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Outro dia estava conversando com uma leitora do Tempojunto e ela me agradeceu por ter apresentado uma brincadeira com tinta comestível (feita com  iogurte e corante de alimentos) para ela fazer os com os filhos.

Ela estava especialmente agradecida porque conseguiu envolver duas afilhadas, que são criadas com pouco estímulo, na tarefa de pintar uma parede forrada de papelão. Todas as crianças se lambuzaram loucamente e terminaram a atividade extremamente felizes.

Ela me mandou uma foto ótima das crianças lambuzadas e falou que lamentava que os pais das afilhadas não proporcionassem mais atividades assim para as crianças porque, segundo eles, brincadeiras assim são consideradas bagunças.

Achei curioso o comentário dela, porque foi justamente uma foto de uma criança coberta de farinha no chão da cozinha que me fez começar o Tempojunto. Eu vi a cara de feliz da criança, filha de uma amiga, em uma foto nas redes sociais, e pensei que eu queria ser o tipo de mãe que proporcionava momentos como aquele para as minhas filhas. E caiu a minha ficha de como eu deixava o “medo” da bagunça, limitar a criatividade e a capacidade de explorar das crianças.

Ainda bem que eu percebi, a tempo, que as brincadeiras são tão, mas tão importantes para o desenvolvimento das crianças, que a gente não pode deixar a bagunça virar uma desculpa para não fazer a brincadeira, empurrar para o final de semana, deixar para fazer na praia e acabar não fazendo.

Primeiro que nem toda brincadeira precisa ser “baguncenta”. Segundo, porque mesmo no caso das que têm um alto nível de bagunça como a gente classifica no Tempojunto, dá para se organizar e deixar as crianças terem liberdade para brincar sem que isso signifique transformar a casa num caos.

Aí vão 4 dicas para facilitar a vida de quem tem não gosta de bagunça

 

  1. Separe um lençol velho e transforme-o no “Lençol da Brincadeira”. Sempre que for mexer com tinta ou com alguma atividade sensorial que possa provocar sujeira, use o lençol para forrar o chão. No final é só dobrar tudo e guardar.
  2. Adote um tapete de pano, que você possa colocar em várias partes da casa, como área de playground. O tapete funciona como um delimitador natural e concentra as atividades das crianças em um lugar.
  3. Use camisetas antigas, ou compre um avental, e use sempre que for preciso proteger as roupas das crianças.
  4. Defina algumas áreas especiais para atividades com nível alto de bagunça. Por exemplo, o box do banheiro pode ser um ótimo lugar para brincar com tinta. A banheira também. No final é só jogar uma água que sai tudo. A criança vai aprendendo, aos poucos, que existem locais específicos para essas brincadeiras.

 

Para terminar, mesmo que haja uma bagunça para arrumar no final, pense se a alegria do seu filho ao brincar com você de algo diferente, não compensa o trabalho de organizar tudo depois.

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Patrícias Camargo e Marinho
Patricia Marinho, publicitária de formação, é a criadora do Tempojunto, um projeto que traz dicas de brincadeiras para serem feitas em qualquer situação. Junto com sua sócia, a jornalista Patricia Camargo, querem mostrar a importância da brincadeira para as crianças e para o vínculo afetivo positivo entre pais e filhos.

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