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Violência: adolescentes adotam comportamento agressivo no namoro
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Violência: adolescentes adotam comportamento agressivo no namoro

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10/01/2012
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Uma pesquisa realizada entre 2007 e 2010, “Violência entre namorados e adolescentes” (lançada no livro Amor e violência pela editora Fiocruz), a pedido do Centro Latino-Americano de Estudos da Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/Fiocruz) e coordenada por Kathie Njaine, professora do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), revela que os jovens usam a violência nas relações amorosas.

Leia também: Nudes de adolescentes criados por inteligência artificial (IA): o que fazer?

O estudo foi realizado em 10 capitais brasileiras, por um grupo de 11 pesquisadores que percorreram diversas universidades para investigar a violência afetivo-sexual, entre jovens de 15 a 19 anos. Foram abordados 3,2 mil estudantes de instituições públicas e privadas. Com ele, chegou-se a conclusão de que os adolescentes atuais, apesar de utilizarem a internet e o “ficar” como forma de recriar os meios para se relacionar e para a interação amorosa e sexual, ainda carregam marcas tradicionais e conservadoras, como o machismo e o sentimento de posse, expressos na fala e no trato com o parceiro.

Aproximadamente 9 a cada 10 jovens são vítimas e praticam agressões. A violência se tornou normal para eles e é sinônimo de controle de parceiros. As meninas são, ao mesmo tempo, as maiores agressoras e as que sofrem mais com a ofensa. No entanto, os meninos são mais atingidos pelos danos físicos, como tapas, puxões de cabelo, empurrões, socos e chutes: 28,5% das garotas informaram que agridem seus parceiros, enquanto 16,8% dos garotos confessaram que fazem o mesmo. Na violência sexual, as mulheres que a praticam somam 32,8%, já os homens são a maioria, com 49%.

De acordo com a pesquisadora e socióloga da Fiocruz Maria Cecília de Souza Minayo, organizadora do estudo ao lado de Kathie, os jovens seguem os exemplos que observam em casa. Sentem-se donos do parceiro e passam a querer controlar a roupa que vestem, a agenda telefônica, o acesso às redes sociais e até expor fotos de intimidade na internet. Os dados revelam que 33,3% das meninas ameaçam seus companheiros, enquanto os meninos são 22,6%.

O “ficar” também foi outro ponto levantado pela pesquisa. Tantos os alunos da rede privada como os da pública apresentaram esta semelhança. O ato também provoca ciúmes e vontade de controlar o outro. No entanto, na visão deles, como não é uma relação de namoro, existem menos possibilidades de envolvimento afetivo, traição e desconfiança. Para os homossexuais e bissexuais: 3% e 1% dos meninos, a prática serve para experimentar e confirmar a opção sexual.

Valores como a violência, o papel do homem e da mulher foram impostos pela sociedade. As escolas e os pais, muitas vezes, não interferem na vida amorosa dos alunos e filhos. Na visão da pesquisadora Kathie, os jovens de hoje não são muito diferentes dos do passado, em termos ideológicos e sociais.

Atualizado em 20 de fevereiro de 2024

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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