PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
O uso de bancos públicos de cordão
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
O uso de bancos públicos de cordão

O uso de bancos públicos de cordão

22/11/2017
  513   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

Os transplantes de medula com células-tronco do sangue do cordão umbilical aumentaram na última década para salvar crianças com doenças fatais ou debilitantes, na maioria das vezes através do uso de bancos públicos de sangue do cordão umbilical. A Academia Americana de Pediatria divulgou uma declaração de política que exige nova ênfase e educação sobre as vantagens e a necessidade de bancos públicos de sangue do cordão umbilical.

Na declaração de política, “Banco de Sangue do Cordão para o Futuro Transplante“, publicada na edição de novembro de 2017 da revista Pediatrics, atua como uma atualização da política da Academia de 2007 e faz referência às pesquisas mais recentes sobre os resultados clínicos dos transplantes de sangue do cordão umbilical.

A maioria dos pais nunca precisará de sangue do cordão umbilical para o uso de sua própria família, mas eles podem doar este precioso presente para salvar vidas para beneficiar os outros. Há pouco tempo tivemos um paciente no Sabará Hospital Infantil com uma doença imunológica que fez transplante de medula recebido de uma pessoa da Finlândia.

O sangue do cordão umbilical, retirado da placenta de recém-nascidos saudáveis, era rotineiramente descartado até que se descobriu que era uma excelente fonte de células-tronco para o transplante de células-tronco hematopoiéticas para algumas doenças. Até 2013, em todo o mundo, mais de 30 mil transplantes de células estaminais foram realizados com sangue do cordão umbilical, de acordo com pesquisas. O sangue do cordão umbilical é usado com maior frequência no transplante em lactentes e crianças com doenças fatais, como doenças malignas, distúrbios do sangue, deficiências imunológicas e distúrbios metabólicos. A doação de sangue do cordão umbilical é segura para o bebê e não interfere com o parto.

A declaração de política da AAP enumera essas diferenças entre bancos públicos e privados de sangue do cordão umbilical:

1- Os bancos públicos de sangue do cordão umbilical atendem pacientes em todo o mundo, combinando indivíduos em necessidade.

2- Os bancos privados armazenam o sangue do cordão umbilical para a auto utilização da família doadora, embora existam poucas evidências que apoiem ​​esse uso, a menos que uma família compartilhe um defeito genético conhecido.

Os bancos públicos de sangue do cordão umbilical são altamente regulados pelas instituições de acreditação de supervisão. Os bancos privados de sangue do cordão umbilical podem não cumprir exigências rigorosas, o que pode fazer com que o sangue do cordão seja de menor qualidade.

As chances de que as células do sangue do cordão de um bebê sejam usadas para o transplante são 30 vezes maiores no sistema público em comparação com o banco privado. Contudo, são necessárias mais doações de sangue do cordão umbilical de populações étnicas / minoritárias para atender às necessidades crescentes.

Saiba mais sobre o assunto:

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Pediatrics November 2017

 

  • Cord Blood Banking for Potential Future Transplantation

 

William T. Shearer, Bertram H. Lubin, Mitchell S. Cairo, Luigi D. Notarangelo,

  • SECTION ON HEMATOLOGY/ONCOLOGY, SECTION ON ALLERGY AND IMMUNOLOGY (SOHO)

(Copyright © 2017 Academia Americana de Pediatria

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade