
Comportamento
A altura da criança e a genética
566 —Etnia e ancestralidade
E quanto à altura e etnia? Também podem influenciar? Bem, é importante lembrar que etnia é diferente de “raça”. Etnia é principalmente sobre cultura, enquanto raça tenta categorizar pessoas com base em características físicas. E nenhuma delas tem muito a ver com genética. Os geneticistas olham para “populações genéticas”. Uma população genética é composta de pessoas que compartilham a mesma ancestralidade, geralmente de uma pequena área geográfica. E essas populações genéticas não se encaixam perfeitamente no que é tipicamente considerado uma “raça”. Seu DNA é feito de um monte de seções menores conhecidas como genes. Cada gene tem as instruções para fazer um pequeno pedaço de você. Todos os humanos têm o mesmo conjunto de genes para torná-los humanos, mas eles vêm em versões diferentes. Por exemplo, todos têm genes para fazer globos oculares, porém algumas pessoas têm versões que fazem olhos azuis e outras têm versões para fazer olhos castanhos. Cientistas acreditam que pelo menos 200 genes trabalham juntos para definir sua altura máxima possível. Cada um vem em versões diferentes. Sua altura final possível é uma espécie de soma de todas essas versões diferentes. Pense em todas as maneiras pelas quais pessoas com ancestralidade semelhante podem compartilhar características parecidas, como cor de cabelo. Isso ocorre porque elas compartilham a mesma versão de certos genes. Isso significaria que pessoas com a mesma ancestralidade têm alturas máximas possíveis semelhantes. Mas, francamente, não podemos ter certeza porque não conhecemos todos os genes que influenciam a altura. No entanto, é importante lembrar que seus genes apenas definem sua altura máxima possível. Sua altura real é determinada pelo ambiente. Um bom exemplo disso vem dos maias guatemaltecos. Após a guerra civil guatemalteca, muitos migraram para os Estados Unidos e tiveram filhos em seu novo ambiente. Trinta anos depois, as crianças maias nascidas nos EUA eram, em média, 15 cm mais altas do que as crianças maias (da mesma idade) nascidas na Guatemala. Os maias nascidos nos EUA provavelmente comiam alimentos mais nutritivos, bebiam mais leite e consultavam médicos com mais regularidade do que os nascidos na Guatemala, e consequentemente isso influenciou na altura deles. Dieta, acesso a cuidados médicos e até mesmo status socioeconômico são determinantes do quão perto alguém chega de sua altura máxima possível. No entanto, as crianças maias nascidas nos EUA ainda eram mais baixas do que a média das crianças americanas da mesma idade. Isso pode fazer você pensar que os maias têm genes que os tornam mais baixos, mas não podemos tirar essa conclusão. Fonte: https://www.thetech.org/ask-a-geneticist/ Saiba mais: Atualizado em 30 de maio de 2025Dr. José Luiz Setúbal
(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.
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