Pais devem ficar atentos à vacinação de adolescentes
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Pais devem ficar atentos à vacinação de adolescentes

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Com a Grécia nos noticiários econômicos, chamou-me a atenção um artigo publicado no Jornal Europeu de Pediatria sobre as falhas de vacinação de adolescentes e o impacto na saúde do país.

Não conheço números do Brasil sobre isso, mas como pediatra, eu observo que os pais são muito preocupados com a vacinação nos primeiros anos de vida, mas que há certo descaso para as crianças maiores e até para os adultos.

https://www.youtube.com/watch?v=znrpUReX_Mo&t=1s

O cumprimento das recomendações de vacinação na adolescência não tem sido bem documentado na Grécia. Numa análise de 1.005 adolescentes com idades entre 11 e 19 anos, foram observados as seguintes taxas para imunizações infantis:

1- Poliomielite e hepatite B (ambos 96%); 2- Sarampo / caxumba / rubéola (MMR; 93, 1%); 3- Meningite C (Men C; 83, 4%).

Em contraste, as taxas mais baixas foram mostradas para a dose:

1- Reforço de tétano / difteria / pertussis (39, 6%); 2- Hepatite A (HAV; 59, 1%); 3- Varicela (13, 8% entre os adolescentes sem histórico da doença); 4- Entre as meninas para a vacina contra o papilomavírus humano (HPV- 11, 9%).

Encontramos uma associação significativa entre idade e série para a conclusão MMR, Men C e HAV, com imunização menor entre os adolescentes mais velhos. No geral, 22, 7% dos participantes do estudo foram totalmente vacinados de acordo com critérios utilizados.

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Acredito que devemos, como pediatras, lembrar aos pais que a vacinação não se encerra aos 5 anos, nem aos 15, e que deve ser feita durante toda a vida para prevenção de várias doenças.

Fonte: Jornal Europeu de Pediatria - Cobertura de vacinação entre os adolescentes e fatores de risco associados com a vacinação incompleta, autores: Irine-Ikbale Sakou, Artemis K. Tsitsika, Vassiliki Papaevangelou, Eleni C. Tzavela e Donald E. Greydanus e outros.

Atualizado em 11 de março de 2024
Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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