
Saúde
Saiba tudo sobre Dermatite Atópica
317 —Por que a Dermatite Atópica aparece em crianças e adolescentes?
Por estar relacionada a uma tendência genética, a DA é muito comum na infância e pode surgir já nos primeiros meses de vida. Muitos bebês e crianças com dermatite atópica apresentam uma sensibilidade aumentada da pele, que reage de forma intensa a diversos fatores, como:- Clima: tempo frio e seco ou muito calor podem agravar a dermatite.
- Produtos de higiene: sabonetes e shampoos podem irritar a pele sensível.
- Roupas: tecidos como lã e materiais sintéticos podem piorar a coceira.
- Alimentos e alérgenos ambientais: certos alimentos ou pólen, poeira e pelos de animais podem desencadear crises.
Sintomas da Dermatite Atópica
- Coceira intensa, que pode ser difícil de controlar, especialmente à noite, prejudicando o sono.
- Vermelhidão e inchaço na pele.
- Ressecamento, descamação e, em alguns casos, feridas causadas pelo ato de coçar.
- Em algumas crianças, a pele pode ficar mais espessa e escura nas áreas afetadas, devido ao atrito contínuo, formando cicatrizes.
Tratamento e cuidados
A DA não tem cura definitiva, mas há formas de controlar e aliviar os sintomas, minimizando as crises. Os tratamentos variam de acordo com a idade e a gravidade da condição, e incluem:- Medidas gerais
- Medicações
Dicas para pais e cuidadores
A Dermatite Atópica pode ser desgastante para a criança e para a família, especialmente porque a coceira e as crises de lesões podem atrapalhar as atividades de rotina como frequentar piscinas e praticar esportes, interferir com o sono e causar irritação. Para ajudar:- Tranquilize seu filho(a) e o(a) incentive a não coçar a pele e a usar o hidratante várias vezes ao dia.
- Ensine métodos de distração: ofereça atividades para desviar a atenção da coceira, como ler, brincar ou ouvir música.
- Cuide do emocional: crianças e adolescentes podem sentir vergonha das lesões na pele, podem ser vítimas de bullying, levando ao isolamento e ao comprometimento da qualidade de vida, mudanças do comportamento, alterações do humor e do sono. Crianças e adolescentes com DA tem maior risco de ansiedade e depressão. Acolha e apoie seu filho(a) para que ele(a) se sinta bem com o próprio corpo. Busque tratamento psicológico para ajudar a controlar a ansiedade associada à doença.

Dra. Alessandra Miramontes Lima
Pediatra, alergista e imunologista pelo Instituto da Criança - HCFMUSP. Membro da equipe de Alergia e Imunologia do Sabará Hospital Infantil e do Departamento de Alergia na Infância e Adolescência da ASBAI. Mestre em Ensino em Saúde pela Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein.
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