transmitida em creches quando os cuidadores não lavam as mãos depois de trocar a fralda de um bebê infectado ou de criança para criança, porque nem sempre elas lavam as mãos.

Sinais e sintomas: muitos dos sintomas são semelhantes à gripe, como febre, náuseas, vômitos, perda de apetite e cansaço, por vezes com dor ou sensibilidade do fígado no abdome superior direito. A hepatite é também associada à icterícia, uma descoloração amarela da pele e uma coloração amarelada da parte branca dos olhos. Essa inflamação normalmente também faz com que a urina fique laranja escura e fezes amarelo claro ou cor de argila.

No entanto, muitas crianças infectadas com o vírus da hepatite têm pouco ou nenhum sintoma, ou seja, você pode até não saber que seu filho está doente. Na verdade, quando mais nova a criança, mais provável que ela estará livre dos sintomas. Por exemplo, entre as crianças infectadas com hepatite A, apenas cerca de 30% com menos de 6 anos têm sintomas, e a maioria deles são leves. Os sintomas são mais comuns em crianças mais velhas e tendem a durar várias semanas.

Quando chamar o pediatra: se a criança desenvolver algum dos sintomas associados com a hepatite, incluindo icterícia, ou se ela teve contato com alguém que tenha hepatite, procure o pediatra.

O que você pode fazer: na maioria dos casos, não é feita nenhuma terapia específica para a hepatite aguda. O próprio sistema imunológico da criança vai lutar e vencer o vírus infectante. O pediatra vai recomendar cuidados de suporte para o seu filho, que podem incluir descanso, uma dieta bem equilibrada e muitos líquidos.

 

Hepatite B

A hepatite B é uma doença do fígado causada por um vírus. É transmitida através de sangue infectado e fluidos corporais, embora também haja um risco extremamente pequeno de contrair a doença através de transfusões de sangue. Os adolescentes sexualmente ativos podem estar particularmente em risco para a doença, assim como são os usuários de drogas que utilizam agulhas não esterilizadas e seringas.

Sinais e sintomas: a hepatite B é causada por um vírus. Algumas pessoas que estão infectadas não se sentem doentes. Outras têm sintomas que podem durar várias semanas, como: perda de apetite e cansaço; dores nos músculos, articulações ou estômago; diarreia ou vômitos; pele ou olhos amarelos (icterícia). Chamamos esta fase de hepatite B “aguda”. Mas ela também pode causar, em longo prazo da doença crônica, danos no fígado (cirrose); câncer de fígado; morte.

 

Gripe (Influenza)

Quase toda criança tem gripe de vez em quando. A febre alta e as dores musculares causadas pela gripe são difíceis de ignorar, muitas vezes obrigando a criança mais ativa a ficar na cama por alguns dias de descanso e recuperação. A gripe é uma doença respiratória causada por um vírus. Infecções da gripe são altamente contagiosas. O vírus se espalha facilmente nas escolas, nas famílias, no local de trabalho e quaisquer outros lugares onde há grupos de pessoas. Seu filho pode contrair a gripe nestes locais se alguém tem a infecção e espirra ou tosse, já que as gotículas virais no ar podem ser inaladas por outras pessoas.

Ele também pode pegar a doença tocando um brinquedo que tenha sido contaminado por uma pessoa com a infecção e, em seguida, colocando a mão ou os dedos em sua boca ou nariz. Crianças são mais contagiosas nas 24 horas antes do início dos sintomas e no período em que seus sintomas se tornam piores. Apesar de existirem três tipos de vírus influenza (A, B, e C), os surtos são causados ​​por A ou B. As epidemias de gripe ocorrem geralmente durante os meses de inverno, muitas vezes durando até setembro. Existem opções de vacinas trivalentes e quadrivalentes, que devem ser tomadas anualmente.

Sinais e sintomas: quando seu filho tem a gripe, ele provavelmente irá desenvolver uma febre (temperatura superior a 38,5°C), muitas vezes acompanhada de calafrios, dores de cabeça, falta de energia, tosse seca e dores musculares. Conforme a doença avança, outros sintomas como dor de garganta e nariz escorrendo ou entupido podem desenvolver-se e agravar-se. Algumas crianças também têm dor abdominal, náuseas e vômitos. Particularmente em crianças, a gripe pode causar otites, bronquiolite (infecção nos pulmões) ou pneumonia.

O que você pode fazer: você provavelmente está familiarizado com muitos dos tratamentos caseiros para a gripe. Eles têm sido usados por gerações de pais, embora não sejam tão úteis para se livrar do vírus, como alguns pensam. Seu filho pode se beneficiar de muito descanso e beber líquidos para evitar a desidratação. Para ajudar a deixá-lo mais confortável e reduzir a temperatura, alguns pediatras recomendam antitérmicos. No entanto, não se deve dar aspirina para qualquer criança ou adolescente que tem febre. O uso de aspirina em tais circunstâncias tem sido associado a uma doença rara, mas muito grave, chamada síndrome de Reye.

Quando chamar o pediatra: contacte o seu pediatra se a criança tem sintomas de gripe. Alguns medicamentos antivirais funcionam melhor se tomados nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. Em particular, informe o seu médico se a febre persistir, se a criança reclama de dor de ouvido ou se ela tem uma tosse que não desaparece. Estes são alguns dos sinais comuns de complicações associadas à gripe, tais como infecção no ouvido, sinusite e pneumonia. As complicações são mais prováveis ​​de ocorrer em crianças que tem um problema de saúde subjacente, incluindo a doença cardíaca, doença pulmonar, sistema imunológico debilitado ou uma doença maligna.

 

Atualizado em 17 de janeiro de 2024

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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