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Disciplinar é uma arte
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Disciplinar é uma arte

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28/01/2013
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Os pais precisam descobrir a melhor forma de controlar o comportamento negativo dos filhos

disciplinar criança

Talvez, uma das mais árduas tarefas como pediatra é a de explicar aos pais que as crianças precisam de um pouco, para não dizer muita, disciplina. Veja abaixo algumas estratégias que funcionam para dominar o comportamento de seus filhos:

Quando a criança não escuta

Consequências naturais: estes são os momentos em que você deixa seu filho ver o que vai acontecer se não se comportar adequadamente (desde que não o coloque em perigo). Por exemplo, se a criança continua a derrubar seus biscoitos de propósito, em breve, ela ficará sem para comer. Se ela joga e quebra o brinquedo, não poderá mais brincar com o objeto. Não vai demorar muito para que o pequeno aprenda a não derrubar os biscoitos e a ter cuidado com seus brinquedos.

Consequências lógicas: estes são os momentos em que você terá de intervir e criar uma consequência. Por exemplo, dizer a ela que, se não recolher os brinquedos, você vai guardá-los o resto do dia. Quando usar esse método, é importante dizer o que vai acontecer. Esteja preparado para seguir adiante imediatamente. Não é preciso gritar, apenas seja firme e responda de forma calma.

Privilégios de retenção: é quando você diz ao seu filho que, se não cooperar, terá que abrir mão de algo que ele gosta. A seguir, estão algumas coisas para manter em mente quando usar essa técnica:

• Nunca tire algo que seu filho realmente precisa, como uma refeição;
• Escolha algo que seu filho valorize e que está relacionado ao mau comportamento;
• Para crianças menores de 6 ou 7 anos, privilégios de retenção funcionam melhor se for feito de imediato. Por exemplo, se o seu filho se comporta mal pela manhã, não diga a ele que não pode assistir TV à noite. Essa pausa tem muito tempo e ele, provavelmente, não vai ligar o comportamento com a consequência;
• Certifique-se que você pode acompanhar sua promessa.

Castigar ou não?

Castigar é uma técnica que funciona bem quando uma regra específica foi quebrada, especificamente, para crianças de 2 a 5 anos de idade, mas pode ser utilizada durante toda a infância. Siga esses passos para estabelecer como funciona:

Definir as regras antes do tempo: decida qual dos dois ou três comportamentos que farão com que você implemente o castigo e explique isso para o seu filho. Você pode ter que repetir isso muitas vezes;

Escolha um local para o castigo: este deve ser um lugar chato, sem distrações, como uma cadeira ou um canto do quarto. Lembre-se, o principal objetivo é fazer com que a criança pare de fazer o que era proibido e pense sobre o assunto;

Definir um limite de tempo: depois do local, é bom definir o tempo do castigo. Uma boa regra é a de 1 minuto para cada ano de idade do seu filho. Por exemplo, a criança de 4 anos irá receber 4 minutos de castigo. Após o tempo de espera, fale com seu filho e tenha certeza de que ele entendeu por que ficou um tempo isolado e ensine como evitar o problema para a próxima vez. Não use um tempo excessivo, pois não funcionará;

Retomar a atividade: quando o tempo acabar, ajude seu filho a voltar a brincar, converse com ele sobre o erro e não peça desculpas por tê-lo colocado de castigo. Lembre-o que você o ama e fez isso para ensiná-lo. Se você precisa discutir seu comportamento, espere até mais tarde para fazer isso.

Aprenda com os erros, incluindo os seus. Se você não lidar bem com uma situação na primeira vez, tente não se preocupar com isso. Pense no que poderia ter feito diferente e tente fazê-lo da próxima vez. Se acha que cometeu um erro real no calor do momento, espere o impasse esfriar, peça desculpas e explique ao seu filho como você vai lidar com a situação no futuro. Certifique-se de manter a sua promessa. Isso dá a criança um bom modelo de como se recuperar dos erros.

Bater nunca é a melhor escolha

Bater nunca é recomendado. Mesmo que uma palmada possa parecer que funcione, ela perde o impacto depois de um tempo. A maioria dos pais não gosta de bater. Por isso, são menos propensos a serem consistentes. Agressividade aumenta agressividade e a raiva, ao invés de ensinar responsabilidade. Lembre-se que você é quem dá o exemplo para seu filho.

É verdade que muitos adultos que foram espancados quando eram crianças podem ser pessoas bem ajustadas e carinhosas mais tarde. No entanto, existem pesquisas que mostram que, quando comparadas com crianças que não são maltratadas, os adultos que se enquadram nesse caso de maus tratos na infância são mais propensos a ficarem deprimidos, ingerirem álcool, baterem nos filhos, nos cônjuges e se envolverem em crimes de violência.

Por Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: Disciplina e seu filho (Copyright © 2009 da Academia Americana de Pediatria)

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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