PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
Fraturas: o impasse do decorrer da infância
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
Fraturas: o impasse do decorrer da infância

Fraturas: o impasse do decorrer da infância

18/09/2012
  794   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

Atualmente, as hastes se tornaram a melhor opção para a recuperação das crianças, no lugar da imobilização com gesso

Quem tem filho pequeno, principalmente menino, raramente estará livre de um episódio que envolva fraturas. Elas são uma das principais causas de atendimento médico no Hospital da Criança Sabará e, muitas vezes, o incidente pode necessitar de um procedimento cirúrgico. A cirurgia é uma atitude bem diferente com relação à antiga abordagem de imobilização do membro fraturado com gesso.

Para diminuir o tempo em que a criança fica imobilizada com gesso, os cirurgiões ortopédicos pediátricos têm recorrido ao uso de hastes flexíveis de titânio, principalmente em casos de fraturas com desvios nos ossos do antebraço, úmero, fêmur e tíbia.

Segundo a ortopedista pediátrica Daniela Rancan, do Hospital Infantil Sabará, o gesso é usado, em média, de três a oito semanas (depende da fratura) e, além do incômodo, a chance do osso não se fixar de maneira correta é maior. “Com as hastes, esses inconvenientes são quase inexistentes. Elas são introduzidas por meio de uma cirurgia minimamente invasiva, com cortes pequenos. A haste é posicionada no osso onde ocorreu a fratura e permanece no local. Após esse período, uma nova cirurgia é feita para a retirada delas”, afirma Rancan.

As fraturas, rupturas parciais ou completas de um osso representam de 10% a 25% dos casos que chegam ao pronto-socorro do Sabará. Os meninos são as principais vítimas com 75%, enquanto as meninas representam 25% dos casos. As faixas etárias mais atingidas são a partir dos 12 anos com 40% e entre 8 e 11 anos com 25%.

As fraturas no paciente pediátrico têm como causas principais quedas de lugares altos, acidentes durante atividades esportivas ou de lazer (skate, bicicleta, futebol, pipa), entre outras. Os locais mais fraturados são os dedos da mão, o antebraço (distal e diafisária), o úmero (supracondiliana), os dedos do pé e tornozelo (maléolo lateral).

Saiba mais sobre o assunto por meio das nossas respostas de algumas perguntas frequentes:

Como saber se é uma fratura? Segundo a Dra. Daniela, em geral, a criança sente uma dor intensa no local do trauma e isso faz com que o membro afetado fique praticamente imóvel (quando mexe dói demais). Além disso, pode ocorrer edema (aumento do volume), equimose (marcas arroxeadas) e deformidades.

E o que fazer nesses casos? Colocar gelo no local por 15 minutos; dar um analgésico, como o Ibuprofeno; tentar imobilizar a região afetada com um pedaço de madeira, papelão, palito de sorvete ou faixa; procurar atendimento médico e, de preferência, em um local que tenha ortopedista.

Mito ou verdade: os ossos dos pequenos são mais frágeis? A maior incidência de fraturas nas crianças ocorre por conta de algumas peculiaridades dos ossos, tais como lesões nas cartilagens de crescimento por serem locais frágeis, maior fragilidade óssea devido ao rápido crescimento dos ossos (hipervascularização e ossos menos densos) e maior maleabilidade do osso, o que provoca fraturas específicas (como em galho verde e deformidade plástica). O mito é que a fragilidade é causada pela falta de cálcio, como muitos pais acreditam.

De qualquer maneira, a melhor medida a se tomar para evitar as fraturas é a prevenção com a utilização de material de proteção individual como luvas, cotoveleiras, joelheiras, capacetes, etc., que são muito úteis, mas não muito usados. Além disso, é importante que seja feita a conscientização dos pais e cuidadores sobre o risco que envolve determinada atividade e as medidas preventivas para evitar lesões em si ou nos outros.

Por Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Hastes de titânio substituem gesso em fraturas nas crianças Release a jornalista Karina Klinger para o Hospital Infantil Sabará

 

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade