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Ele não sabe brincar como eu – ou 5 coisas que você precisa saber antes de criticar o brincar de um pai
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Ele não sabe brincar como eu – ou 5 coisas que você precisa saber antes de criticar o brincar de um pai

Ele não sabe brincar como eu – ou 5 coisas que você precisa saber antes de criticar o brincar de um pai

27/06/2016
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Este texto é quase um papo de mãe para mãe. Mas acho que os pais também vão gostar de saber que eu defendo a forma de brincar dos pais com seus filhos, mesmo que isto signifique um roxo a mais no joelho. E há mais como eu por aí. Muito mais.

 

Mas vamos começar pelo frio na barriga que dá quando a gente vê um papai brincando de erguer o filho de ponta cabeça, segurando somente pelos pés. A criança rindo a valer e nós, mulheres, mães, um poço de ultra proteção, quase tendo um chilique.

 

Em geral, quando um pai brinca com seu filho, a energia é diferente da mãe. Sem medo de cair em uma polêmica de gênero, o masculino é mais “guerreiro”, “aventureiro”, “heroi”, e corporal. Que bom que é assim. Eu escutei uma frase muito boa de um especialista em desenvolvimento infantil, no filme O começo da Vida que é mais ou menos assim: o pai é quem apresenta o mundo lá fora aos filhos. E a brincadeira é uma das ferramentas para isso.

 

Eu me lembro que meu pai brincava de luta comigo. Assistíamos juntos Gigantes do Ringue pela TV para completo horror da minha mãe. E, olha só, esta é uma das poucas lembranças que tenho de brincar com meu pai. Então, é importante que nós, mães, nos afastemos um pouco e abramos espaço para que os papais criem seus próprios vínculos com os filhos (e não aquele que nós já definimos) por meio das brincadeiras como pega-pega, pipa e até “lutinha”.

 

Para o pai, estar presente nesta atividade ajuda a reforçar a afetividade, a confiança, o companheirismo e a cumplicidade. De um lado, o filho ganha um heroi para confiar, o pai entra no universo do filho, passando a conhecê-lo melhor.

 

Por tudo isso, separei uma lista com cinco dicas para você recordar sempre que aparecer aquela aflição em ver o pai rolando no chão com o filho:

1- Ele não vai brincar como você. Aceite isto.

2- Ele vai brincar melhor que você muitas vezes. Aceite isto também.

3- As brincadeiras dele trazem desafios que também preparam para o mundo.

4- Ele é capaz também de brincar de casinha e boneca. Dê espaço para que isto aconteça.

5- Machucou? Coloca um curativo (nos dois) e retome a brincadeira, sem reclamações, autopiedade ou lições de moral.

 

E antes de estressar, recite o mantra: brincar com o papai é importante, brincar com o papai é importante, brincar com o papai é importante.

Patrícias Camargo e Marinho

Patrícias Camargo e Marinho

Patricia Marinho, publicitária de formação, é a criadora do Tempojunto, um projeto que traz dicas de brincadeiras para serem feitas em qualquer situação. Junto com sua sócia, a jornalista Patricia Camargo, querem mostrar a importância da brincadeira para as crianças e para o vínculo afetivo positivo entre pais e filhos.

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