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Bê u ene dê a.
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Bê u ene dê a.

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23/05/2017
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Faz tempo que você que me acompanha sabe que sou boca suja.

Verbalmente despudorada.

Criação vocabular livre.

Com os benefícios e malefícios, faço o uso de certas palavras que deixam muita gente se olhos arregalados.

Incluindo meu filho – aquele garotinho de oito anos – que me repreeende a cada putamerda proferido.

Enfim…

Toda essa introdução pra falar sobre a poupança, a buzanfa, a traseira, o popô, a anca, as nádegas.

A minha? A sua? A nossa? Não!

A bunda que falamos hoje é iluminada, superior e suprema.

Pausa

Acontece que ouvir assim, da boca do seu filho a palavra bunda, aqui é um evento.

Despausa

E lá vem o causo, estava eu dirigindo dia desses, isaac no banco de trás mirando a paisagem.

– Olha mãe! Olha a lua!

– Olha a lua? Cadê?

– Ali ó!

– Olha só!!!! E tá parecendo com o que essa lua hoje, Isaac?

Silêncio.

Aquele que faz a gente morrer de curiosidade, depois de orgulho, de vergonha ou de rir internamente.

– Pensando bem, mãe, a lua pode ser a bunda de Deus.

Acompanhei o raciocínio viu?!?! Pode parecer maluquice, mas acompanhei.

– A bunda de Deus?

– É.

– Mas me diz, tem dia que ele tá mais tímido e mostra menos, depois mais um pouco e tem dia que tá desavergonhado e mostra tudo assim, bem cheia?????

Ele riu né?

Depois me olhou com aquela cara “essa velha não leva nada a sério” e riu mais um pouco.

….

E aí veio outro silêncio.

– Se fosse, ia ser uma bunda bem feia.

E ficou ali, visualizando uma bundona beeeeem grande, branca e repleta de crateras.

E eu morri. Como sempre.

De amor e de rir (internamente)

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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