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Brincadeira de criança é coisa dos pais
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Brincadeira de criança é coisa dos pais

Brincadeira de criança é coisa dos pais

20/10/2015
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Pesquisadoras da Universidade de Chicago (Levine, Ratliff, Huttenlocher e Cannon, 2011) publicaram um trabalho em que observaram 53 pais brincando de resolver quebra-cabeças com seus filhos de 2, 3 ou 4 anos. Para isso, ao longo de quatro meses fizeram seis visitas (90 minutos cada uma) nas casas deles.

Seis meses depois, elas compararam essas crianças com outras que não participaram da experiência, e verificaram diferenças significativas quanto à principal pergunta da pesquisa: brincar com quebra-cabeças melhora o desempenho em matemática de crianças pequenas?

Mas, quero aqui destacar um aspecto importante desse estudo: elas verificaram a importância de os pais brincarem com seus filhos na resolução dos quebra-cabeças em favor desse propósito (melhoria no pensamento matemático). Observaram que há crianças que ficam ansiosas, e seu medo de errar prejudica a realização da tarefa.

Os pais ao compartilharem as brincadeiras e ao falarem com elas de certos modos aumentam sua confiança no que estão fazendo e diminuem sua ansiedade. No apêndice do artigo, as autoras transcrevem conversas de mães com seus filhos; são falas relacionadas à brincadeira (nome dos objetos, o que fazer, por que não a peça não encaixou, etc.). Verificou-se, também, algo que julgo muito importante: alguns pais favoreciam os meninos, dando-lhes brincadeiras mais difíceis, e desfavoreciam as meninas, dando-lhes brincadeiras mais fáceis.

Daí que concluíram ser importante não fazer isso, mas considerarmos o nível da habilidade da criança, propondo-lhes quebra-cabeças suficientemente desafiadores seja para o menino ou para a menina. De qualquer forma, atentem para o que disse a Dra. Levine: “o engajamento dos pais é a chave!”

Dois artigos no site aboutkidshealth resumem e destacam pontos importantes dessa pesquisa. Um deles resume o melhor que os pais podem fazer: (1) usar palavras corretas, (2) usar gestos, (3) valorizar esforços, não resultados, e (4) ser sensível ao nível de habilidade da criança, isto é, dar-lhes atividades desafiadoras.

Referências

Levine, S. C., Ratliff, K. R., Huttenlocher, J., & Cannon, J. (2011, October 31). Early Puzzle

Play: A Predictor of Preschoolers’ Spatial Transformation Skill. Developmental Psychology.

Advance online publication. doi: 10.1037/a0025913

Veja também no site aboutkidshealth:

Puzzle paly improves math skills in preschoolers

Spatial reasoning skills: How to foster in children

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Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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