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Mamãe Blogueira: Piratas
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Mamãe Blogueira: Piratas

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14/01/2016
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Tem coisas que a gente tem que passar.

O primeiro passo, o primeiro amor… 

Essas coisas que a visão romântica da vida nos proporciona.

Escrever um livro, plantar uma árvore, ter um cachorro, ou um peixe, um cacto.

Essas questões são infinitas. e eternas, diga-se de passagem.

Mas eu estou mesmo aqui pra falar de piratas.

Da visão romântica ou não.

Da verdade ou não.

Da imagem Hollywoodiana ou não.

E também vou falar do Isaac.

Esse ser surpreendente. ou não.

Mas enfim…

Isaac tem uma paixão por piratas desde sempre.

Primeiro o lance todo das espadas, tubarões, navios, canhões, caveiras.

Mas veio a Disney e o Jhonny Deep. Aí lascou-se.

Ele adora, brinca, assiste aos filmes, imita, repete as cenas, sabe as falas.

Tá. Até aí tudo bem. Deixemos de enrolação.

Acontece que Isaac participa agora de uma atividade na escola em que a grande questão é “o que você quer ser quando crescer”.

Lindo. Até seu filho responder que quer ser pirata.

E voltar revoltado pra casa porque os colegas que não riram, se uniram em coro pra dizer que essa profissão não existe.

Primeiro falamos que existe sim e explicamos que talvez os colegas tivessem achado estranho tal escolha.

Conversamos sobre a índole duvidosa dos objetivos piratescos e que entendíamos sim os motivos de ele ter escolhido isso pro futuro.

E os dias passam.

E vem Isaac de novo. Agora perguntando se fazer faculdade é coisa obrigatória.

Já que não existe faculdade de pirataria.

Pra quê, né?

Mais uma vez conversamos sobre o futuro. Sobre não ser obrigatório fazer um curso superior, mas deixei claro que acredito sim (ainda) nas instituições de ensino e nos prós de se conquistar o diploma.

E filhote então, retomou o fato dos amigos ainda rirem da escolha dele.

De querer ser um pirata.

Aí que eu não devia estar num dia muito bom.

Ou estava num ótimo, vai saber.

E disse que os piratas de hoje são vilões bem vilões.

Que não eram mais como o Jack Sparrow.

Mas meu filho quer ver pra crer.

E me mandou consultar o Google.

E foi de cortar o coração e servir picadinho com cebola a cara que ele fez quando viu que a coisa atual está muito mais para Captain Phillips do que pra Piratas do Caribe.

Metralhadoras, arma na cabeça, figuras horríveis e amedrontadoras.

E ele, gente, chorou. Chorou sentido.

Vi seu castelinho caindo, ruindo, despedaçando.

Até tentei aliviar, dizendo que entendia que o que ele queria na verdade, era ser um adulto aventureiro, que viajasse bastante e tivesse muita coragem, mas não era isso não.

E com o estrago feito, mas acredito eu que necessariamente, vi ali a transformação.

Isaac se decepcionou com a verdade e teve que crescer com ela.

Resolveu que não ia mais escolher pirata como opção para o futuro.

Mas que também ia responder um NÃO SEI bem grande quando fosse questionado sobre isso.

Está triste sim com tudo isso.

Mas… É a vida, não?!

Carol Garcia

Carol Garcia

Carol Garcia nasceu jornalista e descobriu isso bem mais tarde. Apareceu na TV, na internet, escreveu quilômetros de textos, fala pacas pelo microfone e adora. Nasceu mãe também, e hoje aos 36, vive de aprender e ensinar com o Isaac. Logo, ela juntou tudo, misturou, chacoalhou e mantém um blog onde desfia e desafia todos os loopings dessa montanha russa que é a maternidade. http://viajandonamaternidade.blogspot.com.br/

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