Sarampo está por aí novamente. Tempo de se prevenir
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Sarampo está por aí novamente. Tempo de se prevenir

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Os casos de sarampo estão aumentando no estado de São Paulo, mas a vacina está aí para proteger as nossas crianças!

 

Mais uma vez alertamos para os casos de sarampo na cidade de São Paulo e no Brasil de maneira geral. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que, após uma redução na cobertura vacinal durante a pandemia de covid-19, os casos de sarampo voltaram a subir significativamente. Muitos países ainda não recuperaram os níveis de imunização pré-pandemia, deixando milhões de crianças desprotegidas. 

No primeiro semestre de 2026, foram sete casos de sarampo registrados no estado de São Paulo. No início de agosto, já eram 23 casos confirmados. Em todo o ano de 2025, foram dois casos. Com isso, reforçamos a necessidade de manter a vacinação em dia.

 

Vacinação contra o sarampo

 

O estado recomenda a aplicação da “dose zero”: bloqueio vacinal para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias, que reforça a proteção antes da idade prevista. A dose zero é uma estratégia adicional de proteção e não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Portanto, mesmo que a criança receba esta dose entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, deverá manter o esquema de rotina, com a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses.

Recentemente, a Secretaria Estadual de Saúde lançou uma campanha de vacinação contra a doença, oferecendo a vacina tríplice viral para pessoas de 6 meses a 59 anos, residentes nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, independentemente do histórico vacinal. Ou seja, mesmo quem já tomou as duas doses pode precisar de dose extra. A medida é temporária e busca aumentar rapidamente a proteção e interromper a transmissão. A vacina é contraindicada para gestantes, pessoas com imunodeficiência grave ou histórico de alergia grave aos componentes da fórmula.

As estratégias buscam interromper oportunamente possíveis cadeias de transmissão e reduzir o risco de reintrodução do vírus no estado. 

A SES-SP monitora continuamente o cenário epidemiológico do sarampo e reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a doença. A cobertura vacinal contra o sarampo no estado é de 85,32% para a primeira dose e de 72,06% para a segunda dose.

O Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo, com registro atual de casos importados ou vinculados à importação. Esse status é resultado do fortalecimento da vigilância epidemiológica e da ampliação das coberturas vacinais. O país mantém essa condição mesmo após as Américas perderem a certificação regional de eliminação da doença, em decorrência da transmissão endêmica no Canadá, após epidemias também registradas nos Estados Unidos, México e Bolívia. Neste ano, o avanço da doença se estende a outros países, com destaque para Guatemala e Peru.

Em 2025, o Brasil registrou 38 casos importados ou relacionados à importação, com interrupção da transmissão após resposta rápida do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais e municipais, incluindo vigilância, rastreamento de contatos e bloqueio vacinal. 

Quando me formei, nos anos 70, o sarampo era uma doença comum na infância e quase uma parte esperada do crescimento. Enquanto a maioria das crianças se recuperava do sarampo sem problemas, muitas outras não. Em algumas crianças, a infecção causava pneumonia e, em determinados casos, encefalite (infecção do cérebro) e até mesmo a morte. Apesar de ser considerada uma doença benigna, podia ter consequências graves, embora mais raramente.

Graças ao sucesso da vacina contra o sarampo, iniciada em 1963, agora podemos proteger as crianças com grande segurança e sem problemas. No entanto, nos últimos anos, alguns pais têm recusado ou atrasam a vacinação de seus filhos por medo ou desinformação. Ou seja, há mais crianças, adolescentes e adultos não vacinados em nossas comunidades. Isso se dá em parte porque as pessoas não veem mais crianças com sarampo e suas sequelas.

O Estado de São Paulo atua de forma preventiva, com intensificação da vigilância e ampliação das ações de vacinação para proteger a população. O Governo de São Paulo disponibiliza o portal https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/, que reúne respostas às principais perguntas da população sobre vacinação, eficácia dos imunizantes, eventos adversos, doenças imunopreveníveis e riscos da não vacinação.

 

Fontes:

 

Saiba mais:

Atualizado em 10 de agosto de 2026

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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