
É uma emergência médica ou não?
74 —Quando era o responsável pela Pediatria dos hospitais que trabalhei, e particularmente após vir para o Sabará Hospital Infantil, costumava dizer aos médicos do Pronto-Socorro que, para um pai, tudo que está errado com seu filho é uma EMERGÊNCIA, mesmo que seja a febre de 37,2°C ou uma leve tosse com coriza.
Quando seu filho está realmente doente ou ferido, pode ser difícil dizer se um serviço de cuidados de emergência é a melhor escolha. É importante manter a calma e reconhecer a diferença entre uma emergência médica e uma situação em que um tipo diferente de cuidado pode ser mais apropriado.
Como primeiro passo em situações de não emergência, a Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda ligar para o consultório do seu pediatra para discutir quais são as necessidades reais do seu filho. Exemplos de situações médicas de não emergência:
Pequenas queimaduras;
Dor de ouvido ou garganta;
Olhos vermelhos;
Infecção urinária possível ou provável;
Manchas vermelhas ou infecções leves de pele;
Dor de barriga, mesmo com vômitos ou diarreia leves;
Pancadas com hematomas;
Corpos estranhos em ouvido e nariz;
Coriza e tosses;
Alergias.
Lembre-se: para situações de não emergência, primeiro chame o pediatra do seu filho. Se você acredita que uma lesão ou doença está ameaçando a vida do seu filho ou pode causar danos permanentes, vá para o serviço de emergência ou ligue para uma ambulância. Se o seu filho está gravemente doente ou ferido, é mais seguro que seja transportado para o serviço de emergência de ambulância. Veja alguns exemplos de situações de urgência ou emergência:
Grandes ferimentos com sangramentos que não param;
Febre alta acima de 38°C em crianças menores de 60 dias ou por mais de 48 horas;
Convulsões que demoram mais de 2 minutos em crianças sem história anterior de convulsão;
Qualquer situação após trauma na cabeça em que a criança apresente:
Dor de cabeça forte e persistente
Confusão mental
Vômitos
Irritabilidade
Dificuldade de caminhar
Perda de consciência;
Fratura de ossos;
Dor abdominal muito forte;
Queimaduras extensas;
Vermelhidão com febre e dor no pescoço;
Envenenamento ou ingestão de medicamentos errados;
Dor nos olhos;
Picada de animais peçonhentos;
Alterações psiquiátricas extremas, como agitação ou depressão;
Doenças crônicas como asma, diabetes, convulsões etc.
Se você não tem certeza se é uma verdadeira emergência, nunca hesite em ligar para um pediatra, eles estão muito acostumados a receber chamadas telefônicas em todos os momentos e muitas vezes podem lidar com problemas por telefone. Se o seu pediatra não consegue vê-lo, mas acredita que seu filho deve ser examinado, ele ou ela irá aconselhá-lo em relação ao local mais apropriado para o seu filho receber cuidados e a rapidez com que seu filho deve ser visto.
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Fonte: Seção sobre Pediatria Desenvolvimento e Comportamental (SODBP) (Copyright © 2015 Academia Americana de Pediatria)
As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.
Atualizado em 7 de novembro de 2024
Dr. José Luiz Setúbal
(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.