
Segurança em parques aquáticos: o que você precisa saber
0 —Nos meses mais quentes do ano, pode ser tentador ir a um parque aquático com as crianças, mas é preciso ficar atento aos possíveis perigos
Com a promessa de meses bem quentes pela frente devido ao SUPER EL NIÑO, a procura por piscinas e parques aquáticos aumenta, então é bom saber como proteger suas crianças do perigo desses lugares.
De toboáguas gigantes e piscinas de ondas a rios artificiais e áreas de recreação aquática, os parques aquáticos oferecem às famílias diversas maneiras de se refrescar, manter-se ativas e aproveitar momentos juntos. Confira estas dicas de segurança da Academia Americana de Pediatria antes da sua próxima visita para que a diversão não pare por aí.
1. Conheça as regras do parque aquático
Com suas quedas íngremes, curvas sinuosas, túneis escuros e aterrissagens refrescantes, os toboáguas são uma atração favorita de muitas famílias em parques aquáticos. Mas também estão envolvidos em muitos acidentes, que podem variar de arranhões e cortes a fraturas e concussões e, menos comumente, lesões graves no pescoço ou na coluna vertebral. Certifique-se de que seus filhos entendam a importância de seguir as instruções dos brinquedos aquáticos.
Sempre preste atenção às restrições de tamanho e peso e ao número máximo de pessoas. Certifique-se de que seus filhos entendam que as regras de segurança não são opcionais.
2. Conheça a habilidade de natação do seu filho
Dados nacionais mostram que afogamentos fatais e não fatais ocorreram em parques aquáticos e piscinas públicas. Mesmo nadadores experientes que fizeram aulas podem se meter em apuros, especialmente em atrações lotadas.
Além disso, crianças e outras pessoas que não sabem nadar bem devem usar coletes salva-vidas quando estiverem em uma piscina ou parque aquático. Lembre-se: mesmo usando coletes salva-vidas, crianças pequenas e aquelas que não sabem nadar bem precisam de um adulto que saiba nadar e esteja ao alcance do braço, supervisionando-as de perto.
Qual atração de parque aquático apresenta o maior risco de afogamento? Resposta: piscinas de ondas. Elas podem ser perigosas para crianças pequenas ou nadadores inexperientes. A supervisão atenta dos pais é ainda mais importante. Mantenha-se ao alcance de crianças pequenas ou nadadores inexperientes e fique de olho em seus filhos o tempo todo.
3. Saiba o que tem na água
Com a grande quantidade de pessoas que frequentam parques aquáticos todos os anos, é importante saber o que pode estar presente na água além de outros banhistas e cloro.
Em um ano, mais da metade das piscinas públicas testadas apresentaram resultado positivo para E. coli — um indicador de contaminação fecal. Ensine seu filho a nunca beber água da piscina. Ofereça água potável limpa se as crianças estiverem com sede. Incentive idas frequentes ao banheiro. Leve as crianças menores ao banheiro aproximadamente uma vez por hora.
Tomar um banho antes de entrar na água, principalmente se seu filho estiver brincando em outras áreas do parque aquático, como os tanques de areia, pode ajudar a remover as bactérias da pele e reduzir a contaminação. Tome outro banho antes de ir para casa para remover qualquer resíduo de bactérias e cloro da pele.
4. Saiba como manter as crianças seguras dentro e fora da água
Seguir as regras dos brinquedos e praticar a segurança na água é essencial. Mas um dia no parque aquático também traz outros riscos dos quais é preciso estar ciente. Queimaduras solares, desidratação, escorregões e quedas, além de se perder em áreas lotadas, podem atrapalhar a diversão. Aqui estão mais algumas dicas de segurança para parques aquáticos que você deve ter em mente:
Proteja-se contra queimaduras solares. Se for passar algum tempo ao ar livre, aplique protetor solar antes de chegar e reaplique-o conforme as instruções ao longo do dia. Procure sombra durante as pausas sempre que possível.
Caminhe, não corra. Os decks e passarelas das piscinas podem ficar escorregadios devido à mistura de água e protetor solar, principalmente quando estão lotados.
Considere o uso de sapatos aquáticos. Os sapatos aquáticos ajudam as crianças a manterem o equilíbrio em superfícies molhadas e escorregadias, reduzindo o risco de escorregões e quedas. Eles também protegem os pezinhos do fundo áspero da piscina e de outras superfícies que podem causar arranhões.
Mantenha-se hidratado. Nadar, subir escadas e caminhar no parque podem ser atividades surpreendentemente cansativas. Incentive todos a beber água regularmente, mesmo que não sintam sede.
Inclua pausas ao longo do dia. Esse nível de atividade pode cansar os pequenos nadadores, por isso é importante sair da água periodicamente e descansar. Esse é um bom momento para recarregar as energias na sombra, se hidratar, comer um lanche e ir ao banheiro.
Escolha um ponto de encontro para a família. Ao chegar, identifique um local onde todos possam se reunir caso alguém se separe do grupo. Lembre-se de que os salva-vidas são apenas uma camada de prevenção contra afogamentos. A supervisão atenta, constante e competente de uma criança quando ela estiver dentro ou perto da água é essencial.
O Brasil registra, em média, três mortes de crianças e adolescentes por afogamento todos os dias. A informação foi divulgada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, que analisou os registros de óbitos entre 2021 e 2022: foram duas mil e quinhentas vítimas desse tipo de acidente. O número acima acende um sinal de alerta, uma vez que esse tipo de fatalidade é completamente evitável. As crianças de um a quatro anos de idade foram as principais vítimas, com o registro de 943 mortes. Em seguida, estão 860 óbitos de adolescentes de 15 a 19 anos.
Fonte: Academia Americana de Pediatria (Copyright © 2026)
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Dr. José Luiz Setúbal
(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.