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Retenção escolar
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Retenção escolar

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17/11/2016
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Chegamos novamente ao final do ano e com ele, um momento em que para muitos alunos e famílias é um tanto doloroso, a retenção escolar. Aparecem as culpas; os questionamentos; a pergunta clássica: o que te faltou? Ou, onde foi que eu errei como pai ou mãe?

Em minhas experiências como psicopedagoga clínica e escolar, pude perceber quão doloroso é para as famílias lidar com a retenção escolar. Há casos, em que é perceptível o desejo dos pais em simplesmente não frustrar seu filho, outros, em que o adulto não consegue se separar da situação, transferindo e projetando seus processos emocionais na criança. Em geral, é uma situação delicada e complexa. É muito difícil realmente, entretanto, é preciso ter coragem e aceitação quando já está confirmada.

Ao saber ou perceber que a criança está próxima de uma reprovação, é importante que família e aluno consigam conversar e refletir a respeito, e, como sempre, os adultos mediarem.  Aos pais, é importante analisarem sua participação ou não participação no ano letivo do filho para se auto avaliarem e igualmente aprenderem com os erros cometidos. Ao aluno, da mesma forma, porém, com orientação para que ambos procurem se ajudar nesse momento, pois podem ocorrer as chamadas culpas brancas, que muitas vezes são necessárias para que alguns alunos se vejam como responsáveis diretos por atitudes escolhidas.

Algumas retenções ocorrem também por questão de imaturidade cronológica na criança de Ensino Fundamental I e evidentemente causa certa perplexidade nela mesma por não entender o motivo de se separar de seus amigos. É uma forma de apresentar a adversidade e também de aprendizado aos adultos e à criança. Seja qual for o estilo do resultado, é importante o apoio mútuo. Seguem algumas dicas:

  • Trabalhe sempre dentro da verdade, ou seja, conte claramente a seu filho o porquê do resultado negativo.
  • Se foi por negligência paterna e materna, coloque que falharam em alguns aspectos dividindo a responsabilidade.
  • Se foi por desorganização do aluno, falta de estudo, brincadeiras, irresponsabilidade, faltas, pouco empenho e outras razões, apresente estas questões para que ele se perceba no processo. Esta é a culpa branca, que muitas vezes é educativa.
  • No caso de imaturidade cronológica, explique que é preciso atingir a idade adequada e adquirir mais experiências, mais conhecimentos para o ano seguinte.

Conversem a respeito dos sentimentos de seu filho ajudando-o a entendê-los e expressá-los. Acolhimento nos momentos difíceis é fundamental, ainda que como pais estejam cientes de um possível desleixo de seu filho. Insistam e expliquem que a falta de sucesso pode trazer aprendizados e certamente a família aprenderá muito também.

Combinem para o ano seguinte, estudos constantes e programados, rotinas estabelecidas e atenção com os trabalhos desde os primeiros meses. Deixem claro para seu filho que por ter a experiência pregressa no ano escolar, não garante que ele saia na frente dos demais colegas, pois sem estudo, somente com a vivência, o domínio das disciplinas fica insuficiente.

Como já coloquei, é muito difícil lidar com esta notícia, mas, é preciso enfrentá-la e incentivar a criança ou adolescente a desenvolver a capacidade de reflexão sobretudo, o autoconhecimento ao perceberem que esta prática os ajudará a construir sua individuação, sua independência, tanto como aluno, como ser humano.

Boa conversa!

 

Liliam Abrão Martins, é professora de Ed. Fundamental I, Educação Infantil, Psicopedagoga e Analista Junguiana.

 

 

Liliam Abrão Martins

Liliam Abrão Martins

Liliam Abrão Martins, é professora de Ed. Fundamental I, Educação Infantil, Psicopedagoga e Analista Junguiana. Rua Mairinque, 171 – Vila Mariana 04037-020 – São Paulo/SP Tel: (11) 2577-5433

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