
Saúde
Tudo bem para o meu filho começar seu próprio canal no YouTube?
1197 —1- Usar a conta do adulto responsável
Se você tem o Gmail, tem um login no YouTube. Basta acessar o YouTube, fazer login com seu endereço do Gmail e acessar as configurações da conta. Preste especial atenção aos padrões de upload (onde você pode tornar seus vídeos privados) e aos comentários, os quais você pode aprovar antes de serem publicados ou desativados. Se você usa sua conta, fará todo o upload, mas seu filho ainda poderá ter muito controle criativo no design do canal no YouTube, nas descrições e, é claro, nos vídeos.2- Crie uma conta do Family Link
Se você tiver um dispositivo Android, poderá usar o aplicativo Family Link do Google, que permite criar uma conta supervisionada para menores de 13 anos.3- Use um site diferente
O YouTube é o site de vídeos mais popular, mas outras boas opções oferecem medidas de segurança incorporadas para crianças. Considere um desses sites sociais seguros. Veja algumas dicas para a criação de um canal no YouTube:1- Tenha um plano
Peça a seu filho que crie uma proposta para o canal no YouTube que descreva o que deseja oferecer, quem é o público-alvo, com que frequência postará, se terá publicidade, entre outras considerações.2- Fale sobre o conteúdo
Este é um bom momento para discutir o que há de bom para postar, o que deve permanecer privado e outras noções básicas de cidadania digital.3- Faça um "lançamento beta"
Faça como muitas empresas iniciantes de tecnologia e comece pequeno para resolver os problemas. Comece com configurações de privacidade rígidas e um público limitado de amigos e familiares confiáveis e peça feedback construtivo sobre o que está funcionando (e não funcionando).4- Acompanhe de perto
Uma vez que a página esteja em funcionamento, continue a apoiá-lo. Questões inesperadas - tanto positivas quanto negativas - certamente surgirão. Saber que ele pode confiar em seu apoio é um grande negócio.5- Lidar com as respostas (feedback) dos usuários
Os adolescentes geralmente ficam surpresos ao descobrir que nem tudo que eles enviam recebe elogios universais. Os comentários do YouTube são notoriamente duros. Mas lidar com o feedback é uma experiência de aprendizado. O Brasil é o segundo maior consumidor de vídeos do YouTube, segundo pesquisa coordenada pelo Media Lab da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Um dos principais públicos da plataforma de vídeo é o infantil. Dos 100 canais mais vistos no Brasil, 36 deles têm conteúdo direcionado ou consumido por crianças de zero a 12 anos, totalizando mais de 17 bilhões de visualizações. Isso explica o sucesso do YouTube Kids, voltado para a faixa de dois a oito anos, que possui mais de 11 milhões de usuários ativos semanalmente. Ainda que muitas crianças sonhem em conquistar a fama por meio do YouTube, especialistas alertam que é preciso ficar atento para que isso não prejudique o desenvolvimento dos pequenos. Na prática, isso significa que a fama pode forçar as crianças a amadurecer mais rápido, além de tornar o ambiente mais propício para a sexualização e a exposição a conteúdos violentos. As redes sociais, em especial o YouTube, vieram para ficar, cabe aos pais e cuidadores tomarem as precauções para que isso não afete as crianças e evitem conteúdo inapropriado para seus padrões morais. Veja mais artigos no blog do Hospital Infantil Sabará:- Redes sociais: Conversando sobre o YouTube com seus filhos!
- Redes sociais são para crianças?
- A grande polêmica das mídias sociais e a saúde mental
- https://veja.abril.com.br/especiais/criancas-agora-buscam-carreira-de-youtuber/
- https://www.commonsensemedia.org/lists/positive-role-models-on-youtube
Atualizado em 23 de dezembro de 2024
Dr. José Luiz Setúbal
(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.
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