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O Choro do bebê e a Síndrome do bebê sacudido
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O Choro do bebê e a Síndrome do bebê sacudido

O Choro do bebê e a Síndrome do bebê sacudido

10/11/2014
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Muitas vezes é difícil não se estressar com o choro contínuo do bebê e nem se frustrar por não conseguir fazê-lo parar. Muitos pais acabam por descarregar esses sentimentos e, sem perceber, acabam sacudindo seu filho. Esse gesto pode, no entanto, ser muito mais perigoso do que parece. Não costumo escrever nessa linha, mas deparei-me com um interessante artigo sobre o fato e achei interessante compartilhar.

A cabeça de um bebê é grande e pesada comparada ao resto de seu corpo. Se não amparada, ela pende para frente, lado ou trás, pois os músculos do pescoço não são ainda fortes o suficiente para segura-la parada. Prejuízos causados por sacudidas não ocorrem acidentalmente durante uma brincadeira normal. Quando o neném é sacudido sua cabeça é jogada para frente e para trás muito rapidamente e com muita força. Esta força pode fazer com que os pequenos vasos dentro de sua cabeça rasguem e sangrem, resultando em uma ou mais do seguinte:

– cegueira ou surdez
– convulsões
– danos cerebrais que podem contribuir com dificuldades de comportamento e aprendizagem
– morte

Tudo indica, por experiências clínicas e relatos, que a principal razão de um bebê “ser sacudido” é porque os pais ou cuidadores ficam frustrados e angustiados com o choro do neném. Não se esquecendo que muitas famílias têm outros estressores em suas vidas que podem diminuir a capacidade de lidar com os efeitos emocionais que o choro de um bebê pode causar.

Não é totalmente claro o quanto o grau de força ou quantidade de sacudidas pode causar prejuízos a uma criança ou bebê. No entanto, qualquer grau é considerado perigoso e deve ser evitado. Portanto, não importa o quanto vocês se sinta desconcertado… Sacudir o pequeno não é a solução!

Mas quando o bebê chora?

Pode ser:

– desconforto (está com calor ou frio?)
– fome (oferecer outro alimento)
– chateação
– medo ou tédio (dar conforto e palavras doces)
– indisposição (dentição, mal-estar)
– solidão (fazer companhia pode ser a solução)
–  susto (talvez seja necessário acalmá-lo e aconchegá-lo)

Tenha em mente:

– Chorar é normal. Bebês podem chorar por duas a três horas por dia.
– Nenhum neném ou criança morreu de chorar.
– Chorar é a principal forma de comunicação que os bebês têm de comunicar o que necessitam
– Descobrir o que ele quer nem sempre é fácil.

 

Como lidar então com um bebê chorando?

Se você já tiver checado os motivos mais comuns (fome, fralda, sede…) e seu bebê continuar a chorar, tente:

– Nova alimentação – ele pode ainda estar com fome
– Oferecer um boneco, algum objeto de conforto ou um brinquedinho
– Se estiver se sentindo calmo, segure seu bebê perto de seu peito para que ele possa ouvir a batida de seu coração
– Cantar ou conversar gentilmente com ele
– Carinhosamente massagear seu bebê
– Levar seu bebê para um passeio ao ar livre
– Enrolar-lo em um pequeno lençol ou manta, para que ele se sinta seguro, e tente acalmá-lo no escuro e num lugar sossegado
– Mudá-lo de ambiente

 

Por fim, é importante lembrar:

– O cérebro de um bebê é muito frágil
– Todos os bebês podem ser vítimas potenciais
– Qualquer um pode perder o controle e, portanto, ser capaz de sacudir um bebê ou criança
– Ficar frustrado ou estressado com o choro de um bebê é normal
– Há estratégias que podem auxiliar em acalmar, confortar um bebê
– Não se desespere!

 

Fonte:  http://kidshealth.schn.health.nsw.gov.au/sites/kidshealth.schn.health.nsw.gov.au/files/attachments/740/crying_baby_dl_broch.pdf

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Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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