Riscos ambientais e doenças infantis: mais conscientização e ação necessárias
Saúde

Riscos ambientais e doenças infantis: mais conscientização e ação necessárias

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Com a recente COP 30, falar sobre meio ambiente, mudanças climáticas e a conscientização sobre esse tema é obrigatório. O eixo mudança climática e a saúde da criança é transversal no planejamento estratégico da Fundação José Luiz Setúbal.

Causas ambientais são responsáveis ​​por uma alta proporção de doenças infantis em todo o mundo, com as mudanças climáticas ampliando os efeitos sobre as crianças. Para ajudar a lidar com isso, a Academia Americana de Pediatria (AAP) divulgou recomendações atualizadas para pediatras sobre como identificar e gerenciar os efeitos dos riscos ambientais sobre as crianças. A declaração de política "Questões ambientais na saúde pediátrica global" e um relatório técnico que a acompanha foram publicados na edição de fevereiro de 2025 da revista Pediatrics.

O meio ambiente tem um impacto muito maior na saúde das crianças do que o que geralmente se sabe ou se aprecia. Embora algumas crianças possam ser tratadas para uma condição facilmente associada ao ambiente, como asma, outras podem não apresentar sinais de exposição a um ambiente perigoso. Por isso, é importante que os pediatras perguntem às famílias sobre seu histórico ambiental, aprendam sobre as principais ameaças ambientais locais ou regionais e incluam esses fatores em seus diagnósticos, quando apropriado.

As causas ambientais são responsáveis ​​por uma alta proporção de doenças infantis em todo o mundo. Quase 92% de todas as mortes relacionadas à poluição ocorrem em países de baixa e média renda, e o Brasil se encontra nesse grupo - onde os riscos ambientais representam uma proporção duas vezes maior de mortes em crianças menores de 5 anos do que em países de alta renda.

Além disso, os impactos das mudanças climáticas globais afetam mais severamente as crianças em países de baixa e média renda e ampliam os efeitos da poluição na saúde das crianças.

O relatório orienta que:

  • Os pediatras entendam a importância dos riscos ambientais, incluindo as mudanças climáticas, e seus impactos na saúde das crianças;

  • Que aqueles de países de alta renda que planejam trabalhar em países de baixa e média renda se familiarizem com os riscos ambientais na região e no país onde servirão;

  • Perguntas sobre riscos ambientais à saúde devem ser adicionadas aos questionários padronizados para novos pacientes. Pergunte sobre possíveis exposições a materiais tóxicos trazidos para casa pelos pais em roupas, calçados ou veículos.

  • Faça perguntas sobre saúde ambiental durante consultas médicas com pacientes que tenham uma doença relacionada ao meio ambiente (como asma);

  • Encaminhe pacientes com suspeita de exposição ambiental para agências de saúde pública ou ambiental ou organizações comunitárias para obter mais ajuda com avaliação e gerenciamento de exposição.

Há muitas medidas que podemos tomar para reduzir a exposição das crianças a ambientes tóxicos — seja no consultório médico, em uma reunião do conselho municipal ou no desenvolvimento de políticas globais.

 

Fontes:

 

Saiba mais:

 

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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