Sarampo está por aí novamente. Tempo de se prevenir
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Sarampo está por aí novamente. Tempo de se prevenir

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Os casos de sarampo estão aumentando no estado de São Paulo, mas a vacina está aí para proteger as nossas crianças!

 

Mais uma vez alertamos para os casos de sarampo na cidade de São Paulo e no Brasil de maneira geral. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que, após uma redução na cobertura vacinal durante a pandemia de covid-19, os casos de sarampo voltaram a subir significativamente em 2023 e 2024. Muitos países ainda não recuperaram os níveis de imunização pré-pandemia, deixando milhões de crianças desprotegidas. 

Neste primeiro semestre de 2026, foram sete casos de sarampo registrados no estado de São Paulo. Em todo o ano de 2025, foram dois casos. Com isso, reforçamos a necessidade de manter a vacinação em dia.

 

Vacinação contra o sarampo

 

O estado recomenta a aplicação da “dose zero”: bloqueio vacinal para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias, que reforça a proteção antes da idade prevista. A dose zero é uma estratégia adicional de proteção e não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Portanto, mesmo que a criança receba esta dose entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, deverá manter o esquema de rotina, com a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses.

As estratégias buscam interromper oportunamente possíveis cadeias de transmissão e reduzir o risco de reintrodução do vírus no estado. 

A SES-SP monitora continuamente o cenário epidemiológico do sarampo e reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a doença. Atualmente, a cobertura vacinal contra o sarampo no estado é de 85,32% para a primeira dose e de 72,06% para a segunda dose.

O Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo, com registro atual de casos importados ou vinculados à importação. Esse status é resultado do fortalecimento da vigilância epidemiológica e da ampliação das coberturas vacinais. O país mantém essa condição mesmo após as Américas perderem a certificação regional de eliminação da doença, em decorrência da transmissão endêmica no Canadá, após epidemias também registradas nos Estados Unidos, México e Bolívia. Neste ano, o avanço da doença se estende a outros países, com destaque para Guatemala e Peru.

Em 2025, o Brasil registrou 38 casos importados ou relacionados à importação, com interrupção da transmissão após resposta rápida do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais e municipais, incluindo vigilância, rastreamento de contatos e bloqueio vacinal. Para reduzir riscos em áreas de fronteira, o Brasil também intensificou a vacinação e doou mais de 640 mil doses ao país vizinho.

Quando me formei, nos anos 70, o sarampo era uma doença comum na infância e quase uma parte esperada do crescimento. Enquanto a maioria das crianças se recuperava do sarampo sem problemas, muitas outras não. Em algumas crianças, a infecção causava pneumonia e, em determinados casos, encefalite (infecção do cérebro) e até mesmo a morte. Apesar de ser considerada uma doença benigna, podia ter consequências graves, embora mais raramente.

Graças ao sucesso da vacina contra o sarampo, iniciada em 1963, agora podemos proteger as crianças com grande segurança e sem problemas. No entanto, nos últimos anos, alguns pais têm recusado ou atrasam a vacinação de seus filhos por medo ou desinformação. Ou seja, há mais crianças, adolescentes e adultos não vacinados em nossas comunidades. Isso se dá em parte porque as pessoas não veem mais crianças com sarampo e suas sequelas.

O Estado de São Paulo atua de forma preventiva, com intensificação da vigilância e ampliação das ações de vacinação para proteger a população. Disponibilizou doses adicionais para os dois municípios que farão as ações de intensificação. O Governo de São Paulo disponibiliza o portal https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/, que reúne respostas às principais perguntas da população sobre vacinação, eficácia dos imunizantes, eventos adversos, doenças imunopreveníveis e riscos da não vacinação.

 

Fontes:

 

Saiba mais:

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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